Adultos

Lição 6 - O Filho como o Verbo de Deus VI

ASSEMBLEIA DE DEUS TRADICIONAL NO AMAZONAS

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

PRIMEIRO TRIMESTRE DE 2026

Adultos - A SANTÍSSIMA TRINDADE - O Deus Único revelado em Três Pessoas Eternas

COMENTARISTA: Douglas Roberto de Almeida Baptista

COMENTÁRIO: EV. ANTONIO VITOR DE LIMA BORBA

LIÇÃO Nº 6 – O FILHO COMO O VERBO DE DEUS

Jesus é o Verbo de Deus encarnado. Ele é a revelação plena e visível de Deus neste mundo. A introdução do Evangelho de João ratifica a coexistência de Jesus e Sua participação com o Pai na criação (Gn 1.1,26). Cristo não veio a existir, mas sempre existiu e estava com o Pai na criação de todas as coisas (Jo 1.2,3). Essa é uma das verdades basilares da fé cristã que os hereges tentam distorcer. Há grupos, inclusive, que interpretam equivocada mente o capítulo 1 do Evangelho de João e afirmam que o Verbo era "um" deus, classificando o Senhor Jesus como uma Pessoa menor em relação a Deus Pai. Contudo, reafirmamos de forma contundente que o Senhor Jesus exerce Seu papel de Filho Unigênito como Pessoa da Trindade possuindo a mesma essência do Pai e é Deus em Sua totalidade. A importância de crer nesse ensino é indispensável para vida cristã, tendo em vista que a fé em Jesus é o meio pelo qual somos transformados pelo poder do Espírito Santo e recebemos o poder de sermos filhos de Deus (Jo 1.12).

O Objetivo deste comentário é contribuir para o preparo de sua aula, e apresentar um subsídio a parte da revista, trazendo um conteúdo extra ao seu estudo. Que Deus nos ajude no decorrer desta maravilhosa lição.

O VERBO COMO DEUS ETERNO

Ao referir-se ao logos, Verbo, João recua aos refolhos da eternidade, antes do princípio de todas as coisas. Quando tudo começou (Gn 1.1), o Verbo já existia. Ele já existia antes que a matéria fosse criada e antes que o tempo começasse. Ele é antes do tempo. E o Pai da eternidade.

O que João descreve no primeiro capítulo de seu evangelho é magnífico. Ele destaca algo profundo no estudo da Cristologia, que aponta para a extraordinária obra da redenção: Jesus é o Verbo de Deus, sendo eterno e da mesma essência que o Pai (Jo 1.1). João escancara a verdade que muitos tentam distorcer, e afirma, de uma vez por todas, que Jesus é eterno e também é Deus.

Jesus, o logos, existia antes da criação (17.5). O logos não era um ser criado, como ensinou Ário, o herético do século quarto, e como ensinam hoje as testemunhas de Jeová.2 Jesus não começou a existir em Belém; Ele é coexistente com o Pai desde o princípio. Antes de tudo o que existe, o Verbo já existia: “Ele é antes de todas as coisas. Nele tudo subsiste” (Cl 1.17, NAA). Significa que “todas as leis pelas quais todo o mundo é uma ordem e não um caos são a expressão da mente do Filho [...] o Filho é o princípio e o fim da criação, e o poder que lhe dá consistência”.

O Verbo se fez carne e habitou entre nós (Jo 1.14), não para destaca-Lo como mais um “deus”, o que afirmam muitos heréticos. Cristo veio ao mundo como o grande episódio histórico, onde o próprio Deus se fez carne e habitou entre nós.

É verdade que, como Filho do homem, o seu nascimento marcou uma fase da história. Contudo, quando o contemplamos do ponto de vista divino, Ele é eterno. E não somente isso; é o “Pai da eternidade” (Is 9.6). Miquéias também acrescenta que aquEle que nasceria em Belém e seria Senhor em Israel já existia “desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade” (Mq 5.2).

Destaque

Enquanto os gregos pensavam em um princípio impessoal e os gnósticos num ser intermediário, João apresenta o Logos como o próprio Deus Eterno: Jesus Cristo, o Filho Unigênito do Pai Jo 1.14; 3.16). A doutrina do Logos em João não é dependente dos filósofos especulativos e nem da doutrina do gnosticismo. Em João, o Logos é o Deus encarnado, a segunda Pessoa da Trindade Jo 10.30; 20.28). Essa designação e identificação do Logos como sendo o Cristo aparece três vezes nos textos neotestamentária (Jo 1.1, 14; 1 Jo 1.1 e Ap 19.13).

Antes da criação do universo, nos recônditos da eternidade, o Verbo desfrutava plena comunhão com Deus Pai. A expressão grega pros ton Theon traz a ideia de “face a face com Deus”. Deus Pai e o Verbo, embora sejam duas pessoas, estão unidos por inefável união. [...] Ao mesmo tempo que o Verbo é distinto de Deus, é igual a ele, pois é da mesma substância. O Verbo conhecia o Pai, era igual ao Pai, embora distinto, e tinha com ele profunda comunhão. Portanto, o Verbo não é uma energia cósmica, mas uma pessoa. O Verbo é Jesus. O Verbo compartilha da natureza e do ser de Deus.

