ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026
Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas
COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista
COMENTÁRIO: EV. MARCOS JACOB DE MEDEIROS

LIÇÃO Nº 6 – O FILHO COMO O VERBO DE DEUS
Texto: Jesus Cristo, o Verbo eterno, é a revelação plena e visível de Deus ao mundo, manifestando graça, verdade e a glória do Pai.
I. O VERBO COMO DEUS ETERNO
1. O Verbo preexistente
1.1. O prólogo de João (dezoito versículos iniciais) é chamado de “Hino Logos”
1.2. Na abertura: “No princípio, era o Verbo” (Jo 1.1a)
a. As palavras “no princípio” lembram o texto introdutório da Bíblia (Gn 1.1)
. Ensina claramente que o Verbo sempre existiu.
. Esta é uma maneira de referir-se ao atributo da Eternidade que só Deus possui.
. Jesus não começou a existir em Belém, pois Ele é Eterno, coexistente com o Pai desde o princípio (Cl 1.17)
b. A expressão “Verbo” designa Deus, referindo-se à divindade do Filho
1.3. João apresenta o Logos (Verbo) como o próprio Deus Eterno Jesus Cristo (Jo 1.14; 3.16)
2. O Verbo como pessoa distinta
2.1. No texto bíblico, João afirma que “o Verbo estava com Deus” (Jo 1.1b).
2.2. A expressão grega pros ton Theon (com Deus)
a. Demonstra uma comunhão pessoal e eterna entre o Verbo (Filho) e Deus (Pai).
b. Indica uma distinção de Pessoas dentro da unidade da Trindade (Dt 6.4; 1Jo 5.7).
2.3. O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são formas sucessivas de aparecimento de uma Pessoa, mas são Pessoas coexistentes desde “o princípio” (Jo 1.2; 17.5)
3. O Verbo é da mesma essência do Pai
3.1. Ainda no versículo de abertura, João revela “o Verbo era Deus” (Jo 1.1c)
a. Aqui, a palavra grega para Deus (Theós) aparece sem o artigo definido
b. Esse fato que tem gerado discussões exegéticas
. Na estrutura grega, a ausência do artigo não implica indefinição ou inferioridade.
. Essa construção enfatiza a qualidade ou a natureza do sujeito.
c. A omissão do artigo não significa “um deus”, como sustentam traduções heréticas
. É, sim, um indicativo da natureza do Verbo
. Esclarece que o Verbo compartilha da mesma essência divina (Jo 10.30; 14.9)
d. Desse modo, o Verbo é como o Pai: eterno (Jo 1.2) e criador (Jo 1.3)
3.2. Portanto, a expressão “o Verbo era Deus” ensina que:
a. Jesus é da “mesma substância” do Pai
b. Jesus é Deus em sua totalidade (Cl 1.15; 2.9)
II. O VERBO COMO CRIADOR
1. O agente da criação
1.1. A Bíblia declara que “no princípio, criou Deus” (Gn 1.1a).
a. A expressão “criou” traduz a palavra hebraica ‘bārā’, termo reservado à atividade criadora de Deus (Gn 1.21,27; 2.4; 5.1,2; 6.7).
b. Afirma que o universo foi criado por Deus a partir do nada - do latim ex nihilo (Hb 11.3).
1.2. A doutrina de Deus como Criador possui fundamentos:
a. No Antigo Testamento (Sl 33.6; Is 45.12; Ne 9.6)
b. No Novo Testamento (At 17.24; Rm 1.20; Ap 4.11).
1.3. João apresenta Jesus também como Criador (Jo 1.3).
1.4. É enfatizado a divindade do Verbo, uma vez que a criação é obra exclusiva de Deus (Cl 1.16,17).
1.5. Desse modo, o Filho é o agente ativo na criação do universo (Hb 1.2).
2. A fonte da vida
2.1. O apóstolo João enfatiza com clareza que em Jesus estava a vida (Jo 1.4a)
a. Cristo é a fonte de toda forma de vida ((Jo 3.36; 1Jo 5.11,12)
. Vida física, espiritual e eterna
b. A expressão denota a autossuficiência do Verbo (At 17.25)
c. Jesus não depende de nada ou ninguém para viver (Jo 5.26)
. A vida que está no Pai está igualmente no Filho (Jo 10.30; 14.9; 17.5).
3. A luz dos homens
3.1. Jesus é apresentado como a Luz verdadeira (Jo 1.9; Jo 1.4b,5)
a. A metáfora da Luz simboliza o caráter de Deus, porque nEle não há trevas alguma (1Jo 1.5).
b. Ele não apenas possui luz; Ele é a própria Luz (Jo 8.12).
c. Ele dissipa as trevas, ilumina os perdidos e revela o pecado (Mt 4.16; Jo 3.19).
d. As forças do mal não têm poder sobre Cristo (Jo 1.5; Rm 13.12)
III. O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI
1. A encarnação do Verbo
1.1. João também apresenta o Verbo como o supremo meio de autorrevelação do Pai (Jo 1.14a)
a. O termo grego eskēnōsen (habitou) significa literalmente “armou sua tenda”
. Faz alusão ao Tabernáculo (Êx 25.8,9)
. O corpo de Cristo é comparado ao Tabernáculo (Cl 2.9)
1.2. È o ponto alto da revelação divina:
a. O Verbo se tornou homem sem deixar de ser Deus (Fp 2.6-8).
b. Ele é o Emanuel, o Deus conosco (Mt 1.23)
c. Ele é a plena revelação do Pai (Hb 1.1)
2. Cristo é a plenitude da graça e da verdade
2.1. João declara que Cristo é cheio de graça e de verdade (Jo 1.14b)
2.2. A frase “cheio de graça e de verdade” revela o conteúdo dessa glória.
a. A glória é a presença gloriosa de Deus entre seu povo (Êx 40.34,35)
b. Em Cristo essa glória se manifesta plenamente (Jo 2.11; 17.1-5)
2.3. Ele não apenas ensina a verdade — Ele é a verdade (Jo 14.6)
2.4. Ele não apenas oferece graça - Ele é a plenitude da graça de Deus, que salva (Tt 2.11)
3. Cristo é o revelador do Deus invisível
3.1. Jesus é o revelador do Deus eterno (Jo 1.18)
a. Deus é invisível e inacessível (Êx 33.20; 1Tm 6.16)
b. Cristo O revelou ao mundo de forma plena e perfeita
3.2. Cristo é a autorrevelação completa do Pai: “Quem me vê a mim vê o Pai” (Jo 14.9).
Conclusão: Jesus Cristo é o Deus unigênito que revela o Pai. Nele, a glória, a graça e a verdade de Deus são plenamente manifestas.
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