Adultos

Apêndice 3 – Jó, o patriarca gentio

ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

APÊNDICE Nº 3 – JÓ, O PATRIARCA GENTIO

Jó é o patriarca gentio das Escrituras.

TEXTO ÁUREO

“E disse o Senhor a Satanás: Observaste tu a meu servo Jó? Porque ninguém há na terra semelhante a ele, homem sincero, e reto, e temente a Deus, e desviando-se do mal” (Jó 1:8).

INTRODUÇÃO

- Em apêndice ao trimestre, onde estamos estudar o legado dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, faremos um breve estudo a respeito de outro patriarca bíblico, Jó.

- Jó é o patriarca gentio das Escrituras. I – QUEM ERA JÓ

- Neste trimestre, estamos a estudar o legado dos patriarcas Abraão, Isaque e Jacó, os pais da nação de Israel.

- Entendemos ser oportuno, neste estudo, também traçarmos um quadro a respeito de outro servo de Deus que é considerado como patriarca, a saber, Jó.

- Os judeus não reconhecem Jó como patriarca porque ele é gentio, era morador da terra de Uz (Jó 1:1), que é normalmente localizada como sendo a terra ocupada pelos midianitas ou a região entre Iêmen e Arábia Saudita.

- Alguns rabinos e comentaristas, até para evitar que se diga que Jó, um gentio, seja um patriarca, chegam mesmo a duvidar da existência histórica desta personagem, considerando que seu relato é uma parábola ou lenda, enquanto outros, embora admitam a sua historicidade, até por causa de sua menção em Ez.14:14,20, apenas o consideram um justo que viveu na época dos patriarcas.

- Os teólogos cristãos, no entanto, chamam Jó de patriarca, basicamente por quatro motivos. O primeiro, porque ele é contemporâneo de Abraão, tendo, segundo a maior parte dos cronologistas, vivido pouco antes do nascimento de Abraão, ou então, durante a própria vida de Abraão.

- O cronologista bíblico Edward Reese entende que a provação de Jó se iniciou no mesmo ano do nascimento de Abrão, por volta de 1967 a.C. Se assim é, entendemos que Jó tinha 70 anos quando Abrão nasceu, pois, se Deus deu tudo em dobro a Jó após a sua prova, tendo-lhe dado mais 140 anos de vida (Jó 42:16), isto é sinal que tenha vivido 70 anos até o começo da sua provação.

- A provação de Jó durou menos de um ano, mais precisamente um terço de um ano, consoante estudo do diácono Nestor Francisco de França Netto, publicado no Portal EBD, que recomendamos seja lido (O tempo da provação de Jó - https://www.portalebd.org.br/mais/estudos-biblicos/5908-o-tempo-da-provacao-de-jo ).

- Em sendo assim, Jó viveu durante o período da dispensação patriarcal, depois do juízo de Babel, o que o faz um patriarca, já que, nesse tempo da história humana, o Senhor trata com “pais de família”, “chefes de família”, vez que ainda não se teria formado a nação de Israel, a “propriedade peculiar de Deus entre os povos” (Ex.19:5).

- O segundo motivo é, precisamente, o fato de ter sido um “pai de família”, alguém que liderava uma família e, nesta família, servia a Deus e levava seus membros a fazê-lo, o que o faz um patriarca, tanto quanto Abraão, Isaque e Jacó.

- Lembremos que Davi é chamado de “patriarca” em At.2:29 porque foi o primeiro rei da sua casa, a casa real de Israel e de Judá, a chamada “casa de Davi”, ou seja, porque é o primeiro da família que foi escolhida para reinar sobre o povo de Deus.

- O terceiro motivo pelo qual Jó é considerado patriarca é o fato de que o Senhor Se manifestou aos “patriarcas hebreus” como “Deus Todo-Poderoso” (Ex.6:3) e é exatamente a forma como Deus Se revelou a Jó, tanto que é assim que o patriarca se dirige ao Senhor (Jó 6:4,14; 13:3; 21:15,20; 23:16; 24:1; 27:2,10,11,13; 29:5; 31:2,35).

- O quarto motivo pelo qual Jó é considerado patriarca é o fato de que, a exemplo dos “patriarcas hebreus” (Cf. Hb.11:10,16), também “buscava a pátria celestial”.

- Ante a sua grande prova, Jó sempre desejou a morte, porque tinha a esperança de que, ao morrer, desfrutaria da companhia divina, pois aguardava ver o Senhor, o seu Redentor que vivia e que, por fim, Se levantaria sobre a Terra (Jó 13:15; 19:25-27), enquanto sabia que os ímpios não teriam o mesmo destino (Jó 21:17).

- A história de Jó está narrada no livro de Jó, que é mais um livro sapiencial do que propriamente histórico, mas Jó é mencionado também tanto em Ezequiel quanto em Tiago, o que confirma sua historicidade.

- O livro de Jó começa com a apresentação da principal personagem da narrativa, antes uma verdadeira discussão a respeito do sofrimento do justo e dos propósitos divinos para isto.

- Logo de início, o texto sagrado demonstra que o que é importante e relevante ao ser humano é alcançar um testemunho de Deus a respeito de sua integridade e sinceridade. Qual o testemunho que Deus tem dado de nós?

- Em primeiro lugar, devemos observar que Jó é uma figura real, pois assim nos afirmam as Escrituras, ao apontar que "havia um homem na terra de Uz cujo nome era Jó (Jó 1:1).

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 COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO

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