Adultos

Lição 2 - A fé de Abrão nas promessas de Deus IV

ASSEMBLEIA DE DEUS EM MUNDO NOVO - BA

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: PR JOSAPHAT BATISTA SOARES

LIÇÃO Nº 2 – A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

INTRODUÇÃO

- Abrão, embora imperfeito, porém nos deixa esse legado precioso que nos ensina valorizarmos e esperarmos nas promessas infalíveis do nosso bom Deus! As promessas de Deus asseguram-nos que Ele sempre cuida de nós em quaisquer circunstâncias. Ao mesmo tempo, precisamos compreender que essas promessas acham-se vinculadas a um pacto, no qual há cláusulas a serem observadas por nós. Deus faz a sua parte. Ele espera que façamos a nossa e que entendamos suas promessas à luz de sua soberania.

I - TEXTO BÍBLICO - Gênesis 13.7-18. II - PROMESSAS BÍBLICAS

1 - Origem, definição:

- Hebraico בְּרִית (berit) - forma hebraica

- Grego
ἐπαγγελία (epangelia) - forma grega - Aramaico
בְּרִיתָא (berita) - forma aramaica

2 - Etimologia

- A palavra 'promessas' em hebraico é 'בְּרִית' (berit), que significa 'aliança' ou 'pacto'. A raiz da palavra vem do verbo 'בָּרָא' (bara), que significa 'criar' ou 'formar'. Essa raiz mostra a ideia de um acordo estabelecido por um criador, que neste contexto é Deus. Em grego, a palavra 'ἐπαγγελία' (epangelia) é formada pela junção de 'ἐπί' (epi), que significa 'sobre', e 'ἀγγελία' (angelia), que significa 'mensagem' ou 'anúncio'. Isso indica um compromisso ou uma promessa feita. A palavra aramaica 'בְּרִיתָא' (berita) compartilha raízes semelhantes, refletindo a continuidade do conceito de aliança e compromisso. A evolução dessas palavras ao longo do tempo mostra como o conceito de 'promessa' é fundamental nas tradições judaica e cristã, simbolizando a fidelidade de Deus e a expectativa de cumprimento das promessas feitas aos seres humanos. Todas essas línguas compartilham uma rica tradição de uso da palavra em contextos litúrgicos e narrativos.

3 - História da Palavra

- A palavra 'promessas' tem um histórico rico nas escrituras bíblicas. No Antigo Testamento, a 'aliança' (berit) entre Deus e o povo de Israel é um tema central. Desde a aliança feita com Noé, passando pela aliança com Abraão e Moisés, até as promessas feitas ao povo durante a conquista da Terra Prometida, o conceito de 'promessas' é intrinsecamente ligado à identidade do povo hebreu. Essas promessas não eram apenas declarações de intenções, mas compromissos que Deus fez com seu povo, que envolviam bênçãos e responsabilidades. No Novo Testamento, a palavra grega 'ἐπαγγελία' (epangelia) reflete as promessas de Deus, especialmente em relação à vinda de Jesus Cristo, que é visto como o cumprimento das promessas messiânicas. Os autores do Novo Testamento, como Paulo, frequentemente falam sobre as promessas de Deus como fundamentais para a fé cristã, enfatizando que essas promessas não foram apenas para Israel, mas para toda a humanidade. A evolução do significado da palavra ao longo do tempo mostra como as promessas de Deus se tornaram um sinal de esperança e redenção, refletindo a continuidade e a transformação da relação entre Deus e a humanidade. A compreensão moderna das promessas bíblicas envolve uma análise crítica e teológica, considerando não apenas o contexto histórico, mas também as implicações espirituais e éticas que essas promessas têm para os crentes hoje.

III - O CARÁTER DAS PROMESSAS DE DEUS

1. As promessas de Deus são um ato da sua vontade. Nos primeiros capítulos de Gênesis não aparecem apenas os juízos divinos por causa da rebelião humana, mas há também o registro da primeira promessa (3.15), que descortina a história da salvação, cujo desenvolvimento perpassa toda a Bíblia, e que, quanto à sua consumação, teve o seu fiel cumprimento em Cristo no Calvário. Como um ato soberano de sua vontade, Deus determinou, em Cristo, prover a redenção da raça humana (Sl 14.2,3; 53.1-3; Rm 3.9-12,23; 5.12). No texto da leitura bíblica em classe, o profeta Isaías refere-se aos pensamentos de Deus, seus propósitos e seus caminhos como a fonte soberana de onde se derivam todas as suas ações no seu relacionamento com o homem, inclusive as suas promessas (vv.8,9). Parece uma verdade óbvia; porém, ela implica reconhecer que o plano de Deus para a humanidade vai muito além de nossas expectativas.

2. Classes de promessas de Deus. Certas promessas divinas são incondicionais, tais como a vinda de Jesus (2 Pe 3.4; Jo 14.3); o triunfo da Igreja sobre os poderes malignos (Mt 16.18); o julgamento dos pecadores impenitentes (Sl 9.17; At 17.30,31) etc. Outras, porém, são condicionais em relação ao ser humano. Isso é o que está explícito nos versículos 6 e 7 do texto em estudo. Ali, algumas condições foram estabelecidas: a) buscar ao Senhor, b) invocá-Lo, c) deixar o caminho ímpio, d) abandonar os pensamentos egoístas e humanos, e) converter-se, e f) voltar-se exclusivamente para Deus. Os que anseiam desfrutar das promessas divinas devem, portanto, levar em conta a observância dessas condições, porque a parte do Eterno já foi feita.

3. As promessas de Deus independem das circunstâncias. A realização das promessas de Deus não está sujeita às circunstâncias e nem limitada pelas intervenções contrárias, seja do homem seja do próprio Diabo, no intuito de impedir a ação de Deus (Is 43.13). Em muitas ocasiões Satanás tentou obstar a promessa de salvação ao longo da história, mas em todas fracassou, pois nada há que possa afastar Deus dos seus propósitos. A correlação que Isaías faz entre os resultados dos pensamentos de Deus e os efeitos da chuva e da neve sobre a terra (vv.10-13) é perfeita para mostrar que não há caminho de volta naquilo que Deus decidiu realizar em seu pacto com o homem.

IV- PARA QUEM SÃO AS PROMESSAS DE DEUS

1. Promessas gerais. São para todos os que crêem e cumprem os requisitos da fé. A promessa de salvação, por exemplo, não se limita a um povo específico (Jo 1.11,12; 3.16; 1 Tm 2.3,4), nem se restringe a um grupo de “iluminados”, como imaginam os adeptos de certos movimentos heréticos trajados de evangélicos. Ao contrário, as Escrituras garantem que todos podem ser graciosamente salvos desde que cumpram sua parte no pacto da salvação, que implica crer segundo o Evangelho, arrepender-se e aceitar a provisão redentora de Deus, em Cristo, o sacrifício no Calvário.

2. Promessas individuais. São as que tiveram cunho particular, mesmo que seus resultados tenham ultrapassado o próprio indivíduo. Como o caso de Noé, Abraão, Ana, Raabe e tantos outros relacionados na galeria de heróis da fé (Hb 11.1-40). Os conceitos expressos em cada uma dessas promessas são válidos para nós, hoje, pois Deus pode e quer tratar conosco segundo os mesmos padrões. Ler 2 Co 1.20; Rm 15.8,9; Lc 24.45.

3. Promessas para Israel. Embora sejamos abençoados pelo fato de a nação judaica ter desempenhado papel proeminente na história da salvação (Jo 4.19-24), não é biblicamente correto tomar promessas específicas de Deus para Israel, muitas das quais terão cumprimento futuro, e aplicá-las à Igreja. Isso ocasiona sérios desvios doutrinários. Ler At 3.25; Gl 3.14-18; Hb 6.12-15; 7.6.

4. Promessas para a Igreja. Elas aparecem implícitas em muitas passagens do Antigo Testamento e explícitas em o Novo. Elas dizem respeito ao estabelecimento da Igreja, delineando sua trajetória peregrina até às moradas eternas. Independente da nossa origem étnica, todos os que cremos no Senhor Jesus e vivemos à luz do seu Evangelho, estamos sob as bênçãos dessas benditas e gloriosas promessas (1 Co 12.13).

V - A PROMESSA, ABRÃO E LÓ

1. Quando Deus chamou Abraão, tinha o propósito de separá-lo de sua terra, mas também de sua família, Gn 12.1, “Ora, Deus disse a Abraão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei”. Os vínculos familiares podem ser um grande impedimento no desempenho da obra de Deus. Basta olharmos para a orientação de Jesus a alguém que o queria seguir, Lc 9.59-60, “E a outro disse: Segue-me. Ao que este respondeu: Permite-me ir primeiro sepultar meu pai. Replicou-lhe Jesus: Deixa os mortos sepultar os seus próprios mortos; tu, porém, vai e anuncia o Reino de Deus”.

2. Porém, pelo relato do texto, notamos que toda a família de Abraão o acompanhou até Harã, Gn 11.31, “Tomou Terá a Abraão seu filho e a Ló, filho de Harã, filho de seu filho, e a Sarai, sua nora, mulher de seu filho Abraão, e saiu com eles de Ur dos Caldeus, a fim de ir para a terra de Canaã; e vieram até Harã, e ali habitaram”. Terá, pai de Abraão morreu em Harã, mas quando Ele partiu de Harã, levou consigo seu sobrinho Ló, Gn 12.4, “Partiu, pois, Abraão, como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abraão setenta e cinco anos quando saiu de Harã”.

3. Houve uma grande fome na terra de Canaã, Gn 12.10, “Ora, havia fome naquela terra, pois, desceu ao Egito, para peregrinar ali, porquanto, era grande a fome na terra”. Com isto, Abraão desceu para o Egito e na sua volta à Canaã, deparou com um problema, uma contenda entre seus pastores e os pastores de Ló, Gn 13.7, “Pelo que houve contenda entre os pastores do gado de Abraão, e os pastores do gado de Ló. E nesse tempo os cananeus e os perizeus habitavam a terra”. Tal fato provocou a separação entre ele e Ló. Vejamos O Que Esta Separação Nos mostra:

VI - A SEPARAÇÃO ENTRE ABRAÃO E LÓ NOS MOSTRA O CARÁTER DO VERDADEIRO CRENTE

- 1 - Seu caráter reflete o seu relacionamento com Deus:

a. Na certeza de posse de bênçãos materiais e espirituais, Gn 12.7, “Apareceu, porém, o Senhor a Abraão, e disse: À tua semente darei esta terra. Abraão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera”. Ver também Gn 13.1-2, “Subiu, pois, Abraão do Egito para o Neguebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava. Abraão era muito rico em gado, em prata e em ouro”. Ver ainda Gn 13.15, “Tu, porém, irás em paz para teus pais; em boa velhice serás sepultado”.

b. Na obediência a Palavra de Deus, Gn 12.1-4, “1 Ora, o Senhor disse a Abraão: Sai-te da tua terra, da tua parentela, e da casa de teu pai, para a terra que eu te mostrarei. 2 Eu farei de ti uma grande nação; abençoar-te-ei, e engrandecerei o teu nome; e tu, sê uma benção. 3 Abençoarei aos que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra. 4 Partiu, pois Abraão, como o Senhor lhe ordenara, e Ló foi com ele. Tinha Abraão setenta e cinco anos quando saiu de Harã”. Ver ainda Gn 13.17-18, “Levanta-te, percorre esta terra, no seu cumprimento e na sua largura; porque a darei a ti. Então mudou Abraão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Mane, o amorreu, irmão de Escol e de Aner; estes eram aliados de Abraão”.

c. Na comunhão com o Senhor, Gn 12.7-8, “Apareceu, porém, o Senhor a Abraão, e disse: À tua semente darei esta terra. Abraão, pois edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera. Então passou dali para o monte ao oriente de Betel, e armou a sua tenda, ficando-lhe Betel ao acidente, e Ai ao oriente; também ali edificou um altar ao Senhor, e invocou o nome do Senhor”. Observe também Gn 13.4, “até o lugar do altar, que dantes fizera; e ali invocou Abraão o nome do Senhor”. Ver ainda Gn 13.18, “Então mudou Abraão as suas tendas, e foi habitar junto dos carvalhos de Manre, em Hebrom; e ali edificou um altar ao Senhor”.

d. Em sua fé nas promessas de Deus, Gn 12.1-3, “Subiu, pois, Abraão do Egito para o Neguebe, levando sua mulher e tudo o que tinha, e Ló o acompanhava. Abraão era muito rico em gado, em prata e em ouro. Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei àquele que te amaldiçoar; e em ti serão benditas todas as famílias da terra”. Ver ainda Hb 11.8-10, “8 Pela fé Abraão, sendo chamado, obedeceu, saindo para um lugar que havia de receber por herança; e saiu, sem saber para onde ia. 9 Pela fé peregrinou na terra da promessa, como em terra alheia, habitando em tendas com Isaque e Jacó, herdeiros com ele da mesma promessa; 10 porque esperava a cidade que tem os fundamentos, da qual o arquiteto e edificador é Deus”.

e. Em sua seleção de valores. Aparentemente iria sofrer perda, mas teria a presença do Senhor com ele, Gn 12.7, “Apareceu, porém, o Senhor a Abraão, e disse: À tua semente darei esta terra. Abraão, pois, edificou ali um altar ao Senhor, que lhe aparecera”. Ver também, Gn 12.17, “Feriu, porém, o Senhor a Faraó e à sua casa com grandes pragas, por causa de Sarai, mulher de Abraão”. Ver ainda Gn 13.14, “E disse o Senhor a Abraão, depois que Ló se apartou dele: Levanta agora os olhos, e olha desde o lugar em que estás, para o norte, para o sul, para o oriente e para o ocidente, porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua descendência para sempre”.
- Assim como Deus chamou Abraão, chama você também nesta noite, para ser um servo de Jesus Cristo. Deus tirou Abraão do meio do pecado, da idolatria, da miséria para serví-lO . Ele quer fazer o mesmo com você, Mt 11.28, “Vinde a mim todos vós que estais cansados e oprimidos e eu vos aliviarei”.

