ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS
COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA
COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 11 - A ADOÇÃO - ENTRANDO NA FAMÍLIA DE DEUS
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
O QUE É A DOUTRINA BÍBLICA DA ADOÇÃO
A expressão “adoção de filhos” é uma única palavra no original: huiothesis — de huios, “filho”, e thesis, “posição”. A ideia da adoção de filhos também se encontra no Antigo Testamento (Êx 2.10 com Hb 11.24; Êx 4.22 com Os 11.1 e Mt 2.15). Em Efésios 1.4,5 está escrito que fomos predestinados por Deus para adoção de filhos, antes da fundação do mundo; portanto, antes da existência do homem. Isso exclui qualquer mérito humano e somente revela a graça infinita de Deus.
Pela graça de Deus fomos alcançados pela maravilhosa redenção operada por Cristo Jesus. Diante dessa grande obra, fomos adotados por Deus para fazermos parte de sua família, e com isso ter um verdadeiro relacionamento junto ao Pai e experimentarmos de suas grandes bênçãos no presente e no futuro.
No presente, há bênçãos desfrutadas já nesta vida, decorrentes da adoção, como: o nosso nome de família: “chamados filhos de Deus” (1 Jo 3.1; Ef 3.14,15); o testemunho do Espírito Santo em nosso interior, de que somos filhos de Deus (Rm 8.16); o recebimento do Espírito Santo (Rm 8.15; Lc 11.11-13); a disciplina da parte de Deus que nos é ministrada, como seus filhos: “Se estais sem disciplina (...) sois então bastardos, e não filhos” (Hb 12.8; cf. vv.6-I I); a nossa herança celestial, declarada e garantida por Deus (Rm 8.17); e a redenção do nosso corpo. Por meio da adoção, os nossos nomes foram registrados no livro da vida do Cordeiro (Lc 10.20; Fp 4.3; Ap 17.8; 3.5; 13.8; 20.12,15; 21.27).
Hoje já experimentamos dessa tão maravilhosa obra que nos alcançou. Como filhos de Deus temos nossos compromissos junto ao Pai, e assim cada vez mais estarmos próximo dEle para sermos identificados como integrantes de Sua família.
No futuro, em Romanos 8.23, vemos que os nossos privilégios quanto à adoção de filhos de Deus têm ainda um lado futuro: “... gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Isso se dará à vinda de Jesus para levar a sua Igreja. “Vede quão grande caridade nos tem concedido o Pai: que fôssemos chamados filhos de Deus. Por isso, o mundo não nos conhece, porque não conhece a ele. Amados, agora somos filhos de Deus, e ainda não é manifesto o que havemos de ser. Mas sabemos que, quando ele se manifestar, seremos semelhantes a ele; porque como é o veremos. E qualquer que nele tem esta esperança purifica-se a si mesmo, como também ele é puro” (l Jo 3.1-3).
ADOTADOS MEDIANTE O ESPÍRITO: “MEU ABA”
Não precisamos viver inseguros e atormentados pelo medo, pois não recebemos o espírito de escravidão, mas de adoção, baseados no qual, clamamos: Aba, Pai. A palavra grega huothesia indica uma nova relação familiar com todos os direitos, privilégios e responsabilidades.
A expressão Aba transmite a profundidade no nosso relacionamento com o Pai. Ele operou em nós algo inimaginável para alguém que só merecia a morte, e hoje podemos nos aproximar dEle com uma calorosa intimidade através do Espírito Santo que habita em nós e nos instrui em tudo.
Deus escolheu nos amar, nos adotar e nos redimir. Pertencemos agora à família de Deus. Temos intimidade com Deus. Aba é a palavra aramaica (no “estado enfático”) usada pelos judeus (e até hoje pelas famílias que falam o hebraico) como o termo familiar com o qual os filhos se dirigem ao seu pai.
Abba, Pai, é uma palavra tão pequenina, e no entanto abrange todas as coisas. A boca não fala assim, mas o afeto do coração fala desse modo. Ainda que eu seja oprimido pela angústia e terror de todo lado, e pareça estar abandonado e ter sido totalmente expulso da tua presença, contudo sou teu filho, e tu és meu Pai, por amor de Cristo: sou amado por causa do Amado. Por conseguinte, esta pequena palavra, Pai, concebida efetivamente no coração, sobrepuja toda a eloquência de Demóstenes, de Cícero, e dos mais eloquentes retóricos que já houve no mundo. Esta matéria não se expressa com palavras, mas com gemidos, gemidos que não podem ser proferidos com palavras ou com oratória, pois nenhuma língua os pode expressar.
Hoje podemos afirmar que possuímos uma nova identidade em Cristo, e com isso uma nova e segura filiação junto ao Pai. Não somos mais contados como escravos, mas estamos livres para adorar e servir, em amor, o eterno Criador de todas as coisas, que enviou o Seu Filho para nos salvar.
ADOÇÃO COMO REALIDADE PRESENTE E FUTURA
A adoção era uma transferência de um patria potestas para outro. Nessa transferência havia quatro consequências principais: 1) a pessoa adotada perdia todos os direitos de sua antiga família e ganhava todos os direitos de um filho totalmente legítimo na nova família; 2) o filho adotivo tornava-se herdeiro de todos os bens de seu novo pai; ainda que nascessem depois outros filhos, com ver dadeira relação sanguínea, isso não afetava seus direitos; 3) legalmente, a antiga vida do adotado ficava completamente cancelada (por exemplo, todas as dívidas eram legalmente canceladas); a pessoa adotada era considerada uma nova pes soa que entrava numa nova vida; 4) aos olhos da lei a pessoa adotada era literal e absolutamente filha de seu novo pai.
Somos filhos de Deus. Somos guiados pelo Espírito Santo. Por isso temos como destino final o céu de glória, e a vida eterna que está reservada e disponível a todo aquele que crê em Cristo como salvador e redentor da humanidade.
Não somos apenas filhos, mas também herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. O Espírito Santo que habita em nós e nos selou para o dia da redenção é o penhor desse resgate, a garantia de que aquilo que Deus começou, ele completará. Enquanto não tomamos posse definitiva dessa herança imarcescível e gloriosa, cruzamos aqui vales escuros, desertos esbraseados e caminhos juncados de espinhos.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA