ASSEMBLEIA DE DEUS EM MUNDO NOVO - BA
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: PR JOSAPHAT BATISTA SOARES

LIÇÃO Nº 13 – A TRINDADE SANTA E A IGREJA DE CRISTO
INTRODUÇÃO
- “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com vós todos. Amém!” (2 Co 13.13). A Trindade é claramente apresentada tanto na criação do Universo, como na expectativa messiânica da alma hebréia e em cada episódio da História Sagrada da Igreja.
I - TEXTO BÍBLICO
(2 Coríntios 13.11-13; 1 Pedro 1.2,3).
II - A ATUAÇÃO DA TRINDADE NA IGREJA DE CRISTO
- Chegamos ao final de mais um trimestre, e esperamos que a sua classe tenha aprendido um pouco mais sobre as três Pessoas da Trindade, bem como sobre o seu papel redentor, provedor e condutor da igreja. Nesta última lição, veremos a relação da Trindade com a Igreja no desenvolvimento do seu papel ministerial neste mundo.
- No final de Seu ministério terreno, Jesus disse a Seus discípulos que o cumprimento da missão de evangelizar o mundo contaria com a presença de “outro Consolador”, que estaria com eles ensinando e confirmando a mensagem com poder e autoridade (Jo 14.16,26). Estes versículos ressaltam que a obra realizada pela Igreja é coordenada pelo Espírito Santo. Lucas endossa em Atos que nossos primeiros irmãos perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (At 2.42). Conforme Stanley Horton, na obra A Doutrina do Espírito Santo no Antigo e Novo Testamento (CPAD), “a doutrina dos apóstolos não era apenas teórica, no entanto.
1- O Espírito Santo era realmente quem ensinava.* Ele usava o ensinamento da verdade para levá-los à comunhão cada vez mais estreita, não meramente uns com os outros, mas primeiramente com o Pai e o Filho (1Jo 1.3,7; 1Co 1.9). [...] Essa comunhão, essa união no Espírito, deu-lhes fé, amor e solicitude uns pelos outros, que os levava a compartilhar seus bens com os que precisavam (Tg 2.15,16; 1Jo 3.16-18; 4.7,8,11,20).
Nesse sentido, ‘tinham tudo em comum’ (At 2.44,45). [...] A atuação do Espírito Santo na maioria dos crentes encorajava, assim, sua obra na minoria. As necessidades e os perigos que tinham em comum levavam-nos a congregar-se juntos. Era necessário o testemunho no Templo. Também era preciso o testemunho nos grupos que se reuniam nos lares. Desde o início, o Espírito Santo os ajudava a manter o equilíbrio sem incorrer nas formas vazias do ritualismo” (1993, pp.161,162).
- Observe que apesar da simplicidade dos irmãos ou mesmo da pouca estrutura logística que a igreja dispunha nos primeiros dias, nutria-se em seus corações o que havia de mais essencial para o cumprimento da missão. Era uma igreja marcada pelos princípios doutrinários deixados por nosso Senhor Jesus, que ainda estavam “frescos” na memória dos apóstolos; e, sobretudo, pelo amor cristão, marca principal do apostolado, pela qual o mundo saberia que eles eram discípulos do Senhor Jesus (Jo 13.35). Nesse contexto, o Espírito Santo assegurava a confiança para continuarem pregando a mensagem do Evangelho, quer trazendo à memória os ensinamentos de Jesus, quer confirmando a autoridade da mensagem por meio da operação de maravilhas e cura dos enfermos (At 5.12-16; Rm 15.19).
OBS: “A Santíssima Trindade -* 1. Doutrina revelada. A doutrina da Santíssima Trindade é verdade revelada para o coração. Falando sobre isso declarou Anselmo: ‘O amor e a fé estão em seu ambiente no ministério da Divindade. Que a razão se ajoelhe, reverente, do lado de fora’. Uma crença popular entre os cristãos divide a obra de Deus entre as três pessoas, dando uma tarefa específica a cada uma delas; como por exemplo, a criação ao Pai, a redenção ao Filho e a regeneração ao Espírito Santo. Isto, porém, é parcialmente verdade, mas não de todo, pois Deus não pode dividir-se de forma que apenas uma pessoa trabalhe isolada, enquanto às outras, Jesus e o Espírito Santo, permanecem inativas.
2. O argumento em si.* As Escrituras mostram as três pessoas da Divindade agindo em perfeita unidade, em todas as obras poderosas operadas no Universo e na redenção humana. Nas Escrituras Sagradas a obra da criação é atribuída ao Pai (Gn 1.1), ao Filho (Cl 1.16), e ao Espírito Santo (Jó 26.13; Sl 104.30). A encarnação é mostrada como tendo sido realizada pelas três pessoas (Lc 1.35), embora apenas o Filho tenha se tornado carne e habitado entre nós. No batismo de Jesus, o Filho saiu da água, o Espírito pairou sobre Ele e a voz do Pai falou do Céu (Mt 3.16,17)”. (SILVA, S. P. A doutrina de Deus. 5.ed. RJ: CPAD, 2002, p.109-10.)
