ASSEMBLEIA DE DEUS EM MUNDO NOVO - BA
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PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: PR JOSAPHAT BATISTA SOARES

LIÇÃO Nº 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO
INTRODUÇÃO
- Terceiro nome dado ao Espírito Santo é o de “Espírito de Deus”, nome pelo qual o Santo Espírito aparece pela vez primeira nas Escrituras (Gn.1:2) e que é utilizado 23 (vinte e três) vezes na Versão Almeida Revista e Corrigida. Esta denominação não só revela que se está diante de uma Pessoa que atua no interior do homem, como já vimos, mas que Ele é Deus e provém de Deus, pois Ele foi enviado tanto pelo Pai (Lc.24:49) quanto pelo Filho (Jo.16:7).
I - TEXTO BÍBLICO Romanos 8.12-1; Gálatas 4.1-6
II - A PROCESSÃO (procedência) DO ESPÍRITO
1 - Definição:
- Processão é uma palavra que tenta descrever o eterno relacionamento entre o Espírito e as outras duas Pessoas da Trindade. Ele procedeu eternamente do Pai e do Filho sem que isso dividisse ou alterasse, de algum modo, a natureza de Deus.
2 - História:
- Este conceito foi formulado no Credo de Constantinopla em 381. Em 589, o sínodo de Toledo acrescentou a famosa cláusula latina “filioque”, que afirmava que o Espírito procedia do Pai e do Filho.
3 - Escrituras:
- João 15.26 afirma expressamente que o Espírito procede do Pai, ao passo que a idéia de sua processão do Filho vem de versículos como Gálatas 4.6, Rm 8.9 e Jo 16.7.
III - A OBRA DO PAI E DO ESPÍRITO SANTO
- A lição desta semana destaca o papel da Trindade na libertação, filiação e condução do crente rumo à eternidade. O Espírito Santo tem a incumbência de guiar aqueles que se tornam filhos de Deus. É Ele quem confirma a nossa filiação em Cristo e assegura-nos uma comunhão contínua no incremento da vida cristã. A orientação do Espírito Santo ocorre no entendimento de cada crente regenerado, aprovando o que agrada a Deus. Essa atividade do Espírito opõe-se à inclinação da carne com as suas concupiscências. Por essa razão, o apóstolo Paulo exorta os gálatas a andarem no Espírito (Gl 5.16). Em linhas gerais, isso significa submeter a mente ao pleno domínio do Espírito Santo e ocupar-se a todo tempo com as virtudes do Espírito. Denota também rejeitar as inclinações das obras infrutuosas da carne e nutrir as virtudes do Espírito.
- Uma vez que o Espírito faz morada no crente, os desejos pecaminosos são subjugados e passam pelo escrutínio da Palavra de Deus (Rm 6.12-17). Dessa forma, o crente pode desfrutar de uma parceria amorosa e frutífera com a presença do Espírito Santo. Conforme o Comentário Bíblico Pentecostal — Novo Testamento (CPAD), “Paulo usa a palavra ‘andar’ metaforicamente para descrever todo o modo de viver (Ef 2.10; 5.2,8; Cl 2.6; 1Ts 2.12; 4.1). Em outras palavras, manda que os gálatas permitam que o Espírito Santo controle cada aspecto de suas vidas. Se o princípio que dirige suas vidas for o Espírito Santo, os gálatas não cumprirão ‘a concupiscência da carne’ ou os desejos da natureza pecadora (5.16). Isto é verdade porque a direção do Espírito Santo é diametralmente oposta ao impulso da natureza pecadora, e vice-versa (5.17). A frase ‘para que não façais o que quereis’ está aberta à interpretação. Pode significar que quando os gálatas querem caminhar após a natureza pecadora, o Espírito se opõe a este desejo. Pode ainda significar que quando querem ser guiados pelo Espírito, a natureza pecadora mina suas intenções. Uma vez que os gálatas estão cheios com o Espírito (3.2), Paulo provavelmente está observando que a natureza pecadora está impedindo que sirvam a Deus como desejam” (Volume 2, 2003, p.376).
- Nesse sentido, como filhos adotados por Deus e participantes de uma nova natureza, precisamos dedicar nossas vidas à disciplina do Espírito. Todo hábito correspondente à natureza pecaminosa deve ser abandonado. Em vez disso, nossos sentimentos e pensamentos devem ser apresentados ao Espírito Santo para dar lugar às virtudes do Fruto que agrada a Deus (Cl 3.1-6). Enquanto estamos nesta esfera terrena, precisamos que o Espírito renove a nossa mente para que possamos vencer esta batalha que diuturnamente somos desafiados a enfrentar.
OBS: “O ESPÍRITO DE SEU FILHO, QUE CLAMA: ABA, PAI. Como os seguidores de Cristo são agora filhos de Deus, eles têm um novo ‘tutor’ (v.2) — isto é, não a lei ou a iniciativa humana, mas o Espírito de Deus (cf. Rm 8.9). Uma das tarefas do Espírito Santo é criar nos filhos de Deus um sentimento de amor filial (isto é, relativo aos pais ou à família), que os leva a conhecer a Deus como seu Pai. (1) A palavra ‘Aba’ é aramaica (Abba) e significa ‘Pai’. Era a palavra usada por Jesus quando se referia ao seu Pai celestial. A combinação da palavra aramaica ‘Aba’ com a palavra grega para ‘pai’ (patēr) expressa a profundidade da intimidade, a emoção intensa, o calor e a confiança com que o Espírito Santo nos ajuda a nos relacionar com Deus e a clamar a Ele (cf. Mc 14.36; Rm 8.15,26,27). Dois sinais seguros da obra do Espírito em nós são: o clamor espontâneo e voluntário a Deus como ‘Pai’, e a obediência natural e de bom grado a Jesus como ‘Senhor’. (2) Embora todos os fiéis seguidores de Cristo tenham o Espírito Santo habitando dentro de si (Rm 8.9-11; 1Co 6.15-20; 2Co 3.3; Ef 1.13; Hb 6.4; 1Jo 3.24; 4.13), nesta passagem Paulo também pode estar se referindo ao batismo no Espírito Santo e à bênção de ser continuamente cheio dEle (cf. At 1.5; 2.4; Ef 5.18). Afinal, Deus faz do nosso relacionamento com Ele, como filhos, a razão para o envio do Espírito. Como já somos filhos pela fé em Cristo, Deus envia o Espírito aos nossos corações.” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2161).
IV - O CONSOLADOR VINDO DO PAI
1 - O Consolador
- Título dado ao Espírito Santo (Jo 14:16, 26; 15:26; 16:7; Jn 2:1; Ap 12:10). A palavra “Consolador” “Parácleto “ (Grego) Significa alguem chamado para ficar ao lado de outrem com o propósito de ajudá-lo em qualquer eventualidade, especialmente em processos legais e criminais. “ Advocatus ” (Latim) esses assistiam seus amigos, não por recompensa mas sim por amor. Sábios conselhos orientação o que dizer e fazer, falavam por eles representavam-nos faziam da causa sua própria causa amparavam-nos nas Provas, dificuldades e Perigos.
2 - Eu rogarei ao Pai e Ele vos dará outro Consolador.
- Em forma invisível aos Discpipulos, justamente o que Jesus havia sido em forma visível para eles. O Espírito Santo como sucessor de Cristo e sua presença, não significa que Cristo cessasse de ser ajudador e Advogado do seu povo (I Jo 2.1; Ap 12.10). Cristo manifesta-se por meio do Espírito na carne, ele podia estar em somente um lugar de cada vez. Na sua vinda glorificada é Onipresente pelo Espírito na carne não habitava na vida interior dos Homens pelo Espírito Ele habita na profundidade de suas almas.
