Adultos

Lição 10 - Uma esperança inabalável perante os poderosos VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 10 – UMA ESPERANÇA INABALÁVEL PERANTE OS PODEROSOS

O apóstolo Paulo foi um homem que buscou ser fiel à causa do Evangelho a ponto de não ter a sua própria vida como preciosa, contanto que estivesse cumprindo integralmente a vontade de Deus (At 20.24). Para ele, o viver era Cristo e o morrer era ganho (Fp 1.21). As acusações injustas e opressões dos judeus contra Paulo o levaram a ter de comparecer diante dos tribunais para responder a respeito da doutrina que divulgava em todos os lugares por onde passava. De maneira respeitosa e coerente, Paulo responde ao governador Félix acerca da sua fé na ressurreição dos mortos, tanto dos justos como dos injustos (At 24.15).

O grande cerne da sua defesa é o fato de que Paulo tinha uma consciência sem ofensa, isto é, sem culpa perante Deus e os homens. Isso significa que Paulo tinha convicção do que estava pregando e porque insistia em pregar.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

A ACUSAÇÃO INJUSTA

Agora Paulo está preso, indefeso e completamente vulnerável entre dois poderes, o religioso e o civil, o hostil e o amigável, Jerusalém e Roma. [...] O julgamento descrito em Atos 24 gira em torno de dois discursos, o de Tértulo, orador profissional levado a Cesareia pelos judeus, e o de Paulo. Os dois começam com captatio benevolentiae, um esforço para conquistar a boa vontade de Félix. O discurso de Tértulo (At 24.2-4) é cheio de adulação, enquanto o de Paulo é breve e honesto (At 24.10b).

O cenário foi articulado para que Paulo fosse condenado e silenciado. Sua acusação: pregar o Evangelho de Cristo. Essa oposição levantada era totalmente diferente das demais, pois, agora, os judeus estavam dispostos a usar a força do Estado Romano para parar a proclamação do Evangelho.

Diante disso, os judeus convocaram como representante um certo orador chamado Tértulo, cujo a habilidade era destacada entre os demais. Tértulo veio como uma arma para atender o clamor odioso dos judeus, mesmo que para isso utilizasse ferramentas nada associadas à moralidade.

O discurso de Tértulo traz três acusações contra Paulo: tumulto, promoção de seita e sacrilégio, ou seja, Paulo foi acusado de estar contra a lei dos judeus, contra o templo e contra César (At 25.7,8). Tértulo apresentou três acusações contra Paulo: uma pessoal (este homem é uma peste), uma política {promove sedições) e uma religiosa (tentou profanar o templo). Em outras palavras, Tértulo acusou Paulo de ser tanto antijudeu como antirromano.

Destaque

Aqui vemos a infelicidade dos grandes homens, e a infelicidade de se louvar os serviços destes, muito além de toda medida, sem que se fale fielmente de suas faltas; por isto, se endurecem e se animam no mal, como Félix. Os profetas de Deus foram acusados de serem os perturbadores da terra, e o Senhor Jesus Cristo foi acusado de perverter a nação; as mesmas acusações foram formuladas contra Paulo. As paixões egoístas dos homens os impelem adiante, e as graças e o poder da fala têm sido frequentemente usados para dirigir mal e prejudicar os homens contra a verdade. Quão diferentes serão os caracteres de Félix e Paulo no dia do juízo, segundo são representados no discurso de Tértulo! Que os cristãos não valorizem o aplauso nem se turbem pelas desaprovações dos homens ímpios, que apresentam os homens mais vis da raça humana, quase como deuses, e como pestes e promotores de sedição, os homens mais excelentes da terra.

A DEFESA DO EVANGELHO BASEADA NA VERDADE

Paulo não fora a Jerusalém para fazer uma insurreição ou criar transtornos. Fora para adorar a Deus e ofertar ao povo judeu. Fora para abençoar e não para causar tumulto. Paulo reafirma que é seguidor da religião do Caminho, mas ao mesmo tempo diz que não se trata de uma seita, como os judeus a chamavam, pois ele adorava ao Deus de seus pais e cria no ensinamento das Escrituras. Paulo não era um inovador herético, mas um homem absolutamente fiel à fé dos seus antepassados. A religião do Caminho não era uma novidade religiosa inventada por Paulo, mas tinha suas raízes no Antigo Testamento. O Cristo anunciado por Paulo era o mesmo proclamado pelos profetas.

O que Paulo fez foi transmitir as verdades sobre o seu caso, em oposição às palavras de Tértulo. A polidez e sensatez de Paulo, associadas à forma como ele agiu com serenidade e firmeza, ajudaram na afirmação de que estava certo e pleno de verdade.

Paulo faz um justo relato de si mesmo, que o exonera de delito, e igualmente mostra a verdadeira razão da violência contra ele. Não nos retiremos de um caminho bom, por ter má fama. Ao adorarmos a Deus, devemos considerá-lo como o Deus de nossos pais, sem estabelecer nenhuma outra regra de fé ou conduta que não sejam as Escrituras; isto é muito consolador. É mostrado aqui, que haverá uma ressurreição para o juízo final. Os profetas e suas doutrinas tinham de ser provados por seus frutos.

Em seu discurso, Paulo anuncia o Evangelho como forma de defesa e ataque. Como defesa ele destaca que está cumprindo aquilo que Cristo determinou, anunciando às verdades da fé, bem como não negando-O diante dos homens. Como forma de ataque, ele faz ativamente mais uma mensagem evangelizadora, onde, através dessa mensagem, a esperança é despertada no coração do pecador, que convertido passa a ter sua esperança voltada na redenção do seu corpo.

Longe de ir a Jerusalém para profanar o templo, seu propósito era essencialmente religioso. Paulo foi a Jerusalém para demonstrar amor à sua nação e respeito às leis judaicas. Foi levar oferendas (At 24.17) e, quando entrou no templo com esse propósito, estava cerimonialmente puro (At 24.18). O tumulto não foi criado por Paulo, mas pelos judeus fanáticos. Quem profanou o templo não foi Paulo, mas seus acusadores.

Destaque

O objetivo de Paulo era ter uma consciência livre de ofensas. Seu interesse e finalidade era abster-se de muitas coisas, e em todos os momentos abundar nos exercícios da religião com Deus e com o homem. Se somos acusados de ser mais zelosos com as coisas de Deus do que o nosso próximo, o que respondemos? Nos retraímos diante da acusação? Quantos há no mundo que preferem ser acusados de qualquer fraqueza e maldade, e não de um sentimento de amor fervoroso e anelante pelo Senhor Jesus Cristo, e de consagração ao seu serviço? Podem os tais pensar que Cristo os confessará quando vier em sua glória e diante dos anjos de Deus? Se há uma visão aprazível para o Deus de nossa salvação, e uma visão diante da qual os anjos se regozijam, é contemplar um seguidor devoto do Senhor aqui na terra, que reconhece que seria culpável se fosse crime, de amar de todo coração, alma, mente e força ao Senhor que morreu por ele. Não se pode ficar calado ao ver que a Palavra de Deus é desprezada ou quando se escuta o seu nome ser profanado. Este se arriscará, ou melhor se exporá ao ridículo e ao ódio do mundo, antes de ofender a este ser bondoso, cujo amor é melhor que a vida.

A ESPERANÇA QUE SUPERA A OPRESSÃO

Após ouvir o discurso de Paulo, Félix entendeu que Paulo não era culpado das falsas acusações realizadas. Ele decide adiar o resultado do julgamento, com o objetivo de receber de Paulo suborno para o livrar daquela condição.

Félix procurou conhecer mais acuradamente as coisas concernentes ao Caminho e adiou a causa, conservando Paulo detido no pretório, porém, tratando-o com indulgência, a ponto de o apóstolo poder ser servido por seus amigos e irmãos na fé cristã. À medida que Félix passou a conhecer um pouco mais acerca do Caminho, teve curiosidade de ouvir Paulo. Acompanhado de sua mulher Drusila, mandou chamar Paulo para ouvi-lo a respeito da fé em Cristo. Drusila era filha de Herodes Agripa I e irmã de Herodes Agripa II e Berenice (At 25.13).

Paulo permaneceu preso por dois anos, não renunciando a sua fidelidade ao Senhor, muito menos deixando esmorecer a esperança que movia a sua fé. Aprendemos com esse episódio que o compromisso com a mensagem do Evangelho por vezes nos fará enfrentar oposições, contudo, devemos ser movidos pela certeza de que o céu é o destino final dos salvos.

Destaque

A perseverança de Paulo era resultado do nível de convicção e solidez da sua fé.

Seu exemplo leva os crentes atuais a refletir até que ponto estão convictos da fé que uma vez receberam (Jd 3). Essa convicção encoraja e impulsiona o nível de compromisso do crente para com o Evangelho e o distancia da hipocrisia, mascarada nos movimentos falsamente espirituais. Tais movimentos, que se dizem cristãos, canalizam sua atenção apenas nas manifestações espirituais e se esquecem da formação do caráter cristão, fundamentado na sã doutrina e na prática de boas obras consequentes de uma fé genuína (Ef 2.10). Para o bom pentecostal, cheio do Espírito Santo, e comprometidos com o ensino das Escrituras Sagradas, há uma consciência limpa de uma fé não fingida, baseada na verdade da Palavra de Deus (2 Tm 1.5).

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

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