III - A SANTÍSSIMA TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO
- É no Novo Testamento que encontramos as mais claras e explícitas manifestações da Santíssima Trindade: no batismo de Jesus, em seu ministério e em sua ressurreição e ascensão e, de forma abundante, na vida da Igreja Primitiva.
1. No batismo de Jesus (Mt 3.16,17).* Nessa clássica manifestação da Trindade, vemos a Segunda Pessoa (o Filho) submeter-se ao batismo, a Terceira Pessoa (o Espírito Santo) descer como pomba sobre a Segunda Pessoa e a Primeira Pessoa declarar o seu amor à Segunda Pessoa.
2. No ministério de Jesus (Lc 4.18,19).* Nesta passagem de Isaías (61.1), é impossível não ver a manifestação da Santíssima Trindade.
3. Na ressurreição e na ascensão de* *Jesus.* Já prestes a ser assunto ao céu, o Senhor Jesus Cristo, ao dar últimas instruções aos discípulos, declarou: “Portanto, ide, ensinai todas as nações, batizando-as em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Pode ainda restar mais alguma dúvida acerca da Trindade?
4. Na vida da Igreja Primitiva.* Nos Atos dos Apóstolos, a Santíssima Trindade aparece operando ativamente, desde os primeiros versículos (At 1.1,2). Nesse livro, encontramos a Trindade na proclamação do Evangelho (At 5.32; At 10.38); no testemunho eficaz da fé cristã (At 7.55); no chamamento de obreiros (At 9.17); no Concílio de Jerusalém (At 15.1-35). Nas epístolas, muitas são as passagens sobre a Trindade (Rm 14.17; 15.16; 2Co 13.13; Ef 4.30; Hb 2.3,4; 2Pe 1.16-21; 1Jo 5.7). No Apocalipse, a Santíssima Trindade encontra-se do princípio ao fim: 1.1,2; 2.8,11, etc.
OBS: ARGUMENTO ECLESIOLÓGICO - A MISSÃO DA IGREJA - “Entendemos que a função primordial da Igreja é glorificar a Deus: ‘quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus’ (1Co 10.31). Isso é feito por meio da adoração, da evangelização, da edificação de seus membros e do trabalho social. A Igreja foi eleita para a adoração e louvor da glória de Deus, recebendo, também, a missão de proclamar o evangelho da salvação ao mundo todo, anunciando que Jesus salva, cura, batiza no Espírito Santo e que em breve voltará. O evangelho é proclamado a homens e mulheres, sem fazer distinção de raça, língua, cultura ou classe social, pois ‘o campo é o mundo’ (Mt 13.38). Jesus disse: ‘Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações’ (Mt 28.19 — ARA), ‘e ser-me-eis testemunhas tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria e até aos confins da terra’ (At 1.8). [...] Ensinamos que, para a consecução da sua missão, o Espírito Santo foi derramado sobre a Igreja no dia de Pentecostes, e Cristo concedeu líderes para servir à Igreja: ‘Querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do corpo de Cristo’ (Ef 4.12).” (Declaração de Fé das Assembleias de Deus. Rio de Janeiro: CPAD, 2022, pp.122,123).
IV - A FÓRMULA TRINITARIANA DO BATISMO NA IGREJA
1. Fórmula trinitária do Batismo.* Durante a Grande Comissão, Jesus orientou seus discípulos: “Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28.19). Essa é a fórmula trinitária do batismo cristão. Isso porque esse texto cita as três pessoas da Trindade: Pai, Filho e Espírito Santo. Um só Deus, três pessoas distintas, com uma só essência. No rito do Batismo, portanto, a orientação de Jesus precisa ser seguida pela invocação do nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
2. Fórmula herética do Batismo.* Nem todos os grupos dentro da tradição cristã seguem a fórmula trinitariana. Há grupos que seguem um tipo de doutrina modalista. Um exemplo é o unicismo. Esse grupo batiza seus membros somente em nome de Jesus. O suporte bíblico dele é buscado em alguns textos do livro de Atos, onde supostamente se negaria a prática trinitariana (At 2.38; 19.5). Convém dizer que esses textos não negam a fórmula trinitária nem tampouco negam a Trindade. Na verdade, o que é dito é que o Batismo era feito na autoridade de Jesus, isto é, naquilo que Ele fez e ensinou.
3. Imersão:* o método bíblico do Batismo. Convém dizer que não há vestígios da prática do Batismo por aspersão no Novo Testamento. Esse tipo de Batismo se caracteriza por aspersão de água sobre o candidato. Entretanto, o contexto do Novo Testamento mostra claramente que o Batismo nos dias bíblicos era por imersão. A palavra grega baptizo possui o sentido de “mergulhar” e “submergir” tanto na Bíblia como fora dela. Vários textos bíblicos mostram a prática bíblica do Batismo por imersão: o povo saía para ser batizado por João no (dentro de) rio Jordão (Mc 1.5); da mesma forma, quando foi batizado, Jesus “saiu da água” (Mc 1.10); João batizava onde havia muita água (Jo 3.23).