3 - O Consolador, o Espírito, Comunica o Cristo Celestial e não o Cristo Terreno que na pobreza e humilhação da cruz ele ganhou as riquezas da sua glória e no trono assegurou as riquezas da sua glória (II Co 8.9; EF 1.7; Ef 3.16). Depois da sua ascensão ao pai, Ele enviou o Espírito para comunicar as riquezas da sua herança pela sua ascenção, Cristo teria mais para ofereçer, e a Igreja teria mais para eceber (Jo 16.12; 14.12).
4 - O Consolador ensina somente as coisas de Cristo, no Entanto, ensina mais do que Cristo ensinou. (Jo 16:12,13; 15:26). Assuntos esclarecidos pelo Consolador após a acenção de Cristo, crucificação ressussureição, ascenção, Dons do Espírito Santo e arrebatamento da Igreja.
V - TÍTULOS DO ESPÍRITO SANTO PERTENCENTE AO PAI
1 – Espírito “Santo”
- O termo “Santo” que no Hebraico é “Kadoch” quer dizer “separando” que nos trás o sentido de consagrado, destacado, escolhido, separado e etc. Sendo que o Pai é Santo (Lv 20:26 - Is 6:3 - 1º Sm 2:2 - 1º Pe 1:15,16 - Ap 4:8).
- Uma obra principal Dele é a Santificação (Rm 15:16; I Co 6:11; Heb 10:14-17; I Pe 1:2,22; II Ts 2:13). O Espírito veio para reorganizar a Natureza do Homen e para opor-se a todas as suas tendências más.
2 - O Espírito Santo na Criação
- No primeiro versículo da Bíblia (Gênesis 1:1), a palavra hebraica para "Deus" é usada no plural. Em Gênesis 1:2, o Espírito é expressivamente mencionado. Deus também refere-se a si mesmo no plural (Gênesis 1:26; 11:7) e, pelo menos, em um lugar as três pessoas da Trindade são mencionadas juntas (Isaías 48:16). Muitos dos títulos atribuídos ao Espirito podem ser encontrados no Velho Testamento (Salmos 51:11; Zacarias 12:10; e Jó 33:4).
- Muitas das obras divinas são atribuídas às três pessoas da Trindade. Este fato também é verdadeiro na criação. Enquanto o Pai e o Filho são reconhecidos pela obra (Atos 4:24; João 1:3), o Espírito Santo não fica excluído.
A - Ele foi ativo na criação do universo - Gênesis 1:2; Isaías 40:12-13; Jó 26:13
B - Ele foi ativo na criação do homem - Jó 33:4
C - Ele está ativo na preservação da natureza - Salmos 104:10-30; Isaías 40:7.
3 - O Espírito Santo da Promessa
- Porque sua Graça e seu poder são umas das bençãos principais prometidas no A.T. (Ez 36.27; Joel 2.28; Zc 4:6,7). “ Eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai ” Lc 24.49; At 1:4,5; Gl 3.14).
4 - O Espírito Da Verdade
- O Espírito Santo é o intérprete de Jesus ele não fala de sí mesmo, como se fosse fonte independente de conhecimento, mas declara o que ouviu daquela vida intima da divindade (Jo 14:17; 16:13,14). O próprio Jesus disse que o PAI é a verdade (Jo 4:44).
OBS: “GUIADOS PELO ESPÍRITO DE DEUS. O Espírito Santo vive dentro de um verdadeiro filho de Deus e seguidor de Cristo para ajudá-lo a pensar, falar e agir em conformidade com os mandamentos, princípios, instruções, diretrizes, padrões, normas e exemplos da Palavra de Deus. (1) Ele guia, basicamente, por impulsos internos — isto é, desejos, motivações e inspirações dentro do espírito de uma pessoa — que têm o propósito de orientar o cristão em sua vida diária. Esses impulsos internos do Espírito Santo nos ajudam a seguir e realizar os propósitos de Deus e superar e vencer as tendências pecaminosas da nossa natureza humana (v.13; Fp 2.13; Tt 2.11,12) [...]. Quando seguimos a orientação do Espírito Santo e permanecemos em um relacionamento correto com Jesus, o Espírito nos dá a confiança de que somos filhos de Deus (v.15). Ele nos torna conscientes de que Jesus continua a nos amar e de que é o nosso constante mediador no céu (cf. Hb 7.25). O Espírito também nos mostra que Deus Pai nos ama como seus filhos adotivos, não menos do que ama o seu Filho Unigênito (Jo 14.21,23; 17.23).” (Bíblia de Estudo Pentecostal — Edição Global. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, p.2039)
5 - O Espírito Da Graça
- O Espírito da Graça (Hb 10.29; ZC 12.10). “Graça”, (favor imerecido) para que se arrependa. Pois só Ele pode tocar o coração convencendo o homem do pecado, tambem concede poder para santificação e para perseverança na salvação e no serviço da obra do Pai.
6 - O Espírito Da Vida
- Ele cria e preserva Vida. Tanto a vida natural quanto a espiritual. Vejamos várias referência Bíblicas relacionando o Espírito com a Vida: (Jo 6:63; Rm 8.2, 10; II Co 3:6; Gl 6:8; Ap 2:7; 11.11). O Pai é vida (Gn 2:7 - e o dom gratuito dela (Rm 6:23). Toda boa dádiva vem do Pai (Tg 1:17).
7 - O Espírito De Adoção
- O salvo recebe o nome de “Filho de Deus ” o salvo tambem participa da natureza do Pai (Rm 8.14-16; II Pe 1:4).
- O Espírito Santo é também denominado de “Espírito da adoção de filhos” (Rm.8:15), pois é pelo Espírito Santo que recebemos o poder de sermos feitos filhos de Deus (Jo.1:12), o que é realizado por força de termos crido em Jesus Cristo. O Espírito testifica com o nosso espírito de que somos filhos de Deus (Rm.8:16) e este testemunho do Espírito em nosso espírito dá-nos força para que prossigamos a nossa jornada, mesmo em meio a sofrimentos, pois sabemos que, se com Cristo padecemos, com Ele seremos glorificados. É esta atuação do Espírito Santo que, desde Estevão (At.7:55-60), tem permitido que muitos servos do Senhor morram por causa do Evangelho e, apesar de todo sofrimento, no instante da partida para a eternidade, deem demonstrações de júbilo e de alegria espirituais.
8 - O Espírito da glória do Pai
- O Espírito Santo é, ainda, chamado de “Espírito da glória de Deus” (I Pe.4:14), nome que nos indica que é Ele a Pessoa Divina que nos permite, desde já, ingressar nos umbrais celestiais por intermédio da oração, pois são as Suas orações que torna as nossas orações perfeitas e capazes de chegar ao trono de Deus (é o incenso que se mistura às orações dos santos, Ap.8:3,4), como também será Ele quem nos conduzirá ao encontro do Senhor Jesus no dia de nossa glorificação, quando então veremos como o Senhor é (I Jo.3:2). Para tanto, a exemplo de Eliezer que deu dons a Rebeca para que ela se apresentasse a Isaque (Gn.24:22,53), tem adornado e dado presentes à Igreja para que ela esteja devidamente ataviada quando se encontrar com o seu Noivo (I Co.12:4, 8-11). É o Espírito quem nos tem levado às regiões celestiais em Cristo para que sejamos abençoados com todas as bênçãos espirituais pelo Pai (Ef.1:3), pois é o Espírito o penhor, i.e., a garantia da nossa herança para redenção da possessão de Deus e para louvor da Sua glória (Ef.1:14). (Pr. Dr. Caramuru Francisco Afonso).
9 - A obra do Espírito Santo na revelação
- Revelação significa o desvendamento de algo que era previamente encoberto ou desconhecido. A revelação diz respeito ao material (i.e., o que).
2) Inspiração é o processo divino de supervisão dos autores humanos da Bíblia, de modo que, usando suas próprias personalidades e estilos, compuseram e registraram sem erro as palavras de Deus pra Sua revelação ao homem nos manuscritos originais (os autógrafos). A inspiração diz respeito ao modo (i.e., o como). O escritor aos Hebreus diz que o Pai falou, antigamente, de diversas maneiras (Hb 1:1,2).
VI - O PAI É ESPÍRITO
1 - Evidentemente que sabemos que Deus é Espírito (Jo.4:24) e que, com exceção da Segunda Pessoa, o Verbo, que Se fez carne e habitou entre nós (Jo.1:12), as outras duas Pessoas não se materializaram de modo um tanto quanto duradouro. Por que, então, chamar-se a Terceira Pessoa de “Espírito”, o que, aliás, já se mostra no limiar da Bíblia Sagrada (Gn.1:2)? Precisamente, para nos indicar que esta Pessoa Divina atuaria sempre junto ao espírito humano, no interior do homem, ao contrário das outras duas, cuja atuação precípua seria no exterior (o Pai) ou ao lado do homem (o Filho, o “Emanuel”, i.e., Deus conosco). Ao ser denominado de “Espírito” pelas Escrituras, o Senhor está a nos revelar que a ação da Terceira Pessoa se daria no homem, em seu interior (Jo.14:17). Mas, além de “Espírito”, a Pessoa Divina também é denominada de “Santo”, como a indicar que a principal característica que faria atuar no interior do homem é, precisamente, a santidade, algo que é peculiar ao Senhor (Lv.20:7; I Pe.1:15,16). O Espírito é santo, ou seja, a Sua atuação no interior do homem tem, como prioridade, moldar-nos como “imagem e semelhança de Deus”, ou seja, incutir em nós a santidade, a separação do pecado, a fim de que tornemos a ser aquilo que éramos antes da queda de nossos pais. Decorre daí outro nome pelo qual o Espírito Santo é chamado, a saber, “Espírito de santificação” (Rm.1:4), que, de forma mais explícita, demonstra que o Espírito é quem nos santifica, nos separa do pecado, permitindo, deste modo, que possamos ver o Senhor (Hb.12:14). Não é, portanto, senão a consequência natural das coisas que a busca da santificação contínua levada a efeito pelos “crentes morávios” e que foi adotada por John Wesley e se tornou uma das principais características do chamado “avivamento wesleyano” tenham sido um dos elementos formadores do movimento pentecostal. Quando se busca a santidade, está-se a buscar maior intimidade e maior proximidade com o Espírito Santo e, certamente, esta maior intimidade nos leva ao mesmo estado espiritual desfrutado no dia de Pentecoste.
2 - No Evangelho de João
- O ensino de Jesus quanto à obra do Espírito é mais preciso. "Deus é Espírito", com respeito à Sua natureza. A não ser que o homem novamente nasça "da água e do Espírito", ele não pode entrar no reino de Deus (Jo 3.5). O Espírito é dado sem medidas ao Messias (3.34). referindo-se Jesus às promessas messiânicas (Is 44.3; Jl 2.28) falou do Espírito que haviam de receber os que nele cressem" (7.39); porquanto, ainda não tinha sido dado (7.39); mas, na qualidade de consolador, Paracleto, Advogado (14.16,26; 15.26; 16.7; Jo 2.1); Espírito da verdade, por que a verdade se expressa e é trazida ao homem (15.26; 16.13). Ele havia de ser dado aos crentes pelo Pai (14.16), habitando neles e glorificando o Filho (16.14), pelo conhecimento que Dele dava. Em 1Jo 3.24 a 4.13 esta presença íntima do Espírito é um dos dois sinais ou característicos da união com Cristo; e o Espírito, que é a verdade, dá testemunho do Filho (1Jo 5.6).
