ASSEMBLEIA DE DEUS - MINISTÉRIO DO BELÉM - SEDE - SÃO PAULO/SP
PORTAL ESCOLA DOMINICAL
TERCEIRO TRIMESTRE DE 2025
Adultos - A IGREJA EM JERUSALÉM: Doutrina, comunhão e fé: a base para o crescimento da Igreja em meio às perseguições
COMENTARISTA: José Gonçalves
COMENTÁRIO: Pr. Caramuru Afonso Francisco
LIÇÃO Nº 9 – UMA IGREJA QUE SE ARRISCA
A igreja local em Jerusalém não tinha medo.
INTRODUÇÃO
- Na sequência ao estudo da igreja em Jerusalém, analisaremos o destemor daquela igreja local.
- A igreja local em Jerusalém não tinha medo.
I – O MARTÍRIO COMO POSSIBILIDADE NA VIDA CRISTÃ
- Na sequência do estudo sobre a igreja em Jerusalém, analisaremos o destemor daquela igreja, a partir do registro bíblico sobre Estêvão, o primeiro mártir da Igreja.
- A lição tem como título – “uma igreja que não se arrisca”. Ao assim proceder, a CPAD mostra-nos, com clarividência, e de modo acertadíssimo, que a igreja local em Jerusalém não levava em consideração o “risco”.
- O que é “risco”? O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa afirma que risco é “probabilidade de perigo, geralmente com ameaça física para o homem e/ou para o meio ambiente”, palavra que tem origem na palavra francesa “risque”, cujo significado é “perigo, inconveniente mais ou menos previsível”, “perigo ligado a um empreendimento”, “a sorte ou má sorte de um soldado”.
- A igreja local em Jerusalém, portanto, não levava em consideração os perigos decorrentes do cumprimento da Grande Comissão, ou seja, da ordem dada pelo Senhor Jesus para que pregasse o Evangelho por todo o mundo a toda criatura até que Ele voltasse para levar a Sua Igreja para os céus.
- O avivamento espiritual na Igreja produz dois fatores aparentemente negativos, quais sejam, a perseguição e o surgimento de heresias.
- Pois bem, Estêvão vai nos mostrar que esta perseguição chega ao ponto do martírio, ou seja, da morte em razão da fé em Cristo Jesus.
- De pronto, é interessante observar que Jesus sempre deixou claro aos discípulos que eles poderiam perder sua vida por causa do Evangelho. Logo no “estágio de evangelização”, ainda durante Seu ministério terreno, Cristo mostrou aos que iam pregar o Evangelho que eles seriam como ovelhas no meio de lobos (Mt.10:16; Lc.10:3).
- Ora, sabemos que os lobos se alimentam de ovelhas, matam-nas e, ao afirmar isto, o Senhor já mostrava que a morte era uma hipótese real para os Seus seguidores.
- Na mesma oportunidade, Jesus disse aos discípulos que não deviam temer quem podia matar o corpo, mas, sim, temer somente Aquele que pode matar a alma e fazê-la perecer no inferno tanto a alma quanto o corpo (Mt.10:28) e que os próprios familiares entregariam cristãos à morte, porque haveria um ódio de todos contra os servos de Jesus por causa do nome de Jesus (Mt.10:21,22).
- Ao afirmar isto, o Senhor também já mostra aos discípulos que alguns deles seriam mortos por causa do Evangelho, que Deus permitiria que o inimigo se utilizasse de seus agentes para ceifar a vida de alguns salvos.
- As Escrituras mostram-nos, aliás, como bem observou o próprio Senhor Jesus, um “rastro de sangue” de justos ao longo da história da humanidade, servos de Deus que foram mortos por causa de sua fidelidade ao Senhor, a começar de Abel (Mt.23:35; Lc.11:51), rastro que prosseguiria depois do próprio Jesus integrá-lo, e que somente será devidamente justiçado por Deus na Grande Tribulação (Ap.16:5,6).
- Este mesmo ensino, Jesus repetiu certa feita, quando uma multidão se reuniu para ouvi-l’O (Lc.12:4,5), mostrando, ainda, que quem confessasse Seu nome diante dos homens, Ele o confessaria diante do Pai, mas quem O negasse diante dos homens, igualmente seria negado diante do Pai (Lc.12:6-9).
- Nas últimas instruções, voltou a tocar no assunto, dizendo que Seus discípulos deveriam esperar do mundo o mesmo ódio com que havia sido Jesus tratado, não esperando que receberiam um tratamento diferente e, se levaram Jesus à morte, certamente o fariam com Seus discípulos (Jo.15:18-25).
- É interessante observar que, ao falar sobre esta realidade, o Senhor Jesus faz questão de ressaltar que os discípulos testificariam d’Ele por causa da vinda do Espírito Santo, a nos revelar, portanto, que o ódio do mundo em relação à Igreja é resultado direto de nos termos tornado templo do Espírito Santo (I Co.6:19), morada de Deus no Espírito (Ef.2:22).
COLABORAÇÃO PARA O PORTAL ESCOLA DOMINICAL - PR. CARAMURU AFONSO FRANCISCO