Lição 1 - O chamado para os gentios VI

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ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

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TERCEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A IGREJA DOS GENTIOS: Da chamada missionária à consolidação do Evangelho entre os povos

COMENTARISTA: Wagner Tadeu dos Santos Gaby

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 1 – O CHAMADO PARA OS GENTIOS

A abordagem sobre a proclamação do Evangelho entre os gentios considera, inicialmente, o propósito divino desde o Antigo Testamento. Deus havia prometido, por intermédio dos profetas da Antiga Aliança, que a mensagem de salvação alcançaria outras nações para além de Israel (Is 49.6; Sl 22.27,28). Nesse sentido, o grande avivamento experimentado pelos cristãos em Antioquia, a partir da pregação aos gentios, é o cumprimento dessa promessa. Esta cidade foi escolhida pelo Espírito Santo haja vista ser um local que havia recebido profunda influência da cultura greco-helenista e abrigava forte presença judaica. Esses dois aspectos contribuíram para que a mensagem do Evangelho encontrasse guarida nos corações.

A influência greco-helenista tornava a cidade como um berço do desenvolvimento intelectual da época, aberta às discussões filosóficas e oportunas à reflexão sobre a salvação.

Semelhantemente, a presença judaica contribuía para que os missionários da igreja, enviados ao local, persuadissem os judeus à fé cristã a partir das profecias do Antigo Testamento.

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

O NASCIMENTO DA MISSÃO GENTÍLICA

A igreja de Antioquia era aberta às pessoas. Os cinco líderes mencionados (Barnabé, Simeão por sobrenome Níger, Lúcio de Cirene, Manaém e Saulo) simbolizam a diversidade étnica e cultural de Antioquia. Barnabé era um judeu natural da ilha de Chipre. Simeão era africano, uma vez que a palavra Niger significa “de compleição escura”. Alguns sugerem que esse Simeão é o mesmo homem de Cirene que levou a cruz de Cristo (Lc 23.26). [...] Lúcio era de Cirene, ou seja, do norte da África. Manaém tinha conexões com a aristocracia e a corte, pois era irmão de leite de Herodes Antipas, o rei que mandou matar João Batista e escarneceu de Jesus em seu julgamento. Saulo era judeu, nascido em Tarso da Cilicia, e cidadão romano.

Antioquia foi o centro de comando para os missionários, e uma base importante para apoio à missão gentílica. Por ser uma cidade influente à época, Antioquia possuíra todas as qualidades necessárias para ocupar a posição de centro missionário, pois tinha todas as possibilidades possíveis para dar o suporte.

A igreja de Antioquia era também aberta a Deus. A igreja estuda a Palavra de Deus (At 13.1), busca a face de Deus em oração (At 13.3) e obedece a Deus (At 13.3); tem profetas e mestres, ou seja, prega e ensina a Palavra (At 13.1), mas quem a dirige na obra missionária é o Espírito Santo (At 13.2). O Espírito Santo é livre e soberano na condução dos destinos da igreja. A orientação do Espírito é segundo a Palavra, e não à parte dela. O Espírito se manifesta a uma igreja centralizada na Palavra e a uma igreja que ora e jejua (At 13.2,3).

Embora fosse uma Igreja possuidora de muitos talentos e homens instruídos, a Igreja em Antioquia entendeu, desde cedo, que o Espírito Santo é quem deveria coordenar suas ações. Foi do Espírito Santo que veio a ordem para separar a Paulo e a Barnabé.

A missão da Igreja deve ser guiada pelo Espírito Santo e sustentada por oração e jejum. Durante um tempo de oração e jejum, o Espírito Santo fala claramente, e a igreja consequentemente envia missionários sob a direção divina.

Destaque

O Espírito Santo não age à parte da igreja, mas em sintonia com ela. É a igreja que jejua e ora. É a igreja que impõe as mãos e despede, mas é o Espírito quem envia os missionários. Assim, os missionários exercem seu ministério pelo Espírito Santo. Foi o próprio Espírito que enviou os missionários para o campo de trabalho (At 13.3,4).

Não podemos fazer a obra de Deus sem a direção do Espírito Santo. Ele nos foi enviado para estar para sempre conosco. Ele nos guia a toda a verdade. Precisamos do Espírito Santo. Dependemos do Espírito Santo. A igreja não pode conseguir uma única conversão sem a obra do Espírito Santo. Os pregadores não terão virtude e poder para pregar sem a ação do Espírito Santo.

O ESPÍRITO SANTO E A OBRA MISSIONÁRIA

Dentre as muitas funções do Espírito Santo, estão a de ungir, a de inspirar, a de separar e a de enviar homens e mulheres para os quatro cantos da terra como missionários do Senhor. A obra missionária é uma tarefa ligada à ação exclusiva do Espírito Santo. O próprio Senhor Jesus dependeu da unção do Espírito Santo para o exercício do seu ministério (Is 61.1-3; Lc 4.17-20).

É pelo poder dinâmico da ação do Espírito Santo que a igreja avança. O revestimento de poder iniciado em Atos 2 deu o pontapé inicial para essa ação, onde o Espírito opera na Igreja, impulsionando todos os dias para que a obra missionária avance e alcance mais e mais vidas pelo mundo.

O Espírito Santo é visto como o protagonista e a força motriz da obra missionária, sendo responsável por despertar, chamar, capacitar e guiar os missionários e a Igreja no cumprimento da missão divina, além de conferir poder e autoridade ao evangelho e ao testemunho dos cristãos. O Senhor Jesus prometeu que, após a sua partida, o Espírito Santo viria para capacitar os seus discípulos como testemunhas — promessa que se cumpriu plenamente com a descida do Espírito Santo.

Sob a orientação do Espírito Santo encontramos, na história da Igreja, momentos que destacaram esse dinamismo. Foi pelo Espírito Santo que Saulo e Barnabé foram separados e enviados. Foi sob orientação do Espírito Santo que Daniel Berg e Gunnar Vingren vieram ao Brasil, e iniciaram sua trajetória missionária aqui.

Destaque

O Espírito Santo é quem escolhe e envia missionários para anunciarem as Boas Novas de salvação ao mundo (At 8.26-40; 13.2; 20.28). Em Atos 16.4-7, temos uma revelação clara de como o Espírito Santo deseja que a ação missionária seja realizada, onde e por quem. O Espírito Santo também é o instrutor dos ministros da Palavra de Deus (1 Co 2.1-18). A ação do poder do Espírito Santo na Igreja é a característica mais surpreendente no livro de Atos, a ponto de o livro ter sido chamado de “Os Atos do Espírito Santo”. Tanto o ministério público de Jesus quanto o ministério público da Igreja no livro de Atos tiveram o início com a experiência com o Espírito Santo.

A IGREJA COMO AGÊNCIA MISSIONÁRIA

Uma igreja missionária é, antes de tudo, uma igreja que ouve a Deus: “E, servindo eles ao Senhor e jejuando, disse o Espírito Santo: Aparta-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado” (At 13.2). Se quisermos impactar o mundo, precisamos primeiro ouvir o Céu. Ouvir a voz de Deus implica em sair de si mesmo, ser inflamado pela caridade divina e espalhar esse amor ao próximo, tornando-se um instrumento da glória divina.

Quando uma Igreja não escuta a voz de Deus, ela acaba seguindo os padrões desse mundo e abandonando a sua missão principal. Somente através da orientação divina é que a Igreja permanecerá firme e agindo conforme o chamado para o qual foi reservada: missões nos quatro cantos da terra.

Uma igreja missionária precisa ser profundamente conhecedora da Palavra de Deus, pois é por meio dela que se ouve a mensagem e que se conhece a Deus. Vivemos em tempos em que a igreja é muitas vezes vista apenas como um lugar de culto e comunhão. A Bíblia, porém, mostra-nos que a função central da igreja é ser uma agência missionária, enviada por Deus ao mundo.

Destaque

Uma igreja missionária não é centrada em si mesma, mas investe em pessoas, tempo e recursos para alcançar os perdidos. A igreja sustentava, intercedia e enviava obreiros continuamente. Missões não é um departamento; é a essência da Igreja. Uma igreja que tem como base a expansão do Reino de Deus é como a igreja de Antioquia, que se tornou o quartel-general da missão gentílica. Foi de lá que partiram muitas viagens missionárias do apóstolo Paulo.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA