ASSEMBLEIA DE DEUS DE MOEMA - MINISTÉRIO DO BELÉM - Setor 124 / SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Juvenis: SAL E LUZ NO MUNDO: UMA IGREJA RELEVANTE
COMENTARISTA: FLAVIANNE VAZ
COMENTÁRIO: PROFª. AMÉLIA LEMOS OLIVEIRA

LIÇÃO Nº 10 - A IGREJA E A POLÍTICA
O vocábulo Política (do Grego: πολιτικός / politikos, significa "algo relacionado com grupos sociais que integram a pólis”), está relacionada à organização, direção, administração de nações ou Estados. Abbagnnano (2000, p.773, 774) relaciona quatro grupos nos quais vemos o emprego do vocábulo “política”: 1º. A doutrina do direito e da moral; 2º A teoria do Estado; 3º A arte ou a ciência do governo; 4º O estudo dos comportamentos intersubjetivos.
1) A política é o bem supremo (segundo Aristóteles) e determina o que os cidadãos precisam aprender, as causas da justiça, as leis e as convenções.
2) A Política de Aristóteles descreve a forma ideal de Estado e determina qual é a melhor forma de Estado possível. Esta é busca da melhor oferta de Estado possível que estabelece normas para a população.
3) “A honestidade é melhor que qualquer política” (Kant) É imune a objeções, esta é uma condição indispensável da política. Concepção da prática política no Estado do ponto de vista moral.
4) A Política é a ciência, o resultado dos conhecimentos da sociedade humana, haja vista que o homem é um animal social, segundo Aristóteles. A arte de viver em sociedade e de empregar as leis, que a regem, vai resultar em Política.
Abbagnnano destaca o pensamento de Aristóteles acerca do Estado, da necessidade de convivência em sociedade, de uma instituição regente:
O Estado existe por natureza e é anterior ao indivíduo, porque se o indivíduo de per si não é auto-suficiente, estará, em relação ao todo, na mesma relação em que estão as outras partes. Por isso quem não pode fazer parte de uma comunidade ou quem não tem necessidade de nada porquanto se basta a si mesmo não é membro de um Estado, mas fera ou Deus. (Aristóteles, Política)
Sendo assim, é necessário que haja a organização política, os Estados constituídos como federações, regidos por seus governantes que estabelecem leis juntamente com o poder legislativo, leis que são observadas em seu cumprimento pelo poder judiciário. Analisando estes aspectos dos poderes constituídos em nosso país, rogamos a Deus que abençoe as autoridades constituídas para que cumpram os seus deveres, atendendo as necessidades da população, de forma honesta, de acordo com os princípios morais.
Toda a alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus; e as autoridades que há foram ordenadas por Deus. Por isso quem resiste à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos a condenação. Porque os magistrados não são terror para as boas obras, mas para as más. Queres tu, pois, não temer à autoridade? Faze o bem, e terás louvor dela. Porque ela é ministro de Deus para teu bem. Mas, se fizeres o mal, teme, pois não traz em vão a espada; porque é ministro de Deus, e vingador para castigar o que faz o mal. Portanto é necessário que lhe estejais sujeitos, não somente pelo castigo, mas também pela consciência. Por esta razão também pagais tributos, porque são ministros de Deus, atendendo sempre a isto mesmo. Portanto, dai a cada um o que deveis: a quem tributo, tributo; a quem imposto, imposto; a quem temor, temor; a quem honra, honra. (Rm 13:1-7)
Este é um dos textos magnos das Escrituras que tratam da questão política. Nele, aprendemos que o poder político é uma concessão divina, haja vista que nosso Deus está na direção de todas as coisas (“não há autoridade que não venha de Deus”). É Deus que permite a assunção da autoridade política: “Respondeu Jesus: Nenhum poder terias contra mim, se de cima não te fosse dado; mas aquele que me entregou a ti maior pecado tem. Desde então Pilatos procurava soltá-lo; mas os judeus clamavam, dizendo: Se soltas este, não és amigo de César; qualquer que se faz rei é contra César.” (João 19:11,12) Os homens pensavam que o poder estava nas mãos de César, mas Jesus deixou explícito que a Pilatos que a maior autoridade pertencia a Deus. “ E ele muda os tempos e as estações; ele remove os reis e estabelece os reis; ele dá sabedoria aos sábios e conhecimento aos entendidos.” (Dn 2:21)
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PROFª. AMÉLIA LEMOS OLIVEIRA