Adultos

Lição 11 - O Pai e o Espírito Santo VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 11 – O PAI E O ESPÍRITO SANTO

A lição desta semana destaca o papel da Trindade na libertação, filiação e condução do crente rumo à eternidade. O Espírito Santo tem a incumbência de guiar aqueles que se tornam filhos de Deus. É Ele quem confirma a nossa filiação em Cristo e assegura-nos uma comunhão contínua no incremento da vida cristã. A orientação do Espírito Santo ocorre no entendimento de cada crente regenerado, aprovando o que agrada a Deus. Essa atividade do Espírito opõe-se à inclinação da carne com as suas concupiscências. Por essa razão, o apóstolo Paulo exorta os gálatas a andarem no Espírito (Gl 5.16).

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

O ESPÍRITO E AS DÁDIVAS DO PAI

Continuamos a avançar em nosso estudo sobre a santíssima Trindade. Nesse domingo, nós seremos encaminhados a compreender a respeito da relação entre o Espírito Santo e o Pai. Primeiramente, é necessário entender que somos templo e morada do Espírito Santo, pois Ele habita em nós.
Se o Espírito Santo está em nós, Cristo também está em nós. Ele habita por fé no coração. A graça na alma é a sua nova natureza; a alma está viva para Deus e tem início a sua felicidade, que durará para sempre. A justiça imputada de Cristo assegura à alma a melhor parte da morte. Disto vemos quão grande é o nosso dever de andar, não após a carne, mas após o Espírito. Se alguém vive habitualmente conforme as luxúrias corruptas, certamente perecerá em seus pecados, professe ou não a fé. E pode uma vida mundana presente, que se torna digna por um momento, ser comparada com o nobre prêmio de nossa suprema chamada? Então, pelo Espírito esforcemo-nos mais para mortificar a carne.

Hoje não somos mais escravos do pecado, pois a obra de redenção, operada em nós pelo Espírito Santo, nos proporcionou a mudança de status, onde não estamos mais sujeitos à escravidão, mas sim estamos contados como filhos de Deus. Essa filiação nos entregou uma nova identidade em Cristo.

A regeneração pelo Espírito Santo traz à alma uma vida nova e divina, ainda que o seu estado seja fraco. Os filhos de Deus têm o Espírito para que opere neles a disposição de filhos; não têm o espírito de servidão sob o qual estava a Igreja do Antigo Testamento, pela obscuridade dessa dispensação. O Espírito de adoção não fora plenamente derramado. E refere-se ao espírito de servidão, ao qual estavam sujeitos muitos santos em sua conversão. Destaque

O ser humano, escraviza do pela carne, está destinado à morte, não como consequência natural, mas como uma retribuição justa. Porém, a salvação não é “pagamento” nem “mérito”, mas dom gracioso. Desse modo, sob a graça divina, o crente recebe o “espírito de adoção” (Rm 8.15b). Essa frase (gr. pneuma huiothesia) aponta para a nova identidade em Cristo, um vínculo de afeto, perdão e inclusão na família de Deus (G1 4.4-5; Ef 2.19). O termo “adoção” indica o ato jurídico de conceder a alguém o status pleno de filho legítimo, com todos os direitos de herança. Assim, o salvo deixa de ser escravo, não apenas é aceito como filho, mas também se torna herdeiro (Rm 8.17). Essa filiação livra do medo e do poder do pecado e da morte, e convida os filhos à comunhão com o Pai (G1 5.1; 1 Jo 5.18).

O sinal dessa nova vida é a presença do Espírito: “E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (G1 4.6). O envio do Espírito é a prova da adoção do crente como filho legítimo (Rm 8.9,14-16). [...] Aquele que andava em trevas e cegueira espiritual, agora vive em plena luz, guiado pelo Espírito (Rm 8.14). Por meio do Pai e do Filho, o Espírito liberta o pecador da escravidão, confirma sua filiação e o retira da escuridão para viver como filho de Deus.

O ESPÍRITO NOS GUIA NA VONTADE DO PAI

A paternidade de Deus não é universal. Nem todos os seres humanos são filhos de Deus, uma vez que só aqueles guiados pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. A paternidade de Deus é real e experimental, uma vez que podemos ter garantia de que, se somos guiados pelo Espírito de Deus, verdadeiramente somos filhos de Deus. O Espírito Santo não apenas habita em nós e nos capacita a triunfar sobre o pecado, mas também nos toma pela mão e nos guia, dirige, impele pelo caminho da obediência.

Como filhos, somos guiados pelo Espírito Santo. Como guiados, somos orientados continuamente pelo real caminho que devemos trilhar, para que alcancemos a glorificação final do nosso corpo no dia do arrebatamento da Igreja. O Espírito Santo, então, age como o instrutor que ensina o aluno a todo momento.

Só há dois estilos de vida: viver segundo a carne ou mortificar os feitos do corpo pelo Espírito. Os que vivem segundo a carne caminham para a morte; os que pelo Espírito mortificam os feitos do corpo têm a garantia da vida. Há aqui um paradoxo: os que vivem morrem e os que morrem vivem. Os que vivem na carne morrem; os que morrem para o pecado vivem.

A mortificação da carne é necessária para o crente. Vivemos em um grande conflito espiritual, onde carne e espírito duelam diuturnamente. Por isso existe a necessidade de estarmos constantemente ouvindo a voz do Espírito Santo, e buscando nos desviar do mal, mortificando a carne.

