ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 7 – A OBRA DO FILHO
A morte vicária do Senhor Jesus revela o propósito do Pai em conceder perdão aos pecadores e restaurar toda a criação. A humilhação, redenção e exaltação do Filho Unigênito de Deus manifestam a profundidade da obra que Ele realizou. Graças à Sua vida de obediência completa e justiça, bem como Seu sacrifício vivo e santo sobre a cruz, temos acesso à salvação eterna.
O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.
A HUMILHAÇÃO VOLUNTÁRIA DO FILHO
Observemos atenciosamente as duas naturezas de Cristo: a divina e a humana. Sendo em forma de Deus, participou da natureza divina, como o eterno Filho Unigênito de Deus (Jo 1.1), e não considerou como usurpação ser igual a Deus e receber a adoração que os homens oferecem somente a Deus. A sua natureza humana: por meio desta fez-se como nós em tudo, exceto no pecado, pois Ele jamais pecou. Deste modo humilhado, por sua própria vontade, desceu da glória que possuía junto ao Pai desde antes da fundação do mundo.
A exposição trazida pelo apóstolo Paulo destaca o sentimento submisso do Filho, de modo que mesmo possuidor da mesma essência e natureza, como Unigênito de Deus, não desejou usurpar a posição de ser igual ao Pai, mas sim, de maneira voluntária, esvaziou-se (aniquilou) a si mesmo, de modo que encarnou, e com sua natureza humana veio cumprir o que dEle estava escrito.
Cristo não somente assumiu a semelhança e o estilo ou a forma de homem, mas um estado humilde; não se manifestou com esplendor. Toda a sua vida foi uma vida de trabalho e sofrimentos, mas o passo mais humilhante foi morrer a morte de cruz, a morte de um malfeitor e de um escravo, exposto ao ódio e à zombaria pública.
O Filho nos transmitiu o que é ter fiel obediência ao Pai. Ele, além de esvaziar-se e tomar a forma de homem, como servo foi obediente até o momento mais difícil de sua humanidade: a morte na cruz. Sua agonia no madeiro marcou a grande obra da redenção e da expiação completa e perfeita, de modo que hoje o sangue de bodes e cordeiros não são mais necessários.
Cristo, “sendo em forma de Deus... aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo” (Fp 2.6,7). Assim, “Cristo... Deus bendito eternamente” (Rm 9.5), renunciou voluntariamente à glória perfeita que possuía nos céus (Jo 17.5) e a tudo aquilo que Ele na sua glória divina podia gozar, para ser o Redentor da humanidade, sujeito às limitações de um verdadeiro homem. Jesus viveu neste mundo não somente como Deus verdadeiro, mas também como homem verdadeiro.
Destaque
Enquanto esteve neste mundo, a vida de Jesus foi marcada pela submissão à vontade do Pai. Não encontramos em momento algum de Sua vida e ministério qualquer comportamento distinto da vontade do Pai. Muito ao contrário, Ele obedeceu até a morte, e morte de cruz (Fl 2.8). Para assumir o compromisso fiel de submissão, Cristo esvaziou-se da glória que compartilhava com Deus Pai desde a eternidade, antes mesmo que todas as coisas fossem criadas (Jo 17.5).
[...] acerca da expressão "Aniquilou-se a si mesmo", "esta frase em grego corresponde a “ekenõsen” (verbo “kenoõ”, derivado de “kenos”, “vazio”, “vão”), que literalmente significa “ele esvaziou-se”. Isso não significa que Jesus renunciou sua divindade (isto é, a sua natureza plena como Deus), mas que voluntariamente deixou de lado suas prerrogativas como Deus, incluindo sua glória celestial (Jo 17.4), posição (Jo 5.30; Hb 5.8), riqueza (2Co 8.9), direitos (Lc 22.27; Mt 20.28) e o uso de seus atributos como Deus (Jo 5.19; 8.28; 14.10). Esse esvaziamento não significou apenas uma suspensão voluntária de suas capacidades e privilégios como Deus, mas também a aceitação do sofrimento humano, maus tratos, ódio e, em última instância, a maldição da morte na cruz.A OBRA REDENTORA DO FILHO
A morte de Jesus tem sido o tema central de eternidade a eternidade. Desde a eternidade, antes da fundação do mundo, a morte de Jesus já era o tema central do céu. Deus, que na sua onisciência previu a queda do homem e as tristes consequências da mesma, determinou, no seu grande amor, dar seu Filho unigénito como sacrifício pelo pecado do povo (Ap 13.8; Ef 1.4; 3.11; 1 Pe 1.19,20). A graça foi dada já antes dos séculos (Tt 1.9).
Precisamos entender que antes da morte de Cristo, nenhum sacrifício ou oferta teve a capacidade de suprir o preço pelo pecado de toda a humanidade. O próprio sacrifício levítico se tornou ineficaz, e os sangues dos animais estavam sendo derramados, contudo, sem expiar a falta do ser humano diante de Deus.
Todos os homens estavam debaixo do pecado (Rm 3.23) e, por isso, também debaixo da ira de Deus (Rm 1.18; Ef 5.6), marchando para a ira futura e para a perdição (Rm 2.5). Mas Jesus se manifestou para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo (Hb 9.28). Para isso foi necessário que levasse em seu corpo os nossos pecados (1 Pe 2.24). [...] Jesus abriu, pela sua morte na cruz, o caminho para a solução do problema dos homens em relação ao seu pecado, à sua culpa diante da lei de Deus, e à sentença divina que pairava sobre eles.
A obra realizada na cruz do calvário foi perfeita e suficiente. O preço foi satisfeito na obra que Cristo realizou no gólgota, e a cédula que era contrária contra nós foi cravada na cruz. Hoje não existe substituto ou algo que possa superar o que Jesus fez por nós, até porque não existe a necessidade mais de que outro sacrifício seja realizado, o do Filho foi perfeito.
Sua morte foi vicária. Sem dúvida, o profeta Isaías tinha em mente o cordeiro pascal, oferecido em lugar dos israelitas pecadores. Sobre a cabeça do cordeiro sem mancha realizava-se uma transferência dupla. Primeiro, assegurava-se o perdão divino mediante o santo Cordeiro, oferecido e morto. Segundo, o animal, sendo assado, servia de alimentação para alimentar o povo eleito. O sacrifício de Cristo foi duplo: morreu para nos salvar e ressuscitou para nossa justificação. Cristo também é o Pão da vida, o nosso “alimento diário”.
Destaque
[...] no plano redentor de Deus, o sacerdócio levítico era pedagógico (G1 3.24), revelando tanto a santidade de Deus quanto a gravidade do pecado. O sacerdócio levítico foi substituído por um sacerdócio superior — segundo a ordem de Melquisedeque (Hb 7.11-17) — cuja perfeição se encontra em Cristo. Ele é o sumo sacerdote eternamente (Hb 7.24-28), sem pecado (Hb 4.15; e capaz de salvar perfeitamente os que por Ele se chegam a Deus (Hb 7.25). Assim, o crente em Cristo já não precisa mais viver sob o peso de sacrifícios repetitivos ou de uma culpa não resolvida. Cristo ofereceu um único e definitivo sacrifício. O perdão não depende de esforço humano, mas da obra perfeita do Redentor.Essa verdade da substituição vicária de Cristo deve produzir em todo crente salvo sentimento de gratidão reverente, adoração sincera e uma vida consagrada. Como diz Paulo: “Ele morreu por todos, para que os que vivem não vivam mais para si, mas para aquele que por eles morreu e ressuscitou” (2 Co 5.15). Cristo morreu pelos pecadores, e isso muda tudo. A cruz não é apenas um símbolo religioso, mas o local onde a dívida da culpa foi paga, o pecado foi julgado e a salvação foi selada.
