Lição 5 - O juízo contra Sodoma e Gomorra I

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ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 5 – O JUÍZO CONTRA SODOMA E GOMORRA

Deus, apesar de ser amoroso e misericordioso, também é justo e, como tal, não deixa que o pecado fique impune.

INTRODUÇÃO

- Na sequência do estudo do legado dos patriarcas, estudaremos a destruição das cidades da planície (Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim).

- Deus, apesar de ser amoroso e misericordioso, também é justo e, como tal, não deixa que o pecado fique impune.

I – O FLAGRANTE DO PECADO DAS CIDADES DA PLANÍCIE

- Nos registros bíblicos da vida do patriarca Abraão há um instante em que o escritor parece deixar de lado o patriarca e focaliza um episódio dos mais veementes da demonstração do juízo divino: a destruição das cidades da planície (Sodoma, Gomorra, Admá e Zeboim).

- Apesar desta aparente mudança de assunto, na verdade, o escritor sagrado permite-nos visualizar que não pela demonstração de bondade e de misericórdia de Deus para com a humanidade, naquele instante representada pelo progresso espiritual de Abraão, que era uma bênção para todos os homens de seu tempo (Gn.12:2), que o Senhor deixava de executar a justiça e de castigar aqueles que se rebelavam contra Seus mandamentos e princípios.

- Na história da destruição das cidades da planície, aprendemos a lição de que a bondade de Deus jamais aniquila ou anula a Sua justiça e que Deus, apesar de amar muito o pecador e de lhe dar oportunidade para arrependimento, pelo Seu caráter, condená-lo-á no momento certo por sua impenitência.

- Devemos, antes de mais nada, verificar que, ao contrário do que diz e do que se pensa precipitadamente, Deus não agiu de sopetão e de improviso ao tratar do pecado das cidades da planície, como também não foi o homossexualismo o primeiro ou principal pecado que levou à condenação daquelas cidades.

- Em primeiro lugar, devemos observar que o juízo divino sobre aquelas cidades foi consequência de um continuado pecar, de uma total rebeldia daquela gente e pela insensibilidade aos chamados divinos para arrependimento.

- Com efeito, vemos que Deus havia falado diretamente àquele povo por intermédio da guerra entre os reis da terra de Canaã e os reis mesopotâmicos, onde ficou patente para todos os habitantes das cidades das planícies de que sua conduta e seus valores nada significavam, pois tinham sido levados cativos pelos reis mesopotâmicos, perdendo todos os seus bens e a sua liberdade.

- Abraão, que foi identificado perante todos, por Melquisedeque, como servo do Deus Altíssimo, conseguiu enorme vitória militar, milagrosa mesmo, pois tinha apenas trezentos e dezoito servos, além de seus aliados, enquanto os exércitos dos reis mesopotâmicos eram os mais poderosos daquele tempo.

- Com esta vitória, Abraão mostrou a força do seu Deus e a necessidade que tinham aqueles habitantes de mudar seu “modus vivendi”. Entretanto, mal reconquistaram a liberdade e o seu patrimônio, tornaram à vida má em que viviam antes deste último aviso do Senhor.

- Que viviam uma vida má aos olhos de Deus está escrito no próprio texto sagrado que, ao dar notícia de que Ló havia escolhido morar em Sodoma quando houve a separação entre ele e seu tio Abrão, é dito: “Ora, eram maus os varões de Sodoma, e grandes pecadores contra o Senhor” (Gn.13:13).

- A expressão bíblica é forte. “maus” é a palavra hebraica “ra’” (רַע), que significa tanto “mau” quanto “mal”. “…Adjetivo que significa mau, nocivo. O significado básico desta palavra exibe dez ou mais nuanças variadas do significado de mau, conforme o seu uso contextual. Ela significa mau num sentido ético e moral, sendo usada para descrever, juntamente com bom, todo o espectro do bem e do mal; portanto retrata o mal, num sentido absoluto e negativo, como quando descreve a árvore da ciência do bem e do mal (Gn.2:9; 3:5,22).…” (BÍBLIA DE ESTUDO PALAVRAS-CHAVE. Dicionário do Antigo Testamento. Verbete 7451, p.1930).

- Observa-se, pois, que as cidades da planície, no caso, aqui, em especial, Sodoma, era uma cidade que havia optado pelo “mal”, que estava sob o domínio do “maligno”, que tinha feito a sua escolha em desagradar a Deus, em viver como se o Senhor não existisse, simbolizando, assim, o mundo, este sistema dominado por Satanás e que vive em confronto com o povo de Deus, com a Igreja, nesta atual dispensação.

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