O VERBO COMO CRIADOR

O Verbo não é uma parte do mundo que começou a existir no tempo; o Verbo estava com Deus na eternidade, antes do tempo. O Verbo é Deus. O Verbo é o agente divino na criação do universo. Foi ele quem trouxe à existência as coisas que não existiam. Deus disse: Haja luz. E houve luz (Gn 1.3). O Verbo é a palavra criadora de Deus, por meio de quem todas as coisas foram feitas, tanto as visíveis como as invisíveis, tanto as terrenas como as celestiais (Cl 1.16).

Cristo foi o agente divino e direto na criação de todas as coisas. Ele não foi criado em um momento da história, como alguns tentaram afirmar. Ele é eterno, e no princípio atuou como ator junto ao Pai na criação.

Como em toda a Escritura, João tem em vista um princípio para o mundo material e para aqueles seres criados que povoam o universo espiritual, sendo Cristo o agente ativo nessa criação. [...] Todas as coisas, uma a uma, vieram a existir por meio dele. De tudo o que existe hoje, não há nada que tenha se originado à parte dele.

Cristo ainda é apresentado por João como fonte de luz. Como luz, Ele veio trazer a iluminação na mente caída do pecador, a fim de encaminhá-los para o caminho correto que culmina na salvação eterna. Ele veio para dissipar toda treva, para que possamos conhecer e experimentar a luz que dEle provém.

Destaque

O verbo estava com Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, e não como instrumento mas como Autor. Sem Ele, nada do que foi feito se fez; desde o anjo mais elevado até o verme mais baixo. Isto mostra quão bem qualificado estava para a obra de nossa redenção e salvação. A luz da razão e a vida dos sentidos derivam dEle, e dependem dEle. Este Verbo eterno, esta Luz verdadeira, resplandece; porém as trevas não a compreenderam. oremos sem cessar para que os nossos olhos sejam abertos e contemplemos esta luz, para que andemos nela - e assim sejamos feitos sábios para a salvação pela fé em Jesus Cristo.

O texto joanino também está em harmonia com outras passagens do Novo Testamento que atribuem a obra da criação a Cristo: Ele é o originador, sustentador e o fim (gr. telos) da criação; Cristo não é uma criatura, mas o Criador eterno (Cl 1.16,17); o Filho é o mediador da revelação e da criação (Hb 1.2); a adoração no céu é baseada na obra criadora de Deus — o mesmo atributo que João aplica ao Verbo (Ap 4.11). Esses textos, dentre outros, evidenciam que a Palavra de Deus é o meio criador, conceito que João associa diretamente à pessoa do Verbo (Logos).

O VERBO COMO REVELAÇÃO DO PAI

Depois de afirmar a perfeita divindade do Verbo, João agora assevera sua perfeita humanidade. Jesus é tanto Deus como homem. É perfeitamente Deus e perfeitamente homem. O Verbo que criou o mundo, a razão que controla a ordem do mundo, fez-se carne e veio morar entre os seres humanos. Possui duas naturezas distintas. É Deus de Deus, luz de luz, coigual, coeterno e consubstanciai com o Pai. Não obstante, fez-se carne.

A humanidade de Jesus não elimina a Sua divindade. Ele se fez carne e habitou entre nós, possuindo e sendo completo em sua dupla natureza: divina e humana. Essa encarnação revelou a glória de Deus entre nós, algo dantes nunca experimentado pelo povo que andava em trevas.

No pensamento hebraico, o Verbo de Deus era sua autoexpressão ativa, a revelação de si mesmo para a humanidade através da qual uma pessoa não só recebe a verdade a respeito de Deus, mas se encontra com Deus face a face.

Deus se fez conhecido ao longo da história de maneira progressiva. Sempre buscou revelar a Si mesmo através de Seus nomes e feitos. Contudo, em Cristo essa revelação foi plena, sendo o Filho a autorrevelação completa do Pai, pois Jesus compartilhava da messa essência que o Pai.

Quando o Verbo se fez carne, as duas naturezas, divina e humana, se uniram inconfundível, imutável, indivisível e inseparavelmente. Vemos, portanto, a presença de Deus entre os seres humanos. O Verbo eterno, pessoal, divino, autoexistente e criador esvaziou-se de sua glória, desceu até nós e vestiu pele humana. A carne de Jesus Cristo tornou-se a nova localização da presença de Deus na terra. Jesus substituiu o antigo tabernáculo.

Destaque

No entanto, o Verbo o revelou de forma plena e perfeita. O Deus unigênito quebrou a barreira que tornava impossível para seres humanos ver a Deus, e o tornou conhecido. Essa expressão, “Deus unigênito” (gr. monogenês Theos), significa literalmente “o Deus único gerado”. Refere-se a Cristo — o Filho da mesma substância (gr. homoousios) do Pai — o único em sua categoria.

COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - EV. ANTONIO VITOR LIMA BORBA

Copyright © 2003 - 2026 Portal Escola Dominical todos os direitos reservados.