Lição 1 - Abraão: seu chamado e sua jornada de fé I

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ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2025

Adultos - HOMENS DOS QUAIS O MUNDO NÃO ERA DIGNO: O legado de Abraão, Isaque e Jacó

COMENTARISTA: Elinaldo Renovato de Lima

COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco

LIÇÃO Nº 1 – ABRAÃO: SEU CHAMADO E SUA JORNADA DE FÉ

Abraão é o pai da fé.

INTRODUÇÃO

- Neste trimestre, estudaremos o “legado de Abraão, Isaque e Jacó”, ou seja, faremos um estudo sobre os três patriarcas do povo de Israel.

- Abraão é o pai da fé.

I - A VIDA DE ABRÃO ANTES DE SUA CHAMADA

- Abrão (que depois teria seu nome mudado para Abrão) surge nas Escrituras em Gn.11:26, quando é informado que é o décimo da descendência de Sem.

- Era, portanto, um semita e, diz-nos a Escritura, habitava em Ur dos caldeus, juntamente com seu pai Terá (ou Terá), na região que hoje pertence ao Iraque e que, ao tempo de Abrão, era o centro da civilização.

- De lá, por motivos não revelados na Bíblia, Terá saiu para Harã, na região hoje pertencente à Síria, ali se estabelecendo. Com a morte de seu pai, Abrão, já com setenta e cinco anos de idade, começa a sua vida com Deus, vida esta que seria extremamente fecunda e que iniciaria o plano de Deus para a salvação do homem.

- A vida de Abrão começa a ser relevante para com Deus a partir de seu atendimento ao chamado divino. Assim ocorre com os “filhos de Abraão” (Jo.8:39), ou seja, os crentes fiéis e sinceros que, a despeito de tudo que os cerca, ouvem o chamado de Deus e, então, começam a ser relevantes para Deus e a contribuir para a salvação da humanidade.

- A Bíblia pouco nos fala sobre a vida de Abrão antes de sua chamada. Apenas nos diz que era filho de Terá e que acompanhava a seu pai de forma obediente, tanto que deixou Ur dos caldeus, o centro da civilização mundial da época, para acompanhar seu pai a Harã, numa demonstração de fidelidade e de obediência.

- Obedecer aos pais é um sinal de temor a Deus e deve ser uma característica sempre presente na vida dos sinceros adoradores do Senhor. Parafraseando o apóstolo do amor, como podemos crer em alguém que diz obedecer a Deus, que não vê, se nem sequer obedece aos pais, que vê?

- Uma das principais características dos nossos dias é a apologia do conflito de gerações, é o conflito à desobediência a pais e mães, mas devemos, sempre, observar que isto não provém de Deus e que este é um traço dos homens deste mundo (I Tm.3:1). Um bom servo de Deus, mostra-nos a vida de Abrão, começa sendo um filho obediente.

OBS: Entre os muçulmanos, Abrão é considerado o "primeiro islämico". Eis o trecho em que o Corão enaltece a figura de Abrão: "...E quem rejeitaria o credo de Abraão, a não ser o insensato? Já o escolhemos (Abraão), neste mundo e, no outro, contrar-se-á entre os virtuosos. E quando o seu Senhor lhe disse: Submete-te a Mim!, respondeu: Eis que me submeto ao Senhor do Universo! Abraão legou esta crença aos seus filhos, e Jacó aos seus, dizendo-lhes: Ó filhos meus, Deus vos legou esta religião; apegai-nos a ela, e não morrais sem serdes submissos (a Deus). (1.130-132).
Entre os judeus, a admiração pelo patriarca não é menor. Assim se refere a ele um rabino comentarista do Pentateuco: "...O Midrash compara Abrão a um frasco de delicioso e precioso perfume. Mas desde que este cheiroso perfume é transportado por diversos lugares, todos se deleitam com seu aroma. E o Midrash continua: 'Abrão, que estava cheio de boas ações e belíssimas virtudes, tinha que abandonar a sua pátria para que sua fama e seus ensinamentos se tornassem conhecidos no mundo inteiro. É este 'frasco de perfume'- a fé monoteísta, com seus preceitos éticos - que Israel vem transportando através do mundo..." (Meir Matzliah MELAMED. Torá, a Lei de Moisés, com. Gn.12, p.29).

"...O monoteísmo é nota predominante para Moisés. Ao escrever sobre os patriarcas, procurou sempre direcionar mostrando que os monoteístas são escolhidos e abençoados pelo Senhor. A despeito de suas falhas e alguns deslizes, Abraão tem sido reconhecido como um dos maiores líderes espirituais da Humanidade, como homem de fé inabalável , pelas religiões judaica, cristã e islâmica..."(Osmar José da SILVA. Reflexões filosóficas de eternidade a eternidade, v.3, p.69).

- Com certeza, Abrão foi idólatra no início de sua vida. Vivia em Ur dos caldeus, onde campeavam a idolatria e o politeísmo. Em Js.24:15, fica subentendido de que os pais dos israelitas, ou seja, os ancestrais de Abrão, eram idólatras.

- A sociedade humana logo havia se corrompido, mesmo depois do dilúvio, tendo chegado ao cúmulo de desafiar a Deus, o que fez com que o Senhor, por Sua misericórdia, tivesse espalhado os homens pela terra, gerando as diversas nações que até hoje existem (Gn.11:1-9).

- Os povos estavam, então, em plena organização e surgiam os primeiros conflitos pelo controle e pelo poder do mundo. Nesta luta, surgem os cultos a ídolos, adotados como deuses e protetores de cada família, de cada tribo, de cada nação, como justificadores da luta pela supremacia.

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