ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos
COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 2 – A PORTA DA FÉ SE ABRE PARA OS GENTIOS
Texto: Atos 13.44-52.
Introdução: O propósito de Deus é que o Evangelho alcance todas as nações, revelando seu eterno desejo de salvar a todos.
I. A MISSÃO EM CHIPRE: A PRIMEIRA PORTA ABERTA ENTRE OS GENTIOS
1. O envio missionário e o avanço da Palavra
1.1. Paulo e Barnabé partiram de Antioquia rumo a Chipre
a. Chipre era terra natal de Barnabé e já era evangelizada por helenistas (At 11.19)
b. Ao chegarem em Salamina, anunciaram o evangelho aos judeus (Conf. At 11.19; Rm 1.16)
c. Avançaram para a ilha de Pafos, junto com Marcos (Cl 4.10; At 13.5)
1.2. Proclamar a Palavra:
a. Exige fidelidade (2Tm 3.16,17)
b. Exige reverência (Jr 23.28,29)
c. Exige obediência sensível à direção do Espírito Santo (At 13.2)
2. O confronto com as trevas e a vitória do Evangelho (At 13.6-8)
2.1. Em Pafos, os missionários enfrentaram Barjesus, (At 13.6; Dt 18.9-11; Gl 5.20,21)
a. Ele resistia à pregação que era dirigida ao procônsul Sérgio Paulo (At 13.8)
b. Paulo o repreendeu com autoridade, declarando o juízo divino (At 13.11)
c. Depois disso o procônsul creu em Cristo (At 13.12)
2.2. Onde a luz resplandece, as trevas recuam (Jo 1.5; Ef 6.12)
3. Confiando no poder transformador do Evangelho (At 13.9-12)
3.1. O encontro em Pafos revela que o Evangelho rompe barreiras sociais e espirituais.
a. A Palavra transforma mente, coração e vida (Rm 12.2; 2Co 5.17).
3.2. O Evangelho ilumina o entendimento, renova o interior e produz frutos visíveis (Tg 2.14-26)
3.3. Que também confiemos nesse poder, orando por quem resiste e anunciando com fé (Ef 6.13)
II. A MISSÃO EM ANTIOQUIA DA PISÍDIA: O EVANGELHO QUE ILUMINA
1. A exposição apostólica que revela Cristo nas Escrituras (At 13.16-43)
1.1. Paulo, em Atioquia da Psídia, pregando na sinagoga. Sua pregação aponta para Cristo
a. Recorda os juízes e Saul (Jz 2.16; 1Sm 31.13)
b. Apresenta Jesus como o descendente de Davi (Mt 1.1-17; Lc 3.23-38)
c. Afirma que João preparou seu caminho (Mt 3)
d. Afirma que a cruz cumpriu as profecias (Is 53; Sl 22)
e. Afirma que a ressurreição foi confirmada por testemunhas e pelas Escrituras (1Co 15.1-23; Sl 2.7; 16.10)
f. Proclama a justificação pela fé (Rm 4.13-21)
g. Proclama a salvação a quem crê (Jo 3.16,36)
1.2. Faz um apelo para que os ouvintes não repitam o erro dos que rejeitaram o Messias
1.3. A repercussão é imediata:
a. Muitos judeus se retiraram
b. Os gentios rogaram que Paulo retornasse no sábado seguinte
1.4. No outro sábado, “quase toda a cidade” se reúne para ouvir a Palavra (At 13.44)
a. Desta forma houve uma abertura extraordinária ao Evangelho
2. A rejeição dos judeus e a tristeza de Paulo diante da incredulidade (At 13.44,45).
2.1. Fiel ao princípio de alcançar primeiro o judeu e depois o gentio, Paulo inicia sua pregação nas sinagogas (Rm 1.16)
2.2. Em Antioquia da Pisídia, a inveja e a resistência dos judeus revelam a dor do apóstolo ao ver seu povo rejeitar o Evangelho (Rm 9.1-3)
a. Dessa forma, Paulo se volta para os gentios (At 13.46)
b. O Evangelho alcança as nações.
3. A porta da fé aberta aos gentios pela graça de Deus (At 13.46-49)
3.1. Ao rejeitarem a mensagem:
a. Muitos judeus se tornaram “indignos da vida eterna”
b. Isso aconteceu pela resistência voluntária ao Evangelho
3.2. Cumpre-se, então, o propósito divino:
a. Israel seria luz para as nações (Is 49.6)
b. De Israel viria Cristo, a “luz para revelação aos gentios” (Lc 2.32 — NAA)
3.3. Os que creram estavam ordenados para a vida eterna (At 13.48)
a. Responderam positivamente ao chamado do Espírito
3.4. A salvação é oferecida a todos, mas acolhida apenas pelos que creem (1Tm 2.4; Tt 2.11; 2Pe 3.9)
3.5. Ainda hoje, o Senhor abre portas onde menos esperamos
3.6. A missão avança quando a igreja responde com fé, discernimento e obediência
3.7. Deus deseja usar cada crente como portador da luz de Cristo
III. A MISSÃO EM ICÔNIO, LISTRA E DERBE: A FÉ QUE PERSEVERA
1. Icônio: o testemunho ousado que enfrenta oposição (At 14.1-7).
1.1. Paulo e Barnabé entraram na sinagoga e anunciaram o Evangelho com muita convicção.
a. Muitos judeus e gregos creram
1.2. Deus confirmava a Palavra com “sinais e prodígios” (At 14.3)
1.3. A perseguição veio, a cidade dividiu-se, e uma conspiração surgiu para apedrejá-los
1.4. Os missionários retiraram-se para Listra, como um ato de prudência (Mt 10.23)
1.5. Onde a Palavra frutifica, a oposição também se levanta
1.6. Nenhuma oposição deterá o avanço do Evangelho
2. Listra: milagres, confusão religiosa e sofrimento por Cristo (At 14.8-20)
2.1. Em Listra, Paulo cura um homem aleijado de nascimento
a. Esse ato levou a multidão, confundida, a tentar adorá-los como deuses
b. Paulo e Barnabé rejeitam a idolatria e anunciam o Deus vivo, Criador de todas as coisas
2.2. A oposição apareceu, bem forte:
a. Judeus vindos de Antioquia e Icônio incitam o povo contra eles
b. Paulo é apedrejado e deixado como morto
2.3. Paulo é restaurado e continua seu compromisso com o Evangelho
2.4. A fé bíblica não foge da dor: permanece firme porque está ancorada no Deus vivo
3. Derbe: frutos que brotam da perseverança (At 14.20,21)
3.1. Em Derbe, o Evangelho encontra terreno fértil.
3.2. Muitos se convertem, e novos discípulos são formados.
3.3. Mesmo após perseguições e sofrimento, Paulo e Barnabé continuam a pregar
3.4. A obra missionária prossegue porque suas raízes estão na fidelidade ao chamado de Cristo
Conclusão: Ao encerrar esse ciclo missionário, os apóstolos retornam às cidades onde haviam sofrido, fortalecendo os discípulos e estabelecendo presbíteros (At 14.22,23). Depois, apresentam à igreja de Antioquia o relatório do que Deus fizera, celebrando que “abrira aos gentios a porta da fé” (At 14.27).
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