Lição 4 - A falácia da ideologia de gênero I

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ASSEMBLEIA DE DEUS - IGREJA EVANGÉLICA ASSEMBLEIA DE DEUS EM GUARULHOS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2026

Jovens: ENTRE A VERDADE E O ENGANO — Combatendo Ideologias e Ensinos que se Opõem à Palavra de Deus

COMENTARISTA: Eduardo Leandro Alves

COMENTÁRIO: PR. ANDERSON SOARES

LIÇÃO 4 - A FALÁCIA DA IDEOLOGIA DE GÊNERO

📌 TEXTO PRINCIPAL

Gênesis 1.27

“Criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou.”

🔎 Análise Exegética

O texto hebraico utiliza:

“zakar” (macho)

“neqebah” (fêmea)

Esses termos são biológicos, concretos e objetivos, não simbólicos ou fluidos. A estrutura do versículo mostra:

• Origem divina (Deus criou)

• Natureza dual (macho e fêmea)

• Fundamentação ontológica (imagem de Deus)

📚 Referência teológica:
Wayne Grudem afirma que a distinção sexual é parte da ordem criada e boa de Deus, não resultado da cultura.

O texto de Gênesis 1.27 ocupa um lugar central na antropologia bíblica, pois apresenta, de forma concisa e teologicamente densa, a origem, a identidade e a estrutura do ser humano. Ao afirmar que Deus criou o homem à sua imagem, o texto estabelece que a existência humana não é fruto do acaso, mas resultado direto de um ato criativo intencional e soberano. A repetição enfática — “à imagem de Deus o criou” — reforça que essa identidade é o fundamento ontológico da dignidade humana, anterior a qualquer construção social, cultural ou histórica.

No nível exegético, o uso dos termos hebraicos zakar (macho) e neqebah (fêmea) revela que a distinção sexual é apresentada de maneira concreta, objetiva e enraizada na própria criação. Não há no texto qualquer indício de fluidez ou simbolismo nesse aspecto; pelo contrário, a diferenciação é afirmada como parte integrante da ordem criada. A estrutura paralela do versículo conecta diretamente a imagem de Deus com a dualidade sexual, indicando que essa distinção não é acidental, mas constitutiva da maneira como a humanidade reflete o Criador.

Teologicamente, isso implica que a diferença entre homem e mulher não é resultado da queda, nem uma construção cultural posterior, mas parte do propósito original de Deus. A criação de “macho e fêmea” não estabelece hierarquia ontológica, mas complementaridade dentro da unidade da imagem divina. Ambos compartilham igualmente da dignidade, do valor e da vocação de representar Deus na criação, ainda que o façam de maneira distinta e complementar. Essa complementaridade encontra desenvolvimento em Gênesis 2, onde a relação entre homem e mulher é apresentada como interdependente e orientada para comunhão.

A afirmação de Wayne Grudem de que a distinção sexual é parte da ordem criada e boa de Deus está em plena consonância com o texto bíblico. Após criar o ser humano como macho e fêmea, Deus declara que sua criação é “muito boa” (Gn 1.31), o que inclui explicitamente essa diferenciação. Portanto, qualquer tentativa de dissociar a identidade humana dessa realidade criada implica uma ruptura com a própria estrutura estabelecida por Deus.

Além disso, a conexão entre imagem de Deus e distinção sexual sugere que a humanidade, em sua dualidade, reflete de maneira mais plena aspectos do caráter divino, especialmente no que diz respeito à relacionalidade. Deus, sendo um ser relacional em sua própria natureza, cria o ser humano de forma que a comunhão entre homem e mulher espelhe, ainda que de maneira finita, essa dimensão relacional. Assim, a diferença sexual não é apenas biológica, mas também teológica, pois serve a um propósito maior dentro da revelação de Deus.

Do ponto de vista bíblico-teológico, esse texto também estabelece um padrão normativo para a compreensão da identidade humana. A origem divina, a natureza dual e a fundamentação na imagem de Deus formam uma unidade inseparável. Não é possível reinterpretar um desses elementos sem afetar os demais. A identidade humana, portanto, não é autodefinida, mas recebida como dádiva da criação, o que implica responsabilidade de vivê-la conforme o propósito do Criador.

Assim, Gênesis 1.27 não apenas descreve a criação do ser humano, mas estabelece os fundamentos para toda a ética bíblica relacionada à identidade, ao corpo e à sexualidade. Ele afirma que ser humano é, essencialmente, ser criado por Deus, à sua imagem, e dentro de uma realidade concreta de masculinidade e feminilidade que reflete, de forma ordenada e boa, o propósito divino.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. ANDERSON SOARES

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