O Espírito não apenas confirma a adoção, mas introduz o salvo à comunhão filial com o Pai (G1 4.6; Rm 8.15). Essa verdade revela que o Espírito não atua de forma autônoma ou independente, mas em perfeita harmonia com o plano do Pai e a obra do Filho (Jo 16.7-8). Em vista disso, reitera-se que o plano da redenção é obra do Pai que planeja, do Filho que executa e do Espírito que aplica. Essa verdade revela que a salvação é uma ação soberana do Deus Triúno.

Destaque

O Espírito ilumina o entendimento para discernir e compreender a vontade do Pai (1 Co 2.12-16; Jo 16.13). O Espírito não contradiz à Escritura que Ele mesmo inspirou (2 Tm 3.16-17). Essa direção do Espírito se opõe à inclinação da carne e produz o fruto que forja o caráter cristão (G1 5.16-18,22-23). Ele aplica a vontade do Pai na distribuição de dons espirituais, ministeriais e de serviço (1 Co 12; Ef 2.10). Tal orientação é resultado da “habitação” do Espírito Santo no coração regenerado (Rm 8.9). Aqui, o verbo “habitar” (gr. oikeí) aponta para uma residência permanente, e não transitória. Diferente da antiga aliança, em que o Espírito repousava sobre os servos de Deus para tarefas específicas (Jz 14.6; 1 Sm 16.13), agora, em Cristo, Ele faz morada constante no crente. Não apenas junto, mas habitando dentro de cada crente regenerado (Jo 14.16-17).

Ele é o agente divino que capacita o salvo a vencer a carne. Porém, o papel do crente não é ser passivo. A iniciativa e o poder são do Espírito; a resposta diligente é do crente (sinergismo). O cristão deve andar em Espírito (G1 5.16), despir-se do velho homem (Ef 4.22), crucificar a carne (G1 5.24) e santificar-se diariamente (Cl 3.5; 1 Ts 4.3). A ação do Espírito não apenas mostra o erro, mas transforma a vontade e fortalece o crente para que o pecado perca o domínio (Rm 6.14).

A TRINDADE NOS CONDUZ À HERANÇA ETERNA

Não somos apenas filhos, mas também herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. O Espírito Santo que habita em nós e nos selou para o dia da redenção é o penhor desse resgate, a garantia de que aquilo que Deus começou, ele completará. Embora sejamos herdeiros de todas as coisas que pertencem ao nosso Pai, pois tudo é dele, por meio dele e para ele, a nossa mais gloriosa herança é o próprio Deus (Sl 73.25,26).

Adotados por Cristo, agora fazemos parte da família de Deus. Por adoção entendemos que recebemos os direitos, como também somos alertados a cumprir todos os deveres que a nós são impostos como filhos. Assim, nos colocamos na posição de herdar aquilo que o Pai reservou para nós como herança.

Somos coerdeiros com Cristo da sua glória excelsa, aquela mesma glória de que o pecado nos havia privado (Rm 3.23). Como a glória é a efulgência de Deus, participar de sua glória é aparecer em sua presença, ser envolvido na efulgência de sua divindade gloriosa. Enquanto não tomamos posse definitiva dessa herança imarcescível e gloriosa, cruzamos aqui vales escuros, desertos esbraseados e caminhos juncados de espinhos. O sofrimento com Cristo sempre há de preceder a glória com Cristo.

Enquanto isso, devemos aguardar com paciência o que nos está reservado. Não venhamos ser apressados ou ficar desmotivados com a espera, pois o nosso Senhor deseja salvar a muitos ainda. Mas que o nosso foco esteja em preparar a nossa vida para o encontro com o Noivo.

A espera não é passiva; mas é um processo de aprendizado em que Deus prepara o coração e amadurece o herdeiro. A metáfora da tu tela também reforça a natureza progressiva da herança. Antes da maturidade, o herdeiro participa apenas parcialmente das promessas “até que todos cheguemos à unidade da fé e ao conhecimento do Filho de Deus, a varão perfeito, à medida da estatura completa de Cristo” (Ef 4.13). Portanto, o crente deve confiar que sua herança é administrada soberanamente pelo Pai. Ele sabe o tempo certo de conceder cada porção da sua promessa a cada um de seus filhos.

Destaque

Em linhas gerais, ser coerdeiro de Cristo não se reduz a uma expectativa escatológica; envolve um processo formativo no presente. A filiação implica ser conformado à imagem do Filho (Rm 8.29). Essa conformidade passa pelo caminho da cruz (G1 6.17). Contudo, a cruz não é apenas um símbolo de sofrimento, mas de transformação e de identificação com Cristo. O sofrimento, longe de ser acidental, é pedagógico. Ele purifica, fortalece e direciona o cristão para a esperança eterna (Rm 5.3-5). A glória futura é certa, mas a cruz precede a coroa. Assim, ser coerdeiro de Cristo é um chamado sublime que une sofrimento e glória, cruz e coroa, presente e futuro.

Como filhos adotados por Deus e participantes de uma nova natureza, precisamos dedicar nossas vidas à disciplina do Espírito. Todo hábito correspondente à natureza pecaminosa deve ser abandonado. Em vez disso, nossos sentimentos e pensamentos devem ser apresentados ao Espírito Santo para dar lugar às virtudes do Fruto que agrada a Deus (Cl 3.1-6). Enquanto estamos nesta esfera terrena, precisamos que o Espírito renove a nossa mente para que possamos vencer esta batalha que diuturnamente somos desafiados a enfrentar.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

Copyright © 2003 - 2026 Portal Escola Dominical todos os direitos reservados.