Adultos

    Lição 8 - Jesus viveu a experiência humana III

    ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

    PORTAL ESCOLA DOMINICAL

    PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2025

    Adultos - EM DEFESA DA FÉ CRISTà– Combatendo as antigas heresias que se apresentam com nova aparência

    COMENTARISTA: Esequias Soares da Silva

    COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

    LIÇÃO Nº 8 – JESUS VIVEU A EXPERIÊNCIA HUMANA

    Texto: João 1.43-51; Mateus 26.37,38,42

    Introdução: O Senhor Jesus Cristo teve vida social — amigos, parentes —, interagia com as pessoas, e era conhecido dos vizinhos e moradores de Nazaré, onde fora criado.

    I – A EXPERIÊNCIA HUMANA NO MINISTÉRIO DE JESUS

    1. Os debates com as autoridades religiosas

    1.1. Os principais opositores de Jesus foram os fariseus, os saduceus e os herodianos.

    1.2. Esses debates revelam o ensino de Jesus sobre:

    a. Ética

    . Ética nos princípios morais

    . Ética nas responsabilidades civis

    1.3. Primeiro: os fariseus

    a. O nome vem do hebraico prushim que significa “separados”

    . Eles não concordavam com os saduceus.

    b. Defendiam a tradição acima das Escrituras (Mt 15.3, 6)

    c. Defendiam separação do Estado da religião.

    d. Eram membros do sinédrio e tornaram-se alvo das críticas de Jesus (Mt 22.15)

    e. Paulo, antes da conversão, pertencia a seita do judaísmo (At 26.5; Gl 1.14; Fp 3.5).

    1.4 Segundo: os saduceus

    a. O nome vem de Zadoque

    . Era uma família que detinha o cargo de Sumo Sacerdote desde Salomão (1Rs 2.35)

    b. Eram, como os fariseus, uma facção dentro do judaísmo (At 5.17)

    c. Alegavam aceitar apenas os cinco livros de Moisés, o Pentateuco, com certa reserva:

    . Não acreditavam em anjos, espíritos e nem na ressurreição (At 23.8)

    . Rejeitavam os demais livros do Antigo Testamento

    d. Muitos deles eram sacerdotes, e exerciam fortes influências no sinédrio.

    e. Eram inimigos mortais de Jesus.

    f. Uniram-se aos fariseus, superando todos os obstáculos ideológicos a fim de somar as forças e matarem a Jesus.

    1.5. Terceiro: Os herodianos

    a. Eram os apoiadores da dinastia de Herodes

    b. Uma espécie de marqueteiros

    c. Buscavam convencer o povo para impedir um governo direto de Roma

    d. Foram instituídos com interesses nacionalistas e eram a favor dos impostos.

    e. O discurso de Jesus também os incomodava.

    f. Formaram conselho com os fariseus com o propósito de matar Jesus (Mc 3.6)

    g. Estavam associados aos fariseus na questão do tributo (Mt 22.16; Mc 12.13)

    2. A vida social e religiosa de Jesus

    2.1. O Mestre participava de uma vida social intensa

    a. A escolha dos seus discípulos como Filipe, André, Pedro e Natanael aconteceu num ambiente entre amigos (Jo 1.43-46)

    b. Os dois primeiros capítulos de Lucas apresentam um começo muito humano de Cristo, apresentando amigos, vizinhos, parentes, como Zacarias, Isabel.

    c. Os “filhos de Zebedeu”, João e Tiago (Mt 26.37), eram primos de Jesus

    . Zebedeu era um pescador da Galileia (Mc 1.19, 20)

    . Zebedeu era marido de Salomé (Mt 27.56; Mc 15.40)

    . Salomé era irmã de Maria, mãe de Jesus (Jo 19.25)

    d. Lucas descreve o desenvolvimento físico e mental de Jesus:

    . Ele crescia em estatura e em sabedoria (Lc 2.40, 52)

    e. Ele interagia com as pessoas independentemente de sua condição social e espiritual

    . “publicanos e pecadores” (Mt 9.10, 11),

    . “fariseus” e “a mulher pecadora” (Lc 7.37-39)

    . A mulher samaritana (Jo 4.9-15)

    3. Características próprias do ser humano

    3.1. Jesus nasceu de uma mulher, embora gerado pela ação sobrenatural do Espírito Santo.

    a. Seu nascimento, contudo, foi normal e comum como o de qualquer bebê (Lc 2.6-7)

    b. Jesus sofreu, chorou e sentiu angústia (Hb 13.12; Lc 19.41; Mt 26.37)

    c. Jesus sentiu sono, fome, sede e cansaço (Mt 8.24; Jo 4.6; 19.28)

    d. Jesus morreu (1Co 15.3-4)

    3.2. Ainda como homem, Ele dependia tanto da oração como também do Espírito Santo (Lc 4.1, 14; 5.16; 6.12).

    3.3. O Senhor Jesus Cristo, em sua experiência humana, participou de nossa fraqueza física e emocional, mas não de nossa fraqueza moral e espiritual (Jo 8.46; Hb 4.15)

    II – HERESIAS QUE NEGAM A HUMANIDADE DE JESUS

    1. Apolinarismo

    1.1. Apolinário foi bispo de Laodiceia, nasceu provavelmente em 310 d.C. e morreu em 392

    1.2. O Apolinarismo é a doutrina que nega que Jesus encarnado teve espírito humano.

    1.3. Usando a linguagem teológica de Apolinário, os elementos constitutivos do ser humano são sōma, “carne ou corpo”; a psychē, “alma animal”, a sede dos desejos, paixões, apetites; e, pneuma, “alma racional”.

    a. Em relação a Jesus, dizia que Ele possuía um sōma humano e uma psychē humana, mas não um pneuma humano.

    b. Segundo Apolinário, o Verbo (Jo 1.1, 14) teria ocupado o lugar da alma na encarnação, com isso negando que Jesus tivesse espírito humano.

    2. Reação da igreja

    2.1. A humanidade plena de Jesus está clara no Novo Testamento:

    a. Fala do corpo físico de Cristo (Lc 24.36-40; Jo 2.21; Hb 10.10)

    b. Fala da alma e do espírito (Mt 26.38; Lc 23.46).

    2.2. Essa humanidade de Jesus é igual à nossa (Hb 2.14,17 — NTLH)

    a. A diferença é a sua impecabilidade.

    b. De modo que Ele é o verdadeiro homem (1Tm 2.5)

    2.3. O Apolinarianismo foi declarado heresia no Concílio da Calcedônia em 451

    3. Monotelismo

    3.1. É a doutrina cristológica do patriarca Sérgio de Constantinopla

    a. Ensinava haver em Cristo uma só vontade.

    . O termo vem de duas palavras gregas, monos, único”, e thelēma, “vontade, desejo”.

    b. Era uma tentativa de conciliar a teologia monofisita com o Credo de Calcedônia, que reafirmava as duas naturezas intactas, separadas e inconfundíveis em uma só pessoa, em Jesus.

    3.2. O Terceiro Concílio de Constantinopla em 681 considerou o monotelismo heresia.

    3.3. Reconhecemos as vontades de Cristo (Mc 14.36)

    3.4. É evidente que as ações de Cristo como caminhar, comer, beber, interagir com as pessoas são puramente humanas, mas são produzidas pela natureza humana sob a direção divina.

    a. Ao perdoar pecados, era a manifestação da vontade de Cristo na natureza divina (Lc 5.20-22)

    3.5. Sofrônio, patriarca de Jerusalém, em 633, refutou o monotelismo dizendo que existe em Jesus duas vontades sendo a humana submissa à divina.

    III – COMO ESSAS HERESIAS SE APRESENTAM NOS DIAS ATUAIS

    1. Quais países Jesus visitou quando esteve entre nós?

    1.1. Podemos afirmar que Jesus visitou, durante sua vida terrena, três países:

    a. Egito (Mt 2.14-15)

    b. Israel, o centro de suas atividades

    c. Fenícia, atual Líbano

    1.2. Mas, não faltam crenças bizarras sobre a vida de Jesus

    a. O Movimento Nova Era, e vários grupos ocultistas costumam ensinar que Jesus esteve na Índia

    b. Os mórmons declaram que Jesus esteve nos Estados Unidos

    c. A Bíblia, porém, nada disso menciona e ensina-nos a rejeitarmos as fábulas (1Tm 4.7)

    1.3. Os Evangelhos não mostram um Jesus estranho em sua comunidade e muito menos um forasteiro (Mt 13.55-57; Jo 7.15, 27, 41, 42)

    2. Jesus era visto como alguém da comunidade.

    2.1. Jesus era natural na comunidade de seu povo, Israel (Lc 4.22-24)

    2.2. Sua maneira de viver e o seus ensinos refletem a cultura judaica, e nada há que se pareça com a cultura hindu:

    a. “Não é este o carpinteiro, filho de Maria e irmão de Tiago, e de José, e de Judas, e de Simão? E não estão aqui conosco suas irmãs? E escandalizavam-se nele” (Mc 6.2,3).

    2.3. Ora, tal atitude do povo não se justificaria se Jesus fosse um recém-chegado da Índia.

    Conclusão: É nosso compromisso seguir o exemplo de Jesus no relacionamento com as pessoas. É importante que nunca nos esqueçamos os pontos essenciais da presente lição sobre a verdadeira identidade do Senhor Jesus. Ele é o Deus verdadeiro em toda a sua plenitude igual ao Pai. E como homem, em toda a sua plenitude, viveu e andou entre nós, seres humanos.

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