ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó
COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 10 – A EXPERIÊNCIA TRANSFORMADORA DE JACÓ
Em Betel, Deus confirma que Jacó era o herdeiro da promessa.
INTRODUÇÃO
- Na sequência do estudo do legado dos patriarcas, estudaremos hoje a experiência que Jacó teve em Betel.
- Em Betel, Deus confirma que Jacó era o herdeiro da promessa.
I – A SEGUNDA BÊNÇÃO DE ISAQUE A JACÓ
- Na sequência do estudo do legado dos patriarcas, estudaremos a experiência que Jacó teve em Betel.
- Deixamos Jacó na lição passada saindo da casa de seu pai. Esaú havia decidido matar Jacó assim que Isaque descesse à sepultura, porquanto todos achavam que a morte do patriarca estava próxima, tanto que o próprio Isaque decidira transferir a promessa recebida de Abraão.
- Diante dessas notícias, Rebeca temeu pela vida de seu filho, porquanto bem sabia que havia agido fraudulentamente para que a promessa fosse transferida a seu filho predileto, convencendo Isaque a que mandasse Jacó para Padã-Arã, onde morava a sua parentela, mais precisamente seu irmão Labão, que havia se tornado o pai de família.
- Assim, além de ficar longe da fúria de Esaú, Jacó poderia formar família sem se misturar com as mulheres da terra de Canaã, o que não era a vontade de Deus, tanto que Rebeca fora buscada lá para se casar com Isaque.
- Isaque aquiesceu com a sugestão e chamou Jacó, mandando-lhe para Padã-Arã, bem como o abençoando, tendo sido esta a bênção que teve validade e legitimidade, tanto que Deus Se revela ali como “Deus Todo-Poderoso”, a única vez em que esta expressão é utilizada com relação a Isaque e é o próprio Senhor quem vai dizer que assim Se revelou a cada patriarca (Ex.6:3).
- Jacó deveria, pois, ir a Padã-Arã, casar-se com uma das filhas de seu tio Labão e seu pai o abençoou para que frutificasse e se multiplicasse, sendo uma multidão de povos, para que possuísse a terra de Canaã, onde deveria peregrinar, ou seja, tivesse a bênção de Abraão (Gn.28:4).
- Esta bênção tem uma conotação toda diferente daquela que fora dada anteriormente mediante fraude. Enquanto esta enfatiza a promessa divina dada a Abraão, portanto o seu aspecto espiritual, a primeira era volta ao lado material, pois naquela Isaque pediu que Deus lhe desse o orvalho dos céus, as gorduras da terra, a abundância de trigo e mosto e o senhorio sobre os povos e nações, tão somente no final repetindo as palavras do Senhor a Abraão para que malditos fossem os que o amaldiçoassem e benditos os que os abençoassem (Gn.27:29).
- A conotação espiritual desta segunda bênção e a revelação de Deus como Deus Todo-Poderoso deveriam ser suficientes para que Jacó tranquilizasse seu coração de que havia mesmo sido constituído como patriarca, que havia adquirido a tão almejada promessa de Abraão.
- Tanto assim foi que Esaú, ao ter conhecimento desta bênção, querendo “remediar a sua situação” e fazer-se, de algum modo, agradável a Isaque, quiçá numa tentativa de reverter o quadro, “deu um jeitinho” e se casou com uma filha de Ismael, Maalate, achando que, deste modo, satisfazia a exigência paterna de não haver mistura com as mulheres de Canaã (Gn.28:8-10).
- Evidentemente que esta atitude de Esaú foi totalmente inócua, pois, além de não demonstrar qualquer arrependimento, já que, com este novo casamento não foram desfeitos os anteriores, além do que se insistia na poligamia, a descendência de Ismael também era estranha à promessa, de modo que isto nada resolvia a questão da indevida miscigenação operada por Esaú em virtude de seu caráter profano e fornicário.
- As Escrituras, portanto, ao mesmo tempo em que nos mostram que Jacó se tornara o induvidoso herdeiro da promessa de Abraão, também revelam que Esaú definitivamente havia sido rejeitado pelo Senhor.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO