Jovens

Lição 8 - Autoavaliação e discernimento, sim. Julgar, não IV

ASSEMBLEIA DE DEUS CANAÃ - FORTALEZA/CE

PORTAL ESCOLA DOMINICAL

SEGUNDO TRIMESTRE DE 2017

Jovens:o SERMÃO DO MONTE: A justiça sob a ótica de Deus

COMENTARISTA: CÉSAR MOISÉS CARVALHO

COMENTARISTA: EV. LUCAS NETO

LIÇÃO Nº 8 – AUTOAVALIAÇÃO E DISCERNIMENTO, SIM. JULGAR, NÃO

INTRODUÇÃO

Não julgueis para não seres julgados, pois se julgamos uns aos outros, então ocupamos o lugar de Deus. Nesta lição estudaremos sobre o julgamento como sinônimo de censura, misericórdia e salvação, explicaremos do ponto de vista bíblico o sentido de autoavaliação, autocorreção e auxílio aos necessitados, e finalmente vamos mencionar os princípios que regem o discernimento.

I – JULGANDO O PRÓXIMO OU OCUPANDO O LUGAR DE DEUS

A Palavra de Deus registra claramente que absolutamente ninguém possui a prerrogativa de julgar a outrem, pois, só existe um legislador e um juiz, Deus. (Tg 4:11-12)

1. O JULGAMENTO COMO SINÔNIMO DE CENSURA

Alguns cristãos se colocam em condição de superioridade julgando ao próximo em posição de condenação de forma censurável sem nem conhecer através de um exame das questões a veracidade dos fatos. Aplicam unilateralmente uma condenação a outrem quer com palavras ou com disciplinas se achando o dono da verdade, absolutos no poder, como tivessem recebido a prerrogativa de juiz máximo.

Deus condena a atitude de censurar, pré-julgar, denegrir, fazer acepção de pessoas, caluniar, perseguir ao próximo em virtude de qualquer razão.(Rm 2:1-3)

2. O JULGAMENTO COMO SINÔNIMO DE MISERICÓRDIA

Ao entendermos o reino de Deus, especialmente a sua justiça,não podemos nos arvorar a proferir julgamentos de simplesmente condenar as pessoas que apresentam fraqueza na fé ou não estão interessadas no Evangelho de Cristo, ao contrário, devemos estender a mão e ajudá-los na compreensão da essência do Evangelho de Cristo, inclusive sendo exemplar na conduta moral, social e espiritual diante de Deus e dos homens para ter autoridade de mostrar a verdadeira justiça de Deus e sobretudo a sua misericórdia. Devemos ser misericordiosos como misericordioso é o nosso pai. (Mt 7:1-5)

3. O JULGAMENTO COMO SINÔNIMO DA SALVAÇÃO

Autênticos cristãos cumprem a missão de pregar o Evangelho de Cristo, isto é, buscar e salvar o pecador perdido de modo a mostra-lhe o amor de Deus presente em cada cristão. Exames críticos podem ocorrer mas que estes estejam solidificados no amor de Deus para salvar e não condenar de modo que sejamos intercessores e nunca juízes. (Tt 3:1-7)

II – AUTOAVALIAÇÃO, AUTOCORREÇÃO E O AUXÍLIO A TERCEIROS

1. A AUTOAVALIAÇÃO

A autoavaliação perpassa pela humildade que desperta no homem o desejo de se permitir passar num exame autocrítico e apurado do seu comportamento moral, social e espiritual diante de Deus e dos homens. O cristão como discípulo de Cristo deve permanentemente se submeter a uma avaliação de seu perfil em relação ao perfil traçado pela Bíblia Sagrada para ser um homem de Deus. O apóstolo Paulo manifesta na descrição da ceia do Senhor que o homem examine-se a si mesmo para cercar a mesa e está diante de Deus. (1 Co 11:23-28)

2. A AUTOCORREÇÃO

A autocorreção rejeita o orgulho, pois, reconhece que em si existe um erro maléfico para a sua vida e é necessário uma disciplina, logo, esta predisposição de se corrigir na realidade remete esta pessoa a adquirir a experiência de que aquele mal também pode ser corrigido em outrem, ou seja, na verdade aquele que se corrige assume uma posição de autoridade e não autoritarismo para ajudar com amor os decaídos a se livrarem daquele mal. (Hb 12:6)

O ministério de Jesus Cristo era tríplice, a saber: pregar, ensinar e curar e nestas três bases existe a ação de prestar auxílio ao próximo no âmbito espiritual para a salvação, bem como, no plano material para suprir as necessidades materiais dos verdadeiros necessitados. (Lc 10:27; Rm 13:9; Gl 5:14)

III – A NECESSIDADE DE DISCERNIMENTO

O discernimento se caracteriza pela capacidade de uma pessoa em reconhecer a origem e a veracidade de fatos declarados por outrem de modo a identificar qual é o objetivo, interesses e motivações das declarações, bem como se procedem de espírito humano, demoníaco ou divino. (1 Jo 4:1)

1. PRINCÍPIOS PARA O DISCERNIMENTO ESPIRITUAL

O discernimento de espíritos é um dom de Deus dado aos homens para o que for útil e que traz em seu bojo alguns princípios a serem observados por uma pessoa, a saber: (1 Co 12:1-10)

1.1. CAUTELA PARA O QUE OUVIMOS

Devemos nos acautelar em tudo o que ouvimos, inclusive fazendo uma análise das declarações de quem que quer seja de forma equilibrada se certificando da veracidade dos fatos declarados.(Mt 7:15)

1.2. CONHECER AS OBRAS DE QUEM FALA

Muitas pessoas proferem discursos com eloquência inspiradora demonstrando firmeza e poder de convencimento, porém muitas vezes não conhecemos as origens destas pessoas, bem como, o seu comportamento moral e espiritual. Jesus alertou que muitos se colocariam nessa posição de proeminência, porém, devíamos conhecer os seus frutos, isto é, as suas obras se eram boas ou más.

Logo é imprescindível que conheçamos bem a pessoa que nos fala quanto a sua trajetória eclesiástica, serviços prestados para o reino de Deus e o seu comportamento moral, social e espiritual. (Mt 7:16-23)

1.3. CONFERIR AS DECLARAÇÕES PROFERIDAS COM A PALAVRA DE DEUS

A Bíblia Sagrada registra que os bereanos eram mais educados espiritualmente do que os cristãos de Tessalônica porque recebiam os profetas que proferiam as mensagens com toda a avidez, porém, comparavam estes ensinamentos dados com referência a Palavra de Deus, somente aceitando-os se estes estivessem alinhados com os preceitos divinos. Todo cristão deve ouvir os profetas e conferir nas páginas da Santa Bíblia se esta palavra está de acordo com a Bíblia Sagrada. (At 17:10-12)

IV - CONCLUSÃO

Como servos do Senhor Jesus Cristo, devemos assumir a postura de nunca julgar aos outros e sim a atitude de servir ao Senhor em amor promovendo a capacidade nas pessoas de reconhecerem os seus erros e se autocorrigirem de forma a alinharem-se com os preceitos divinos exarados na Santa Bíblia.

Shalom Adonai!

Fonte: https://proflucasneto.files.wordpress.com/2013/06/notas_2t_2017_jovens_lic3a7c3a3o_8_autoavaliac3a7c3a3o-e-discernimento-sim-julgar-nc3a3o.pdf Acesso em 19 maio 2017.

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