Adultos

Lição 6 - A suficiência da Graça na cidade de Corinto III

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 6 – A SUFICIÊNCIA DA GRAÇA NA CIDADE DE CORINTO

Texto: Atos 18.1-11.

Introdução: A graça de Deus é suficiente para sustentar o crente em meio às adversidades.

I. PAULO CHEGA A CORINTO (At 18.1-6)

1. Corinto: riqueza material e miséria espiritual

1.1. Após deixar Atenas, Paulo chega a Corinto, capital da província romana da Acaia desde 27 a.C.

a. Corinto havia superado Atenas em importância política e comercial

b. Corinto tornou-se um dos maiores centros econômicos do mundo romano.

c. Corinto reunia povos de diversas culturas (Paulo faz referência a isso (1Co 1.22-24)

d. Corinto se destacava por sua profunda decadência moral (1Co 6.9,10)

e. Corinto tinha vários templos pagãos. Em especial ‘Afrodite’ (deusa grega da sexualidade)

. Estava associada à prostituição ritual

. Tinha centenas de prostitutas ligadas a esse culto (1Co 6.15,16)

1.2. Paulo chega em Corinto e anuncia o evangelho em temor (1Co 2.1-5)

2. Temor humano e dependência da graça

2.1. O apóstolo traz consigo as marcas:

a. Das perseguições sofridas em Filipos, Tessalônica e Bereia (At 16.22-24; 17.5-10,13)

b. Da constante preocupação pastoral com as igrejas já fundadas (2Co 11.28)

2.2. Nessa missão, Paulo, tinha um grande peso emocional (1Co 2.3)

a. Corinto era grandiosa em degradação espiritual

b. Mesmo assim, Paulo não recua

2.3. Sua experiência revela que o temor humano:

a. Não anula a chamada divina

b. Conduz o servo a uma dependência mais profunda da graça de Deus (2Co 12.9)

3. O início do ministério e a oposição na sinagoga

3.1. Paulo inicia sua obra na sinagoga, anunciando que Jesus é o Cristo prometido

3.2. Nesse período, encontra Priscila e Áquila

a. Eram judeus expulsos de Roma pelo decreto do imperador Cláudio.

3.3. Trabalhando com eles como fabricante de tendas, Paulo une sustento próprio e missão

a. Estabeleceu uma parceria que seria decisiva para a igreja em Corinto (At 18.2,3)

b. Paulo dedicou-se inteiramente à Palavra (At 18.5)

. Silas e Timóteo trazem notícias animadoras das igrejas da Macedônia

3.4. Houve oposição judaica e Paulo sai o ambiente da sinagoga

II. A CONTINUIDADE DA MISSÃO E O ENCORAJAMENTO DIVINO (At 18.7-11)

1. A casa de Justo e o avanço do Evangelho

1.1. Expulso da sinagoga, Paulo não abandona a cidade

1.2. Um gentio temente a Deus, Tito Justo, oferece sua casa

a. Ela era localizada ao lado da sinagoga

b. Seria o novo espaço para a pregação

1.3. Essa mudança estratégica:

a. Amplia o alcance do Evangelho

b. Confere visibilidade positiva à nova comunidade cristã

1.4. O resultado é expressivo: muitos coríntios creem, entre eles Crispo (At 18.7,8)

1.5. Quando as portas se fecham, Deus abre novos caminhos para a expansão do Reino.

2. O medo do apóstolo e a palavra que fortalece

2.1. Paulo enfrenta forte oposição e passa a temer por sua permanência em Corinto (1Co 2.3)

2.2. O que fragilizou emocionalmente Paulo?

a. O peso espiritual da cidade

b. A hostilidade crescente

2.3. Deus o conforta e manda continuar a obra (At 18.9)

a. Paulo é reposicionado na missão

2.4. Lembremos que o sucesso da obra não depende da força humana, mas da fidelidade à chamada.

3. Graça suficiente, perseverança e transição

3.1. Paulo permanece em Corinto por um ano e seis meses, ensinando a Palavra de Deus (At 18.11)

3.2. A experiência do apóstolo ensina que:

a. Sentir medo não é sinal de fracasso espiritual (2Co 7.5; 1Co 2.3)

b. Pode ser mais uma oportunidade para experimentar a suficiência da graça divina (Hb 4.16)

3.3. Quando o servo confia na presença de Deus, o temor é vencido e a missão prossegue (Js 1.9; Mt 28.20)

III. PAULO DIANTE DE GÁLIO: A GRAÇA QUE SUSTENTA EM MEIO À OPOSIÇÃO (At 18.12-17)

1. A acusação dos judeus e a proteção divina

1.1. A acusação de Paulo diante de Gálio (At 18.12,13)

1.2. Gálio rejeitou a denúncia (At 18.14,15)

1.3. Fazia parte da promessa do Senhor a Paulo (At 18.9,10)

1.4. Deus usou a autoridade civil para preservar a obra missionária.

2. O espancamento de Sóstenes e o alcance da graça

2.1. Sóstenes foi espancado diante do tribunal, sem que o procônsul interviesse (At 18.17).

a. O episódio revela a instabilidade da oposição humana

2.2. Posteriormente, um Sóstenes é citado como irmão em Cristo (1Co 1.1)

a. Isso sugere uma possível conversão.

b. É o poder do Evangelho, capaz de alcançar até mesmo seus opositores.

3. A suficiência da graça na experiência de Paulo

3.1. Em Corinto, Paulo viveu intensamente a suficiência da graça de Deus.

a. Aprendeu que o poder divino se aperfeiçoa na fraqueza (2Co 12.9).

3.2. A cidade marcada pela decadência tornou-se um campo fértil para a manifestação da graça (Rm 5.20)

3.3. Paulo permaneceu ali dezoito meses, e uma igreja foi estabelecida (At 18.11).

3.4. Aprendemos que não é a ausência de lutas, mas a presença da graça, que nos mantém firmes (Jo 16.33)

3.5. Confiemos em que a graça de Deus é suficiente para nos sustentar em qualquer circunstância (Fp 4.12,13)

Conclusão: A experiência de Paulo em Corinto ensina que a missão cristã exige coragem sustentada pela graça e discernimento para anunciar a verdade eterna em contextos marcados por profundas mudanças.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

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