ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 12 – O FILHO E O ESPÍRITO
Texto:
Lucas 1.26-38.
Introdução: O Filho de Deus cumpriu seu ministério em plena dependência do Espírito, revelando que a Obra redentora é trinitária: o Pai envia, o Filho obedece e o Espírito capacita.
I. O ESPÍRITO E A CONCEPÇÃO DO FILHO
1. O anúncio do nascimento de Jesus
1.1. O anjo Gabriel foi enviado por Deus à cidade de Nazaré, na Galileia (Lc 1.26).
1.2. O mensageiro visita uma jovem chamada Maria (Lc 1.27)
a. Faz a Maria uma revelação surpreendente (Lc 1.31a).
b. E, ainda, lhe diz o nome da criança (Lc 1.31b).
c. Gabriel, também declara que o menino “será chamado Filho do Altíssimo” (Lc 1.32)
1.3. Maria demonstra perplexidade, uma vez que era virgem (Lc 1.34).
a. A esse respeito o anjo lhe assegura: “para Deus nada é impossível” (Lc 1.37)
1.4. Maria creu e se submeteu à vontade de Deus (Lc 1.38)
2. O Espírito como agente da concepção
2.1. O anjo revela a Maria que a concepção seria miraculosa (Lc 1.35ª)
2.2. O “Espírito Santo” está vinculado à “virtude do Altíssimo que te cobrirá com a sua sombra” (Lc 1.35b).
a. A sombra refere-se à presença de Deus (Êx 40.35),
b. A sombra reporta-se à nuvem da presença divina na transfiguração (Lc 9.34)
c. A sombra sinaliza o poder criativo do Espírito de Deus (Gn 1.2; Sl 104.30).
2.3. A concepção será obra do Espírito Santo pelo poder do Altíssimo
a. Por isso, “será chamado Filho de Deus” (Lc 1.35d)
3. A pureza e a santidade do Filho
3.1. O anjo afirma que o Filho que nasceria de Maria seria “Santo” (Lc 1.35c).
a. A palavra “santo” indica separação do pecado e consagração ao serviço divino.
b. No caso de Jesus, designa um atributo divino (Sl 99.9).
c. Ele já nasceu santo, assumiu a carne, mas não o pecado (Hb 4.15).
d. O Espírito também O consagrou para ser o Cordeiro sem defeito e imaculado (1Pe 1.19).
3.2. Somente Ele foi capaz de cumprir a Lei (Mt 5.17)
3.3. Somente Ele foi capaz de oferecer-se como sacrifício perfeito (Hb 10.10)
II. O FILHO E A SUA RELAÇÃO COM O ESPÍRITO
1. O Filho é o Verbo feito carne.
1.1. Ao assegurar que o Verbo se fez carne, a Escritura revela o mistério do Filho (Jo 1.14)
1.2. O Verbo não começou a existir em Maria, pois Ele é Eterno (Jo 1.1-3)
a. O Verbo assumiu a natureza humana sem deixar de ser Deus (Gl 4.4)
b. Ele submeteu-se às limitações humanas, mas manteve a sua essência divina
1.3. Enquanto homem, Jesus não usou plenamente seus atributos divinos
a. Exceto quando o Pai o permitia pelo Espírito (Lc 4.18,19; Jo 5.19; At 10.38)
1.4. Dessa forma, a obra foi operada pelo Espírito Santo (Mt 1.20; Lc 1.35)
2. O Espírito capacita o Filho
2.1. Embora sendo Deus, em seu ministério terreno, Jesus agia como homem cheio do Espírito.
2.2. Eram o resultado de uma vida conduzida pelo Espírito Santo: (Mt 12.28)
a. Cada palavra proferida (Jo 3.34)
b. Cada milagre realizado (Lc 5.17)
2.3. Sua ação salvadora era guiada e sustentada pelo Espírito (Lc 4.18)
2.4. Ele não veio com ostentação, mas em humildade, movido por compaixão divina (Fp 2.5-7)
2.5. O Espírito lhe capacitava com sabedoria, inteligência, poder e direção (Is 11.2)
2.6. Até mesmo o Verbo encarnado escolheu depender do Espírito de Deus (Mt 4.1)
3. O Filho e o poder do Espírito
3.1. O ministério de Jesus foi marcado pela dependência do Espírito.
a. Seu batismo foi confirmado pela manifestação da Trindade (Lc 3.22).
b. No deserto, pelo Espírito, venceu a tentação como o novo Adão (Mt 4.1; 1Co 15.45)
c. A unção do Espírito sustentou seu ministério (Mt 12.18-21)
d. Seus milagres operados com o Espírito revelaram o Reino de Deus (Mt 12.28)
e. Em sua humanidade, submeteu-se ao Pai e agiu no poder do Espírito (Jo 6.38)
f. A entrega na cruz e a ressurreição foram realizadas com o Espírito (Rm 8.11; Hb 9.14)
III. A TRINDADE E A MISSÃO REDENTORA
1. O Pai envia o Filho e o Espírito
1.1. O Pai envia o Filho ao mundo, não apenas como mensageiro, mas como oferta viva (Gl 4.4,5).
1.2. O Filho, assume a carne para cumprir a Lei e tomar sobre Si a condenação do pecado (2Co 5.21)
1.3. O Espírito, por sua vez, não é agente passivo, mas ativo desde o princípio:
a. Ele concebe o Filho no ventre de Maria (Lc 1.35)
b. Acompanha-O em cada passo do seu ministério (At 10.38)
c. Aplica os méritos da redenção nos corações dos crentes (1Co 2.10)
1.4. Essa cooperação revela a atuação da Trindade no plano da salvação:
a. O Pai decreta
b. O Filho executa
c. O Espírito aplica (1Pe 1.2)
1.5. A redenção é, portanto, uma expressão do amor trinitário em missão (1Jo 4.9)
2. O Espírito revela e exalta o Filho
2.1. A missão do Espírito não é atrair atenção para si, mas revelar e exaltar o Filho (Jo 16.14; Jo 15.26)
a. Cristo é o centro da obra do Espírito (Jo 16.13).
3. A fé e a submissão do crente
3.1. O plano da redenção, concebido e executado pela Trindade, requer uma resposta humana (Ef 2.8)
3.2. Não somos agentes da redenção, mas somos seus recipientes e participantes (2Co 5.18).
a. Maria, submeteu-se com fé (Lc 1.38).
b. Sua resposta é um exemplo de confiar com humildade e entrega total (Sl 37.5; Lc 1.37).
3.3. A resposta que Deus espera de nós é:
a. Fé (Hb 11.6),
b. Obediência (Tg 1.22)
Conclusão: Reiteramos que a Redenção é uma obra trinitária que revela a perfeita unidade e cooperação entre as Pessoas divinas.
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