Adultos

    Lição 6 - A desconstrução da masculinidade bíblica III

    ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

    PORTAL ESCOLA DOMINICAL

    TERCEIRO TRIMESTRE DE 2023

    Adultos - A IGREJA DE CRISTO E O IMPÉRIO DO MAL: Como viver neste mundo dominado pelo espírito da Babilônia

    COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

    COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

    LIÇÃO Nº 6 – A DESCONSTRUÇÃO DA MASCULINIDADE BÍBLICA

    Texto: Rute 4.7-12

    Introdução: O homem foi criado com qualidades que expressam virilidade, responsabilidade e liderança.

    I – A MASCULINIDADE BÍBLICA

    1. A criação divina do ser humano

    1.1. Deus é o Criador de todas as coisas nos céus, na terra e no mar (Gn 1.1; At 4.24)

    1.2. Ele criou o ser humano e o definiu pelo sexo: macho e fêmea, homem e mulher (Gn 1.27)

    a. É o complemento mútuo na união conjugal

    b. É o desempenho dos papéis divinamente designados a cada um (1Co 11.11,12)

    1.3. Afirmar que nenhuma outra criatura foi feita como o ser humano.

    a. Os peixes, as aves e todos os outros animais foram produzidos “segundo a sua espécie” (Gn 1.21,24,25)

    b. Entretanto, ao criar o ser humano, Deus o fez olhando para si mesmo, isto é, sua própria imagem e semelhança (Gn 1.26).

    1.4. O ser humano é considerado a coroa da Criação

    2. Características da masculinidade

    2.1. Ao criar o homem, Deus lhe confiou duas tarefas primárias e essenciais: cultivar e guardar (Gn 2.15)

    a. Significa que as funções de provedor e protetor são próprias da natureza do homem.

    b. Cabe ao homem proteger sua família, bem como prover-lhes uma vida digna (Ef 5.28-30)

    2.2. Ressalta-se que:

    a. A “masculinidade bíblica” enaltece o amor e o cuidado em relação à mulher

    b. O “machismo” inferioriza e desonra a mulher

    2.3. A Bíblia ensina ao homem a honrar a mulher com toda a dignidade (1Pe 3.7)

    3. A liderança masculina

    3.1. Deus confiou ao homem a responsabilidade da liderança (Gn 1.26; 3.16)

    3.2. Deus é a cabeça de Cristo; Cristo é a cabeça do homem; e o homem é a cabeça da mulher (1Co 11.3)

    3.3. O movimento feminista considera esse sistema machista opressor para com a mulher

    a. Refutação: Paulo revela que o homem deve liderar a sua casa do mesmo modo que Cristo lidera a Igreja (Ef 5.29).

    b. Uma vez que Cristo se entregou pelo bem-estar da Igreja, a liderança masculina requer a prática de algum tipo de sacrifício pela mulher (Ef 5.25b).

    . O homem deve evidenciar virtudes, tais como: fortaleza, sabedoria, coragem, amor e respeito (Jz 6.14; 2Cr 1.10; Ne 6.11; Jo 15.12,13)

    II – A EROSÃO DA MASCULINIDADE

    1. Apologia à homossexualidade

    1.1. “ideologia de gênero” faz contínuas investidas de legitimação da homossexualidade.

    a. Esse conceito ignora as características físicas e biológicas, alegando que o ser humano nasce sexualmente neutro

    b. Essa concepção invalida a criação divina da raça humana como ser binário “masculino” e “feminino” (Gn 1.27).

    c. Ensina que a identidade de gênero e a orientação sexual independem da anatomia do corpo.

    . Não aceita que os órgãos do sistema reprodutor humano sirvam de parâmetro para a sexualidade

    1.2. Consequências da “ideologia de gênero”

    a. A sexualidade antinatural é incentivada (Rm 1.26,27)

    b. Há uma crise do comportamento masculino no tempo presente (1 Co 6.10)

    2. Responsabilidade negligenciada

    2.1. Em virtude da relativização da masculinidade, o modelo bíblico vem sendo abandonado.

    2.2. A identidade masculina é substituída por indivíduos de duplo ânimo e inconsequentes (Tg 1.8).

    a. Os efeitos desse comportamento resultam em inúmeros casos de desajustes familiares e divórcio

    . Uma parcela é incapaz de sustentar a sua própria casa, não pelo desemprego, mas pela aversão ao trabalho (Pv 21.25)

    3. Crise de liderança.

    3.1. A crise de masculinidade tem gerado homens incapazes de exercer liderança.

    a. Uma sociedade sem líderes eficazes transforma-se em anarquia.

    b. A cidade fica imersa na corrupção, fraudes, mentiras, opressão, extorsão, imoralidade, injustiça e violência (Ez 22.2-13)

    c. Deus sempre procura alguém para reverter a situação (Ez 22.30)

    d. Nesse caso, Deus ainda procura esse tipo de homem na atualidade (1Rs 2.2)

    III – BOAZ: SÍMBOLO BÍBLICO DE MASCULINIDADE

    1. Modelo de generosidade

    1.1. Boaz é um grande símbolo de masculinidade bíblica.

    a. Ele era um parente de Elimeleque, o falecido esposo de Noemi (Rt 2.1).

    b. Noemi perdera o marido, os filhos e ficara apenas com a moabita Rute, uma de suas noras, também viúva e sem filhos (Rt 1.3,5,16)

    c. Para sobreviver, Rute foi trabalhar no campo de Boaz (Rt 2.3,5,6)

    d. Ao saber que Rute deixara a sua terra para apoiar a sogra, Boaz a tratou com generosidade (Rt 2.11,12).

    . Ele se dirigiu a ela com ternura (Rt 2.8);

    . Ele a protegeu para não ser molestada (Rt 2.9);

    . Ele a alimentou (Rt 2.14);

    . Ele ordenou que fosse favorecida na colheita (Rt 2.15,16)

    e. Pela lei, uma viúva sem filhos só poderia ser resgatada pelo casamento com um parente próximo do falecido (Dt 25.5,6; Rt 4.9,10)

    . Apesar da compaixão de Boaz, Noemi e Rute ainda estavam em apuros.

    2. Modelo de responsabilidade.

    2.1. Ao prometer resgatar Rute e a herança de Elimeleque, Boaz estava ciente que o direito era de um parente mais próximo que ele (Rt 3.12,13).

    2.2. Movido pelo senso de responsabilidade, liderança e honra, Boaz levou o caso aos anciãos (Rt 4.1,2).

    a. Na audiência, explicou que as terras estavam à venda e aquele que as comprasse deveria casar-se com Rute (Rt 4.4,5).

    b. O parente que tinha a primazia autorizou Boaz a comprar as terras e se casar com a moabita (Rt 4.6,9,10).

    c. Ao adquirir a propriedade e tomar Rute por mulher, Boaz tornou-se o provedor e protetor daquela família (Rt 4.13-16)

    d. O casal gerou a Obede, avô do Rei Davi de cuja linhagem nasceu o Cristo (Rt 4.22, Mt 1.5,6,16).

    2.3. Boaz é símbolo de masculinidade enquanto marido, pai e líder exemplar.

    Conclusão: Deus criou o ser humano com dois gêneros: masculino e feminino (Gn 1.27). Por isso, a diferenciação dos sexos é um princípio determinado pela criação divina (Gn 2.23).

    A desmasculinização decorre da inversão dos papéis do homem na sexualidade, na liderança e na prática de seus deveres. A sociedade, a família e a igreja esperam por homens que honrem a sua masculinidade e exerçam o papel que Deus os vocacionou a desempenharem.

    COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

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