Adultos

    Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo III

    ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

    PORTAL ESCOLA DOMINICAL

    PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

    Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

    COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

    COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

    LIÇÃO Nº 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

    Texto: Romanos 8.12-17; Gálatas 4.1-6.

    Introdução: O Espírito Santo nos liberta da escravidão do pecado, confirma nossa filiação em Cristo e nos conduz à herança eterna planejada pelo Pai.

    I. O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI

    1. Da escravidão à filiação

    1.1. A Escritura revela que o salvo não vive sob o domínio do “espírito de escravidão” (Rm 8.15a).

    1.2. A Lei, embora santa, não pôde produzir liberdade (Rm 7.12,13),

    a. Ela revela o pecado, mas não concede poder para vencê-lo (Rm 3.20).

    1.3. Na graça divina, o crente recebe o “Espírito de adoção” (Rm 8.15b; Gl 4.4,5).

    a. Não somos mais escravos, mas filhos (1Jo 3.1)

    1.4. Essa filiação nos livra do poder do pecado, e nos leva à comunhão com o Pai (Gl 5.1; 1Jo 5.18)

    2. Da rebeldia a filho legítimo

    2.1. Antes da regeneração, éramos espiritualmente rebeldes (1Co 12.2)

    2.2. Por meio da graça, fomos transformados (Rm 8.16; Jo 1.12; 2 Co 1.22)

    2.3. Os privilégios dessa dádiva incluem:

    a. O direito de chamar a Deus de Pai (Rm 8.15c)

    b. Em Cristo temos íntimo e livre acesso ao Deus Todo-poderoso (Ef 2.18).

    c. O filho tornado legítimo se torna herdeiro de toda a riqueza do seu Pai adotivo (Ef 1.11)

    3. Das trevas à plenitude do Espírito

    3.1. Noutro tempo, vivíamos em trevas espirituais (Ef 5.8; Cl 1.13; 1Pe 2.9).

    3.2. O sinal dessa nova vida é a presença do Espírito (Gl 4.6).

    3.3. O envio do Espírito é a prova da adoção do crente como filho legítimo (Rm 8.9,14-16).

    3.4. A missão do Espírito é continuar a obra de Cristo (Jo 15.26; 16.14; Fp 1.19)

    II. O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI

    1. Os filhos são guiados pelo Espírito

    1.1. A marca de um filho de Deus é uma vida guiada pelo Espírito (Rm 8.14; Jo 16.13).

    1.2. Tal orientação não é forçada, mas fruto da habitação do Espírito no coração regenerado (Rm 8.9).

    1.3. Como filhos, não fomos deixados órfãos (Jo 14.18; 1Co 6.19)

    2. O Espírito opera a mortificação da carne

    2.1. A Bíblia apresenta a mortificação da carne como um princípio da vida cristã (Rm 8.13b).

    2.2. O papel do crente não é ser passivo:

    a. Devemos andar em Espírito (Gl 5.16),

    b. Despir-se do velho homem (Ef 4.22),

    c. Crucificar a carne (Gl 5.24),

    d. E nos santificar diariamente (Cl 3.5; 1Ts 4.3).

    2.3. A ação do Espírito transforma a vontade e fortalece o crente contra o pecado (Rm 6.14)

    3. O Espírito age conforme o plano do Pai

    3.1. O plano da redenção é uma obra trinitária Gl 4.4-6)

    a. O Pai enviou o Filho no tempo por Deus escolhido (Gl 4.4a)

    b. O Filho foi enviado para o resgate dos pecadores (Lc 19.10)

    c. O Espírito para nos transformar em filhos legítimos (Rm 8.16)

    3.2. Desse modo, há perfeita harmonia na Santíssima Trindade

    a. O Pai é o autor do plano de salvação (1Jo 4.14)

    b. O Filho é o executor da redenção (Hb 9.12)

    c. O Espírito é o aplicador da adoção (Ef 1.5)

    III. A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA

    1. Herdeiros de Deus por adoção

    1.1. Paulo apresenta um dos benefícios da filiação: “ser herdeiros de Deus” (Rm 8.17a).

    a. Essa herança não é mérito, mas é recebida por adoção graciosa (Ef 1.5).

    1.2. É uma obra trinitária perfeita:

    a. O Pai planeja e garante a herança (Ef 1.11)

    b. O Filho a conquista na cruz (1Pe 1.18,19)

    c. O Espírito é a garantia dessa herança (Ef 1.13,14)

    1.3. A herança inclui:

    a. As bênçãos já recebidas, entre elas, a salvação e a justificação (Rm 5.1; Ef 2.8);

    b. Também as promessas futuras, tais como a vida eterna e a glorificação (Rm 6.23; 8.30).

    2. Coerdeiros de Cristo por filiação.

    2.1. A filiação nos associa ao Filho Primogênito como “coerdeiros de Cristo” (Rm 8.17b).

    a. O Filho reparte com os redimidos aquilo que recebeu como herança eterna (Ap 3.21).

    b. Essa herança é gloriosa, incorruptível e incontaminável (Jo 17.24; 1Pe 1.4)

    2.2. Ser coerdeiro de Cristo, significa desfrutar da glória e de seus sofrimentos (2Tm 2.12)

    a. A vida revela que essas aflições têm propósito eterno (Rm 8.18)

    b. A glória futura é certa, mas a cruz precede a coroa (Gl 6.17)

    3. O Pai administra o tempo da herança

    3.1. Paulo descreve a condição espiritual do homem antes da plena revelação de Cristo (Gl 4.1,2).

    a. Essa metáfora ilustra o período da Antiga Aliança, em que Israel, apesar das promessas, ainda não havia recebido a herança (Gl 4.3).

    b. Indica que o Pai celestial é quem administra o momento da posse da herança (Gl 4.4).

    3.2. Ele tem o controle do tempo oportuno e exato das promessas (Ec 3.1; Rm 8.28)

    Conclusão: O Espírito Santo é a dádiva do Pai celestial e de seu Filho Jesus Cristo. O Espírito nos torna filhos por adoção, herdeiros com Cristo, habita em nós, orienta e santifica o crente. A Igreja deve viver sob essa consciência: pertencemos ao Pai, guiados pelo Espírito, glorificando ao Filho.

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