3 - O Espírito Santo derramado em nossos corações pelo Pai
- O próprio Paulo, escrevendo aos romanos, disse que as tribulações são uma oportunidade para nos gloriarmos, ou seja, para crescermos espiritualmente (Rm.5:3), pois gloriar-se nada mais é fazer consistir sua glória em algo ou alguém, ou seja, glorificar ao Senhor, no caso do crente, o que gera nosso crescimento espiritual, pois nos transforma e nos faz mais semelhantes à imagem de Cristo (II Co.3:18). Vivemos em um mundo dominado pelo pecado e pelo maligno (I Jo.5:19) e, portanto, quando alcançamos a salvação, passamos a ser aborrecidos pelo mundo (Jo.15:18,19), havendo uma contínua oposição entre nós e o mundo. Esta tensão gera uma hostilidade que nos faz passar por momentos de aflição, a única garantia dada pelo Senhor no que toca à nossa existência sobre a face da Terra (Jo.16:33). Entretanto, isto que, em si, seria um mal que acometeria a vida do cristão, é transformado pelo Senhor Jesus num bem, visto que a tribulação, inevitável diante da oposição existente entre o mundo e a Igreja, é um motivo pelo qual nós podemos ter a oportunidade de dar glória a Deus, bem como de crescer espiritualmente, pois, por meio da tribulação, temos a produção de paciência, que, por sua vez, produz a experiência, experiência que gera a esperança, que não traz confusão e nos faz sentir e ter consciência do amor de Deus que foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado (Rm.5:4,5). Este crescimento de glória em glória propiciado pela tribulação é também a ocasião em que Deus Se manifesta sobre nós, por meio da “consolação”. Com efeito, diz-nos o apóstolo, quando sofremos a tribulação, somos consolados pelo Senhor em nossa tribulação (II Co.1:4).
CONCLUSÃO
- O termo 'Espírito Santo' aparece pela primeira vez na Bíblia em Mateus 1:18, referindo-se à concepção virginal de Jesus, onde o Pai o enviou ao mundo (Jo 3:16, quando o prometeu desde o principio (Gn 3:15. Nas escrituras hebraicas, o conceito do Espírito de Deus é amplamente discutido, sendo mencionado em Gênesis 1:2, onde se fala da presença do Pai nas águas. O Espírito Santo é visto como o agente ativo do Pai na criação e em eventos significativos na história de Israel, como em Êxodo, onde Ele capacita Bezalel para a construção do Tabernáculo (Êxodo 31:3). A evolução do termo se intensifica no Novo Testamento, onde o Espírito Santo é associado ao poder de Deus em ação. Em Atos dos Apóstolos, a descida do Espírito no Pentecostes marca a formação da comunidade cristã, evidenciando sua importância na vida dos crentes. Diferentes autores, como Paulo e João, utilizam o termo para descrever a presença e a ação do Espírito no crente, enfatizando a santificação e a capacitação divina. Modernamente, estudiosos compreendem o Espírito Santo não apenas como uma força, mas como uma pessoa que habita os crentes, guiando-os e confortando-os, refletindo a rica tradição bíblica e suas interpretações ao longo dos séculos. Quem tem o Pai, tem o Filho, e quem tem o Espírito Santo, tem os três...
-Bibliografia
- Bíblia de Estudo Gesiel Gomes
- Bíblia Cronológica
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
- Apontamentos Teológicos do autor
- Disciplina grade ctec vida cristã - Doutrina do Espírito Santo I e II . Pneumatologia/Paracletologia
- Comentário: Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Mundo Novo-Ba. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC – Pós-Graduando em História, Membro da academia Pré-Militar (ACPMB) – Pós-Graduando Ciências da Religião (Famart) – Juiz de Paz (CONAJ), Graduando História (Facuminas), Formação da Alfabetização da Língua Grega (Koiné), DIRETOR do CTEC VIDA CRISTÃ (Centro Teológico de Educação e Cultura), Autor do livro 1000 Esboços Bíblico para Sermões – Autor da Revista de Estudo Bíblico acerca de João Batista – Autor da Revista acerca de Absalão, Autor do Livro Evidências Reais do Apocalípse - Autor do Livro Escatologia Bíblica Panorâmica, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. JOSAPHAT BATISTA