- Achamos por bem apresentarmos aqui um pouco da relevância do batismo nas águas como primeira ordenança de Jesus Cristo à Sua Igreja (Mt 28.19). Em nossos dias, vemos a interpretação e prática incorreta do batismo por certos grupos religiosos que se dizem protestantes. Atestam que o batismo pode ser realizado por meio da aspersão. Todavia, a própria palavra “batismo” (baptismo) significa mergulho, imersão, logo não podemos aplicá-lo incorretamente. Além da prática indevida do batismo é importante ressaltar à classe de ensino a relevância do cumprimento dessa ordenança para a vida espiritual do crente recém-convertido. Nesse sentido, o batismo deve ser compreendido como um passo importante na caminhada com Cristo. Trata-se do testemunho público de fé por parte daquele que se arrependeu da sua velha maneira de viver, converteu-se a fé em Cristo e, desde então, tornou-se uma nova criatura (1Co 5.17). Para aqueles que têm experimentado a nova vida em Cristo, batizar-se não é uma escolha difícil haja vista que já entenderam que não há recompensa em viver morto em pecados. Logo, é importante explicar ao novo convertido que, apesar da sua nobre decisão em Cristo, resta ainda durante o tempo que resta nesta vida, resistir dia após dia ao pecado (1Co 10.13).
- De acordo com Stanley M. Horton, na obra Teologia Sistemática: Uma Perspectiva Pentecostal (CPAD, 1996), “O batismo nas águas também significa que os crentes se identificaram com o Corpo de Cristo, a Igreja. Os crentes batizados são admitidos na comunidade da fé e, com a sua atitude, testificam publicamente diante do mundo sua lealdade a Cristo, juntamente com o povo de Deus. Essa parece ser uma das razões principais porque os crentes neotestamentários eram batizados quase imediatamente após a conversão. Num mundo hostil à fé cristã, era importante que os recém-convertidos tomassem posição lado a lado com os discípulos de Cristo e se envolvessem imediatamente na vida total da comunidade cristã. Talvez um dos motivos por que o batismo com água não ocupa mais lugar de destaque em muitas igrejas seja por estar tão frequentemente separado do ato da conversão. O batismo é mais do que ser obediente ao mandamento de Cristo. Relaciona-se com o ato de se tornar seu discípulo” (pp.570,571).
- Por essa razão, o novo crente deve aprender a “andar em Espírito” para não cumprir as concupiscências da carne (Gl 5.16). Mais do que apenas cumprir um ritual, o batismo deve ser considerado como um novo nível de relacionamento com o Mestre no processo contínuo de discipulado para uma vida cristã.
CONCLUSÃO
- A doutrina da Santíssima Trindade não é um mero exercício intelectual; é uma verdade consoladora: ensina-nos diversas coisas vitais para a nossa vida cristã. Em primeiro lugar, com a ascensão de Nosso Senhor, não fomos deixados órfãos. Ele rogou ao Pai que, amorosa e prontamente, enviou-nos o Consolador. E este, com inexprimíveis gemidos, intercede por nós e testifica que somos filhos de Deus através dos méritos de Nosso Senhor Jesus Cristo.
Bibliografia - Bíblia de Estudo Gesiel Gomes
- Bíblia Cronológica
- Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa
- Apontamentos Teológicos do autor
- LIÇÕES BÍBLICAS CPAD - ADULTOS - 1º Trimestre de 2024 - Título: O Corpo de Cristo — Origem, natureza e vocação da Igreja no mundo - Comentarista: José Gonçalves - Lição 9: O Batismo — A primeira Ordenança da Igreja - Data: 3 de Março de 2024.
- Lições Bíblicas CPAD - Jovens e Adultos - 4º Trimestre de 2006 - Título: As verdades centrais da Fé Cristã - Comentarista: Claudionor Corrêa de Andrade - Lição 5: A Santíssima Trindade – Uma verdade incontestável - Data: 29 de Outubro de 2006
Comentário: Pastor Josaphat Batista – Pr. Presidente da Assembleia de Deus em Mundo Novo-Ba. Pós-graduado em Docência do Ensino Superior - Bacharel em Teologia convalidado pelo MEC – Pós-Graduando em História, Membro da academia Pré-Militar (ACPMB) – Pós-Graduando Ciências da Religião (Famart) – Juiz de Paz (CONAJ), Graduando História (Facuminas), Formação da Alfabetização da Língua Grega (Koiné), DIRETOR do CTEC VIDA CRISTÃ (Centro Teológico de Educação e Cultura), Autor do livro 1000 Esboços Bíblico para Sermões – Autor da Revista de Estudo Bíblico acerca de João Batista – Autor da Revista acerca de Absalão, Autor do Livro Evidências Reais do Apocalípse - Autor do Livro Escatologia Bíblica Panorâmica, Conferencista, Seminaristas, Escritor e fundador dos Congressos EBD no Campo de Camaçari-Ba. - Aproveite e estude cursos gratuitos no CTECVIDACRISTA.COM e comentários anteriores das Lições Bíblicas EBD. Ver outros comentários (anteriores) do trimestre em vigor no Site: www.portalebd.org
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. JOSAPHAT BATISTA
