ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS
COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA
COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 7 - A GRAÇA DE DEUS
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
A MARAVILHOSA GRAÇA NA OBRA DE SALVAÇÃO
O pecado é a morte da alma. Um homem morto em delitos e pecados não sente nenhum desejo pelos prazeres espirituais. Quando contemplamos um cadáver, temos uma sensação espantosa. O espírito, que jamais morre, partiu, e não deixou nada além das ruínas de um homem. Porém, se fôssemos capazes de ver bem as coisas, deveríamos nos sentir muito mais tocados por pensarmos em uma pessoa morta, ou em um espírito perdido e caído. O estado de pecado é o estado de conformidade com este mundo. Os homens ímpios são escravos de Satanás, que é o autor desta disposição carnal orgulhosa que existe em cada um deles; ele reina no coração dos homens pecadores.
A graça de Deus nos alcançou quando estávamos em uma condição de morte espiritual. Nós não possuíamos condições nenhuma de salvar a nós mesmos, pois, conforme nos afirma a Palavra de Deus, estávamos mortos em nossos delitos e pecados quando fomos vivificados (Ef 2.1). Somente pela tão grandiosa graça divina alcançamos a salvação.
A graça na alma significa vida nova na alma. Um pecador regenerado chega a ser uma alma vivente; vive uma vida de santidade, sendo nascido de Deus. vive, sendo livre da culpa do pecado pela graça que perdoa e justifica. Os pecadores revolvem-se no pó; as almas santificadas sentam-se nos lugares celestiais, elevadas acima deste mundo pela graça de Cristo.
A intervenção da graça divina em nossas vidas nos permitiu viver uma nova vida em Cristo. Por essa maravilhosa graça alcançamos uma nova posição em Cristo, e com isso o nosso interior é transformado, de modo que agora as nossas obras são produzidas confirmando a fé que nos conduziu à salvação.
A salvação é um dom de Deus (Ef 2.8; Rm 6.23) concedido por sua graça (Rm 5.15). Não vem pelas obras (Ef 2.8). O Espírito Santo (Jo 16.8,9) e a Palavra de Deus (Rm 10.8,14-17) operam o despertamento no homem, fazendo a sua vontade buscar e aceitar a salvação. [...] Quando a graça de Deus se manifestou para nós (Tt 2.11), fomos salvos (Ef 2.8) e recebemos, pela fé, a entrada nessa graça (Rm 5.2).
A GRAÇA DE DEUS E AS OBRAS
No original, graça é charis, donde vêm “charme”, “carismático” (no sentido exato), “caridade”, “agradável”, “atraente”, “agradecer”, “gratidão”. [...] E a atitude (ou provisão) graciosa do Senhor para com o indigno transgressor da sua lei (Rm 3.9-26). Ela resulta da parte de Deus para com o pecador em: misericórdia (1Tm 1.2; 2Tm 1.2; Tt 1.4; 2 Jo v.3; Jd v.2I); benevolência (Lc 2.14b); paz (resultado da misericórdia de Deus no coração do homem); gozo (que é mais interior), bem como alegria, beleza e adorno espirituais — que são mais externos (Rm 12.6).
Estamos falando do favor que não merecemos, mas alcançamos pelo grande amor de Deus para conosco. Nada fizemos para merecê-la, pois a nós só restava a condenação eterna pelo pecado que nos dominava todos os dias. Diante da grande misericórdia divina recebemos o grande presente que nos salvou: a graça.
Quando entendemos isso refletimos sobre aquilo que precisamos produzir. Nossa salvação veio por meio da fé que apresentamos em Cristo, quando a graça divina nos alcançou. Com isso, somos convidados a produzir diuturnamente as boas obras, porque hoje somos criados em Cristo Jesus (Ef 2.10).
Não fomos salvos pelas boas obras, mas para as boas obras. É só pela fé que somos justificados, mas a fé que justifica jamais vem sozinha. Não somos salvos pela fé mais as obras, mas pela fé que produz obras. A salvação é uma obra monergística de Deus. Em relação à salvação, as obras são o resultado, não a causa. Nossas obras não nos levam para o céu, mas levamos nossas boas obras para o céu (Ap 14.13).
AS IMPLICAÇÕES DA GRAÇA NA VIDA CRISTÃ
A graça de Deus é o dom da salvação em Cristo, como dádiva de Deus ao pecador, indigno e merecedor do justo juízo de Deus (Tt 2.11). Ela é o poder sustentador de Deus, que nos mantém firmes e perseverantes na fé, depois de salvos (2 Co 12.9), como lemos em 2 Timóteo 2.1: “Tu, pois, meu filho, fortifica-te na graça que há em Cristo Jesus”. A graça do Senhor é a dádiva das bênçãos diárias que recebemos dEle, sem merecê-las (Jo 1.16).
Alcançados pela graça, algumas implicações passam a andar ao nosso lado. Com a nossa mente transformada pelo poder da Palavra de Deus, hoje aprendemos o real sentido do amor que constrange e não é fingido (1 Co 13): aprendemos a amar como Cristo nos amou, entendendo que ele se estende a todo mundo, independentemente quem quer que seja.
Andando ao lado do amor, aprendemos com a graça a liberar o perdão. Sem a graça, jamais teríamos o coração inundado com o amor e seríamos capazes de liberar o verdadeiro perdão. Como transmitiu o comentarista: “Essa graça nos ensina a perdoar, não por mérito do ofensor, mas por causa do perdão que recebemos em Cristo.”
Por fim, a graça nos ensina a servir. Já tratamos acima que não fomos salvos pelas obras, mas para fazer boas obras. Servir, também, é um grande exemplo de boas obras, como também destaca o tamanho e a pureza do amor que temos.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA