Adultos

Lição 5 - O juízo contra Sodoma e Gomorra VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 5 – O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

O nosso Deus é misericordioso e oferece ao pecador a oportunidade para arrepender-se de seus pecados. O juízo divino, porém, é reservado àqueles que rejeitam a bondade e a misericórdia de Deus. Foi isso que aconteceu com as cidades de Sodoma e Gomorra. Tendo chegado o tempo determinado para o juízo sobre os pecados praticados pelos moradores destas cidades, o Criador revelou ao seu amigo Abraão o que aconteceria. Abraão, porém, se coloca diante de Deus como um intercessor, apelando pela misericórdia divina para que os justos não fossem destruídos juntamente com aquelas cidades.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

OS ANJOS VISITAM ABRAÃO

A história narrada na lição do próximo domingo, nos apresenta algo muito profundo e que é deixado de lado por muitos ao longo dos anos: Deus continua no controle de todas as coisas, e está observando tudo do Seu alto e sublime trono. Abraão estava em sua tenda quando recebeu a ilustre visita de três anjos, que lhes anunciaram o que Deus faria por aqueles dias.

Erguendo os olhos, Abraão se espantou ao ver três varões (2). Imediatamente, reagiu com a hospitalidade que ainda hoje subsiste entre o povo da Palestina. Curvando-se diante deles, Abraão implorou que os estranhos parassem em sua tenda, tirassem o pó dos pés, lavando-os, e descansassem debaixo da árvore (4). O patriarca disse que lhes serviria uma refeição e depois eles poderiam continuar a viagem, porquanto por isso chegastes até vosso servo (5). Os estranhos responderam graciosamente ao convite, e Abraão (6) foi correndo aos rebanhos para apanhar uma vitela, não sem antes mandar que Sara preparasse bolos no borralho (ARA).

Após a boa hospitalidade oferecida pelo patriarca, algo inusitado aconteceu: os três varões perguntam por sua esposa, algo que foge o comum da época, haja vista que não era costume as mulheres aparecerem durante as visitas. Na ocasião, a renovação da promessa veio, juntamente com uma repreensão contra a incredulidade de Sara, que ouvia tudo dentro da tenda.

A apreensão divina também dizia respeito a Sodoma e Gomorra (20), pois clamores de queixa chegavam ao SENHOR e indicavam que o pecado se agravara muito. O SENHOR estava a caminho de fazer uma inspeção pessoal das condições. O forte antropomorfismo desta cena não sugere ignorância da parte de Deus. A ênfase está focalizada na profunda preocupação do SENHOR acerca dos males sociais; eles não passam despercebidos. Outra ênfase está na justiça básica de Deus. Ele não executa julgamentos baseados em rumores; Ele sabe, em primeira mão, qual é a situação. Além disso, Ele está propenso a considerar outros meios, que não a destruição, para corrigir as coisas. Ele está inclinado a ouvir e avaliar as orações daqueles que nele confiam.

Destaque

O relato bíblico revela uma cidade que vivia com naturalidade a libertinagem e a promiscuidade. O nível de degradação moral e espiritual daquelas cidades era tão intenso que se não houvesse a interrupção daquela cultura nociva, as próximas gerações seriam influenciadas significativamente a assumirem os mesmos hábitos e práticas profanas. Embora o Senhor tenha um cuidado especial com Seu povo, Ele continua sendo Deus Soberano sobre todas as nações e nada foge a Seus cuidados.

DEUS ANUNCIA OS SEUS PLANOS A ABRAÃO

Após a renovação da promessa, o diálogo tomou um destino tenso e preocupante. Abraão ouviu da boca dos varões que a terra para qual o seu sobrinho fora, agora estava prestes a ser destruída. Essa mensagem ligou o sinal de alerta no patriarca que imaginara que toda casa de Ló sucumbiria junto, e, portanto, toma uma atitude de intercessor.

Quando Abraão ouviu falar sobre Sodoma e Gomorra, grande preocupação tomou conta de sua alma, pois ele estava totalmente ciente da residência de Ló próximo a essas cidades. O senso de justiça de Abraão logo se expressou. Com certeza o justo (23, tsaddik), que vive de modo digno na presença de Deus, não deve ser punido com o ímpio.

O que Abraão fez foi dialogar com o Senhor, intercedendo pela vida dos contados justos em Sodoma e Gomorra. Era uma petição difícil e arriscada, tendo em vista que por causa do pecado que se aumentava no meio do povo, a contagem daqueles que não se contaminaram era inexpressiva diante do cenário complicado e que cheirava muito mal nas narinas de Deus.

Abraão começou com muito otimismo. Suponha que houvesse cinquenta justos na cidade (24), seria justo Deus destruí-los? A resposta divina foi que o Senhor pouparia a cidade se cinquenta justos (26) fossem encontrados. Mas, e se faltassem apenas cinco pessoas (28) para chegar a esse número, haveria o desastre? Abraão conhecia muito bem seu lugar diante de Deus, pois em termos de poder e autoridade ele era pó e cinza (27). Contudo, persistiu, abaixando a quantidade de quarenta e cinco para quarenta (29), depois, para trinta (30), em seguida, para vinte (31). A cada vez o Senhor consentia o pedido do patriarca. Por fim, chegou ao número dez (32), que era quase o tamanho da família de Ló. Recebendo a garantia de que o juízo seria retido se dez justos fossem encontrados, Abraão parou de interceder. O resultado teria de depender da condição espiritual da família do seu sobrinho.

A intercessão do patriarca foi reconhecida por Deus. A intenção final dele era salvar a vida dos justos, mas principalmente da família do seu sobrinho Ló. Os anjos foram a cidade de Sodoma e Gomorra, e prontamente visitaram a Ló, a fim de garantir a sua segurança em meio ao juízo que viria.

Destaque

Diante do juízo divino, Abraão resolve se posicionar como intercessor em favor dos justos para que não fossem destruídos juntamente com os ímpios. Abraão demonstrou uma sensível preocupação pelos inocentes. Ele pede a Deus que poupe 50justos das cidades perversas da planície; depois 45; em finalmente, pelo menos 10. Deus foi até mais sensível do que Abraão. Somente uma pessoa honrada vivia em Sodoma (Ló), e Deus reteve as chamas do juízo até que este estivesse a salvo! Este episódio nos dá segurança para orarmos pelos outros. O Senhor se importa com eles até mais do que nós, e fará por eles até mais do que pedimos. [...] Muitos acreditam que essas cidades das planícies ficavam abaixo no extremo sul do mar Morto. A área possui grandes depósitos de betume altamente inflamável. Isso e uma terra geologicamente de massa instável podem ter sido usados por Deus como agentes para causar a destruição das cidades descritas em Gênesis 19.

A DESTRUIÇÃO DE SODOMA E GOMORRA

Dois dos homens, agora chamados anjos (1), chegaram a Sodoma logo depois de deixar Abraão em Hebrom, embora a distância entre os dois lugares fosse de dois dias habituais de viagem. Ló estava à porta da cidade, lugar onde os homens tinham o hábito de se reunir no fim de um dia de trabalho. Era na porta que as pessoas resolviam suas questões legais (Rt 4.1-12). Ló cumprimentou os estranhos e lhes ofereceu hospedagem. Rendendo-se à persistência de Ló, os anjos foram tratados com hospitalidade generosa. Pouco antes de irem dormir, Ló e seus novos amigos ouviram um tumulto fora da casa. Era uma multidão dos varões de Sodoma (4), de todas as idades, inflamados por luxúria bestial. O famoso pecado da cidade estava se mostrando em toda sua feiúra. Os homens queriam que os estranhos lhes fossem entregues para manter atos homossexuais com eles, pecado que veio a ser conhecido por sodomia.

Os anjos providenciaram o escape para a família de Ló, que ainda presenciaram a dura cena de ver a matriarca da família ser convertida em uma estatua de sal, ao desobedecer a ordem de olhar para trás.

Quando eles já estavam longe dos limites da cidade, Deus derramou o seu juízo sobre aquele povo. Saraivas de fogo caíram e destruíram a cidade por completo. Os perversos homens de Sodoma e Gomorra agora estavam sentindo o peso de sua iniquidade, e a fumaça subia que dava-se para ver ao longe.

De lugares altos e seguros, a leste de Manre, outra figura triste inspecionava a fumaça que subia da terra (28). Ele sabia qual era a causa da fumaça, mas ainda não sabia que seu sobrinho Ló fora misericordiosamente guardado do holocausto pelos anjos. Ainda lhe era desconhecido o fato de que esta libertação ocorreu porque Deus se lembrou e Abraão (29).

Destaque

Este episódio reforça a orientação de Paulo a Timóteo, "que os homens orem em todos os lugares, levantando mãos santas, sem ira nem contenda" (1Tm 2.8). É da vontade de Deus que Seus servos façam como Abraão, se disponham a orar, intercedendo pelos pecadores a fim de que encontrem o perdão e a salvação. Deus já reservou um Dia em que trará a juízo toda a obra praticada pelos homens, sejam boas ou más (Ec 12.14). Enquanto esse Dia não chega, é nosso papel interceder para que o maior número de pessoas seja alcançado e convencido pelo Espírito Santo (Jo 16.7,8).

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

Copyright © 2003 - 2026 Portal Escola Dominical todos os direitos reservados.