A EXALTAÇÃO GLORIOSA DO FILHO
O apóstolo Paulo faz uma transição daquilo que Cristo fez para aquilo que Deus fez para ele e por ele. O mesmo que se humilhou foi exaltado, e essa exaltação lhe foi dada pelo Pai. O caminho da exaltação passa pelo vale da humilhação; a estrada para a coroação passa pela cruz. Deus exalta aqueles que se humilham (Mt 23.13; Lc 14.11; 18.14; Tg 4.10; 1Pe 5.6). Foi por causa do sofrimento da morte que essa recompensa lhe foi dada (Hb 1.3; 2.9; 12.2).
O corpo de Cristo não ficou sendo deteriorado no sepulcro. Ele não entrou em estado de putrefação. Ele morreu? Sim! Morreu pelos nossos pecados. Mas Ele permaneceu morto? Não! Ele ressuscitou para a nossa justificação (Rm 4.25), e, além do mais, ressuscitou glorificado com a glória que possuíra antes da fundação do mundo (Jo 17.5).
A exaltação foi da natureza humana de Cristo, em união à divina. Todos devem render homenagem solene ao nome de Jesus, não ao simples ressoar da palavra, mas à autoridade de Jesus. Confessar que Cristo é o Senhor é um ato que glorifica a Deus Pai; porque a sua vontade é que todos os homens honrem o Filho do mesmo modo que honram o Pai (Jo 5.23). Aqui vemos tais motivos para o amor que nega- se a si mesmo, e que não poderia ser substituído por nenhum outro.
O apóstolo Paulo destaca que “Deus o exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o nome” (Fp 2.9), destacando que a posição do Filho está acima de qualquer outro nome, e Sua autoridade jamais deve ser comparada com nenhuma outra. O Filho venceu e hoje está à direita do Pai com poder e grande glória.
Deus não deixou Cristo na sepultura, mas O levantou da morte, O levou de volta ao céu e O glorificou (At 2.33; Hb 1.3). Deus deu a Jesus “toda autoridade no céu e na terra” (Mt 28.18). Deu a Ele autoridade para julgar (Jo 5.27) e O fez Senhor de vivos e de mortos (Rm 14.9), fazendo-O assentar à sua destra, acima de todo principado e potestade, constituindo-O cabeça de toda a Igreja (Ef 1.20-22).217 Fica claro que essa elevação de Jesus não foi a restituição da natureza divina, porque Ele jamais a perdeu, mas foi a restituição da glória eterna que tinha com o Pai antes que houvesse mundo, da qual voluntariamente havia se despojado (Jo 17.5,24).
Destaque
Embora tenha permanecido totalmente divino (isto é, completamente Deus), Cristo assumiu a natureza humana com as tentações, humilhações e fraquezas que esta vida envolve; no entanto, Ele suportou tudo isto sem pecar. Isso significa que Ele nunca ofendeu ou desafiou a Deus Pai, nem fez qualquer coisa errada de acordo com o padrão perfeito de Deus (w. 7-8; Hb 4.15). É por esta razão que Ele foi capaz de fazer o sacrifício perfeito e pagar a pena definitiva e completa pelos nossos pecados, de uma vez por todas (1 Pe 3.18). Por essa razão, o Pai o exaltou e deu um nome sobre todo o nome (Fp 2.8-11). A glória restaurada ao Filho é o sinal da aprovação de que Ele cumpriu fielmente todas as coisas. Essa mesma Glória Cristo prometeu compartilhar com aqueles que creram no seu testemunho e permanecem, independentemente das circunstâncias, fiéis a Ele. Para estes, o Senhor Jesus prometeu conceder um coroa de glória e o galardão da herança (Ap 2.10; 3.21).
Porque Jesus se humilhou, Ele foi exaltado. Jesus mesmo é a suprema ilustração de Sua própria afirmação: “...todo o que se exalta será humilhado; mas o que se humilha será exaltado” (Lc 18.14b). Os homens cuspiram Nele, mas Deus O exaltou. Os homens Lhe deram nomes insultuosos, mas o Pai Lhe deu o nome que está acima de todo nome.
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA
