ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Jovens:PLANO PERFEITO - A SALVAÇÃO DA HUMANIDADE, A MENSAGEM CENTRAL DAS ESCRITURAS
COMENTARISTA: MARCELO DE OLIVEIRA
COMENTÁRIO: PB. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 5 - O FILHO QUE REDIME
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
O CORDEIRO DA PÁSCOA: UM SÍMBOLO DA SALVAÇÃO
Deus anunciou que, na noite em que iam sair da terra do Egito, cada família deveria matar um cordeiro, ou que, se fossem famílias pequenas, cada duas ou três matassem um cordeiro em conjunto. Este cordeiro deveria ser comido da maneira indicada nesta passagem, e o seu sangue deveria ser borrifado em ambas as ombreiras e na verga da porta, nas casas em que o comessem, para que fossem um sinal nas casas dos israelitas, para diferenciá-las das casas dos egípcios. O anjo do Senhor, quando destruísse os primogênitos egípcios, passaria por cima das casas marcadas com o sangue do cordeiro: daqui vem o nome desta festa ou ordenança sagrada.
Na ocasião, os israelitas inauguraram uma nova fase em sua história, que ficaria marcada pelas gerações, sendo instituída como um grande dia santo em seu meio: a comemoração da Páscoa. Apesar de ser comemorada em uma época e realidade diferente, o símbolo e o memorial continuaram sendo os mesmos.
A Páscoa deveria ser celebrada anualmente, tanto como um ato para rememorar a preservação de Israel e a sua libertação do Egito, como um notável tipo de Cristo. A segurança e a libertação dos israelitas não foram uma recompensa por sua própria justiça, mas uma dádiva misericordiosa. A Páscoa lhes fazia recordar isto e, por meio desta ordenança, foi-lhes ensinado que todas as bênçãos lhes chegaram por meio do derramamento e pelo espargir de sangue.
O ato do sacrifício do cordeiro não ocorreu apenas no Egito. O cordeiro como substituto, isto é, um inocente que seria morto no lugar do transgressor, continuou sendo prática em toda Antiga Aliança. O serviço Levítico realçou a importância dessa grande simbologia, que, embora imperfeita, apontava para algo suficiente e perfeito.
O sumo sacerdote sacrificava junto ao altar do holocausto. Levava o sacrifício ao pé do altar, onde degolava e sacrificava a vítima (Lv 4.24-27; 9.18; SI 118.27). Isso se cumpriu na vida do nosso Sumo Sacerdote, Mediador e Substituto, quando Ele subiu ao Gólgota, não com um sacrifício de animais, mas com a oferta e sacrifício da sua própria vida, que entregou a Deus em cheiro suave (Ef 5.2). Ele pôs a sua alma por expiação do pecado (cf. Is 53.10), quando se tomou para nós o Cordeiro de Deus para tirar o pecado do mundo (Jo 1.29; Is 53.7). Esse seu sacrifício foi feito uma vez por todas (Rm 6.10). Jamais se repetirá. Essa parte do encargo do nosso Sumo Sacerdote, aqui na terra, está para sempre consumada (Jo 19.30).
JESUS: O CORDEIRO DE DEUS QUE TIRA O PECADO DO MUNDO
Assim como o cordeiro pascal, no Egito, foi degolado em favor de todos os que estavam em uma casa (Êx 12.13,23), assim também Jesus, o nosso Cordeiro Pascal (1 Co 5.7), foi sacrificado por nós (1 Pe 3.18). Jesus é assim o nosso substituto, que se apresentou em nosso favor, e morreu em nosso lugar. Glória a Jesus (Rm 5.6-8; 8.32; 14.5; G1 2.20; 3.13; Ef 5.25; 1 Ts 5.10; 1 Tm 2.6; Tt 2.14).
Jesus é o Cordeiro de Deus que foi morto antes da fundação do mundo (Ap 5.12). Quando Ele nasceu, os seus pais sabiam que Jesus veio através de uma obra miraculosa do Espírito Santo, e, ao passar dos anos, compreenderam que uma grande missão recaía sobre os seus ombros. Contudo, coube a João Batista revelar que missão seria essa (Jo 1.29).
João Batista, inspirado pelo Espírito, disse que Jesus é o Cordeiro que tira o pecado do mundo. [...] Mediante o seu amor, Deus substituiu o culpado pelo inocente. O imaculado Cordeiro de Deus, no Calvário, pelo amor divino, nos substituiu, levando sobre si os nossos pecados.
REDENÇÃO E RECONCILIAÇÃO POR MEIO DA OBRA SALVÍFICA DE CRISTO
A palavra redenção significa recurso capaz de salvar alguém de uma situação aflitiva. A Bíblia diz: “Nenhum deles, de modo algum, pode remir a seu irmão ou dar a Deus o resgate dele (pois a redenção da sua alma é caríssima, e seus recursos se esgotariam antes)” (Sl 49.7,8). Jesus, porém, pagou o maior resgate que jamais foi pago. Ele deu a sua própria vida em resgate por nós (Mt 20.28), em “preço de redenção”.
Nós fomos redimidos por Cristo, e nenhuma outra coisa se faz necessária. Muitos, de maneira infeliz, apresentam mediadores que não são capazes de salvar a si mesmos, mas que surgem com a promessa de interceder e mediar a salvação da alma do aflito. Estes não compreendem o tamanho da obra de Cristo. Ele veio como suficiente e Sua obra foi perfeita e definitiva.
Não foi com ouro nem prata que fomos resgatados, mas com o precioso sangue de Cristo, como de um Cordeiro imaculado e incontaminado (1 Pe 1.18,19; Mt 26.28; Lc 24-46,47; Hb 9.22). Assim, Jesus comprou-nos por “bom preço” (1 Co 6.20). Deus pode agora, por causa da morte de Cristo, dizer diante das exigências da Lei e da Justiça divina, a respeito de todos os que nEle crerem: “Livra-os, porque já achei o resgate” (Jó 33.24).
Essa remissão nos coloca em uma posição diferente. Antes estávamos mortos em nossos delitos e pecados, afastados da presença de Deus e contados como inimigos (Ef 2.1; Rm 3.23; Rm 5.10). Graças a obra de Cristo fomos reconciliados com o Pai, e hoje somos contados como filhos de Deus (Jo 1.12).
A reconciliação do homem com Deus é resultado da propiciação pelo sangue de Jesus — gr. katallage, “reconciliação” (Rm 5.11). Assim como a expiação leva à propiciação, esta leva à reconciliação. Cristo, ao consumar a expiação dos nossos pecados, consumou também a nossa reconciliação com Deus e com o nosso próximo (Ef 2.16,17).
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PB. ANTONIO VITOR LIMA BORBA