OBS: “LEVANTOU LÓ OS SEUS OLHOS (Gn 13.10) - As Escrituras declaram que ‘o SENHOR não vê como vê o homem’ (1Sm 16.7). Ló viu somente a campina bem regada de Sodoma. Deus viu os habitantes daquela cidade como ‘grandes pecadores’ que eram. Ló, ao deixar de discernir e aborrecer o mal, trouxe morte e tragédia a sua própria família. A grande falha de Ló foi amar as vantagens pessoais, mais do que abominar a iniquidade de Sodoma. (1) Se ele tivesse amado profundamente a retidão, isso o manteria separado dos maus caminhos e daquela geração ímpia. Ele, porém, tolerou o mal e optou por morar na cidade decaída de Sodoma. Talvez tenha raciocinado que as vantagens materiais, a cultura e os prazeres de Sodoma compensariam os perigos, e que ele tinha forças espirituais suficientes para permanecer fiel a Deus. [...] (2) Os pais de família devem tomar cuidado para não se envolverem de igual modo, nem a seus filhos, com nenhuma ‘Sodoma’, para não se arruinarem espiritualmente, como aconteceu à família de Ló.” (Bíblia de Estudo Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1995, p.52).

VII - A FÉ DE ABRÃO NAS PROMESSAS DE DEUS

- O patriarca Abrão foi um homem que teve a sua fé forjada durante a sua jornada rumo a Canaã. Nesse meio-tempo, ele teve de fazer escolhas difíceis, tomar decisões que contrariavam seus familiares e até mesmo sua própria expectativa de vida. O resultado dessas escolhas trouxe consequências inevitáveis ou imprevisíveis. Mas Deus provou o seu amor e fidelidade na vida do patriarca, por meio de conselhos e renovação de promessas que foram fundamentais para que Abrão nutrisse uma fé perseverante. O primeiro grande dilema enfrentando por Abrão foi a ordem divina de apartar-se da sua parentela. Ainda com o coração hesitante em relação a promessa de que seria pai e teria muitos herdeiros, o patriarca leva consigo o seu sobrinho Ló. Essa decisão emotiva lhe trouxe alguns problemas, tendo em vista que num futuro breve os pastores que cuidavam dos seus rebanhos entrariam em conflito com os pastores de Ló por causa de pastagens (Gn 13.7,8). Observe como uma escolha influenciada pela emoção pode causar problemas na jornada. Conforme discorre o Comentário Bíblico Beacon — Volume 1 (CPAD), “De acordo com os costumes da época, a solução do problema teria sido bastante simples. O líder do clã implementaria a solução que protegesse os próprios interesses com pouca consideração aos interesses concorrentes. Mas Abrão prefere dar a vez ao sobrinho. Insistiu que Ló se apartasse do círculo da família de Abrão, mas deu ao homem mais jovem a opção de escolher a região da Palestina para apascentar seus rebanhos” (p.58).

- Aprendemos com Abrão que nem todos os que estão ao nosso redor estão dispostos a viver na mesma perspectiva de fé para a qual fomos chamados. Ló, embora acreditasse em Deus, não estava nos planos divinos que ele compartilhasse das promessas destinadas ao seu tio. A escolha de Ló por terras que, aparentemente, eram mais proveitosas evidencia um caráter oportunista e um coração focado somente nas riquezas materiais. Mas a bênção de Deus é que fez Abrão prosperar, independentemente do lugar onde ele estivesse. Por fim, a decisão de separar-se de seu sobrinho, mais do que uma escolha sábia, era uma escolha necessária para o cumprimento dos propósitos divinos. Em outras ocasiões, a Bíblia ressalta a importância de se afastar de pessoas que são empecilhos para vivermos de acordo com a vontade de Deus revelada em sua santa Palavra. O apóstolo Paulo destaca que as más conversações corrompem os bons costumes (1Co 15.33). O patriarca Abrão desfrutou de uma vida próspera, mas teve de aprender a fazer escolhas difíceis, mesmo quando tais escolhas exigia uma vida de adoração exclusiva a Deus e atenciosa aos seus propósitos.

OBS: “ERA PARA DEIXAR A PARENTELA. Deus disse a Abraão que deixasse a sua parentela e fosse para Canaã (Gn 12.1), mas o patriarca levou consigo seu sobrinho Ló. Entretanto, a separação de Ló foi necessária para assegurar as bênçãos materiais e espirituais prometidas por Deus a Abraão. Seus rebanhos cresceram bastante. Com isso, compartilhar pasto e água passou a gerar conflitos familiares. Logo fez-se necessária a separação entre tio e sobrinho. Deus convida Abraão a peregrinar por toda a terra e declara: ‘toda esta terra que vês te hei de dar a ti e à tua semente, para sempre’ (Gn 13.14-18).” (RICHARDS, Lawrence O. Guia do Leitor da Bíblia: Uma análise de Gênesis a Apocalipse capítulo por capítulo. 10ª Edição. Rio de Janeiro: CPAD, 2012, p.34).

VIII - RECONHECENDO AS PROMESAS DE DEUS

- Para podermos depositar nossa fé nas promessas de Deus é necessário, primeiramente, sabermos o que é e o que não é uma promessa de Deus na Bíblia. Obviamente, se aplicarmos como promessa um versículo que, de fato, não é nenhuma promessa, então nossa fé estará deslocada e ficaremos desiludidos quando não virmos os resultados que esperamos. Entretanto, não ficaremos desapontados com a Palavra de Deus se a interpretarmos corretamente (2Tm 2.15) e aplicarmos apenas os versículos que se constituem em promessa para nós hoje. [...] Vejamos algumas observações baseadas em muitos anos de estudo da Palavra de Deus: Promessas feitas a indivíduos específicos não foram formuladas com a intenção de ser válidas para todos os crentes. Um exemplo disso é Gênesis 12.2. Essa promessa foi feita apenas a Abraão, e não aos crentes em geral. Portanto, os crentes de hoje não devem considerá-la como uma promessa bíblica dirigida a eles [...]. Quando encontramos promessas na Bíblia, é bom fazermos duas perguntas: A quem esta promessa está sendo feita? O contexto indica que ela é uma promessa que eu posso aplicar pessoalmente, ou ela foi feita apenas a um indivíduo em particular? [...]”. (RHODES, R. Livro completo das promessas bíblicas. RJ: CPAD, 2006, p.19,20.)

CONCLUSÃO

- Na longa peregrinação da fé cristã, as promessas divinas semelham-se ao oásis verdejante e de águas correntes que renova, refrigera e dá alento ao crente cansado. Todo cristão que tem sua alma crestada pelo intenso calor das vicissitudes, encontra, nas promessas divinas, sombra e refrigério contra o estio intempestivo. É ali, à sombra do Altíssimo, que o viajante renova as forças de seu ânimo abatido (Sl 91.1). É o refúgio secreto daqueles que amam o Senhor e confiam incondicionalmente em suas santas, fiéis e preciosas promessas (Sl 90.2). É a morada cercada pelos jardins da bondade e engastada nas fontes da misericórdia; o lar dos incansáveis e triunfantes peregrinos (Sl 23.6). “Senhor, tu tens sido o nosso refúgio, de geração em geração” (Sl 90.1).

Bibliografia

- Bíblia de Estudo Gesiel Gomes

- Bíblia Cronológica

- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa

- Apontamentos Teológicos do autor

- Disciplina grade ctec vida cristã - Heresiologia

- Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2007 - Título: As promessas de Deus para a sua vida - Comentarista: Geremias do Couto - Lição 1: O caráter das promessas de Deus - Data: 07 de Outubro de 2007

- Lições Bíblicas CPAD - Adultos - 4º Trimestre de 2002 - Título: Abraão: O amigo de Deus — Comentarista: Elienai Cabral -

-https://ebd.veropeso.com.br/licao-03-abraao-o-amigo-de-deus/

- Comentário : Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Mundo Novo-Ba. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC – Pós-Graduando em História, Membro da academia Pré-Militar (ACPMB) – Pós-Graduando Ciências da Religião (Famart) – Juiz de Paz (CONAJ), Graduando História (Facuminas), Formação da Alfabetização da Língua Grega (Koiné), DIRETOR do CTEC VIDA CRISTÃ (Centro Teológico de Educação e Cultura), Autor do livro 1000 Esboços Bíblico para Sermões – Autor da Revista de Estudo Bíblico acerca de João Batista – Autor da Revista acerca de Absalão, Autor do Livro Evidências Reais do Apocalípse - Autor do Livro Escatologia Bíblica Panorâmica, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org

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COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. JOSAPHAT BATISTA

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